OK, certo, então tínhamos nos catado na festa de aniversário da Diana (há fotos provando isto) (eu deveria ter beijado a Diana naquela hora, no sofá, ao invés dela. Mas isso é só alguém que tomou a esquerda puto por não ter pego a direita). Houveram problemas nesta mesma noite e algumas besteiras tão bobas que hoje em dia soam mais como novelas mexicanas do que como realizações humanas verdadeiras. Mas anyway, o ponto é que, como naquela época tudo parecia que podia dar, de alguma forma muito bizarra, certo, resolvemos continuar tentando. Eu já morava em sp, morava em pouco mais de alguns meses, não mais que doze, e ela aparentemente fazia algum curso perto daqui. (o fato de eu fingir que não sabia qual era o curso dela, nem saber aonde era, nem quais eram todos os pequenos passos e movimentos é só uma forma de não demonstrar que eu sabia qual era a senha do email dela, que olhava direto e que, como sempre, era um daqueles obsessivo que, em paises decentes - como Tibet - seria torturado e morto no topo de templos budistas, no alto dos morros everestianos.)
Marcamos de nos encontrarmos no metrô, porque iamos pra salesópolis juntos. E eu, evidentemente, fiquei contando todos os pequenos segundos de cada um daquelas sete ou seis dias que demoravam passar. havia pouca internet naquela época, tanto pra um como para o outro, e portanto não nos falamos neste meio tempo, apenas deixamos claro que "havemos de estar tal hora em tal local".
Eu estava lá. Esperando. Deviam ser seis horas, isso porque estava lotado de uma forma que nunca mais vi, com pessoas fazendo filas que chegavam na parede apenas para passar na catraquinha-de-pagamento. E eu esperando. E de tanto esperar (coisa normal nem surreal pra mim) acabei resolvendo comprar logo duas passagens, una-pra-moi e outra pra ela. Pago? Pago! Quando terminei de pagar ela aparece, entramos na fila e vamos pro metrô lo-lo-lotado!
No metrô ela conversa com um velho advogado. Eu não estou abraçado nem encostando nela, mas estou olhando (sempre fui bom de olhar, coisa de treino, acredito) e depois vamos pro Brás (pois indo para o Brás não pagamos passagem extra) pegamos o trem e continuamos de pé. Isso vai assim até Guaianazes, onde pudemos sentar e onde pudemos beijar. Isso foi divertido. Beijei-a na orelha, como ordena o figurino, e foi divertido. Não mais que divertido.
Não sei se foi este o dia, posso estar confundindo, mas interpretarei como sendo; faz sentido naquela situação (que, sem explicação, se torna incompreensível. Digamos que todo o nosso relacionamento, físico ou não, platônico ou não, ridículo ou não, o nosso relacionamento sempre foi baseado na impossibilidade de ambos darem um movimento. É quase como um jogo de Xadrez que termina empatado por falta de movimentos, mas também por falta de pensamento de ambos os jogadores. Outro exemplo bom é o de um jogador de Nintendo 64 que não possui dedos.) naquela situação em questão pegamos o ônibus para salesópolis. E para Salesópolis fomos, infelizes como nunca. Ela sentada num banco e eu em outro. Olhávamos, e este ato de olhar me faz perceber que, quando estamos com alguém e nos distanciamos, nossos pés e troncos tendem a se mexer em direção a pessoa (interessante, não?) de qualquer forma, estávamos infelizes e percebendo que nada, nada nem ninguém faria toda aquela besteira dar certo. Então descemos no ônibus (na porta da casa dela, evidente) e fomos nos catar na parede ali em cima. Beijos Beijos e mais doze beijos. E então ela falou que estava doente (e estava doente) e que ia ir embora. Marcamos de nos ver no outro dia, eu iria lá (e o outro dia foi ridiculo. ajudei-a a pintar alguma porta de algum lugar e estava lá um primo dela que não sei o nome. Não houve nada exceto o mesmo olhar infeliz) Mas o ponto é que a história não acaba aqui.
A História não acaba aqui, não senhor, não senhor. Eu, como sempre (ou quase sempre) costumo andar um bocado, e andando acabo chegando na praça, e na praça há amigos (Gilberto e tantos outros) e ali tambem há, advinhe só, sem suspense.... amigas! Na verdade amigas vadias! na verdade A Vizinha Érica! aquela que deu para mim por quase dois anos! E, evidentemente, acabei-a comendo naquela mesma noite, fazendo gozar enquanto ela lia uma passagem de menage-a-troi no livro do Kerouac "Vagabundos Iluminados" (The Dharma Buns. Ela, por ter péssima visão, tinha que aproximar o livro a um centímetro da cara, meio patético)
E a história acaba com um cena interessante; acaba comigo sentado na porta do Fliperama no dia seguinte, o sol batendo na minha cara e várias pessoas sem rosto passando pela rua. E então vem de um lado ela, descendo a avenida, e do outro a vizinha Érica. E ambas passam a menos de 10 segundos de mim, cada uma com aquele olhar de comprometimento, o olhar que diz "hehehe. eu peguei no teu pau ontem. hehehe. foi divertido. hehehe."
Talvez naquela hora, por alguns poucos segundo, acreditei que estava me dando bem. Mas se houve uma frase sábia que o professor de geografia daquele cursinho que fiz e que me dava carona pra salé me falou foi "Eu, muitas vezes, acreditei estar por cima da carne seca. Todas as vezes quebrei a cara", e portanto segundos depois de perceber que eu iria, inevitavelmente, me foder bonito, um tijolão de 20 kilos (quilos) arremessou-se contra meu sorriso idiota. E em verdade eu vos digo, hoje a vizinha não dá mais pra mim (embora ainda sorria daquele jeito nas poucas vezes que me vê) a Lílian (primeira vez, tirando o título, que falo que é ela. evidentemente erro de capacidade-de-escrita) a Lílian (segunda) não dá mais pra mim, agora dá para uma garota em Mogi-ou-adjacências e eu acabei por destruir tudo aquilo que pude algum dia ter a chance de ter, destruí todas as meninas que um dia tiveram a pequena chance de me amar (e vou morrer velho e decrépito e mal amado aos 26-ou-mais anos)
O Fim.
quarta-feira, dezembro 15, 2010
26. Ou talvez 25
Havemos de perceber que nada irá durar. Quero dizer, talvez nada irá durar, uma vez que até mesmo essa afirmação não pode ser comprovada. O que resulta na certeza de que, se algo durar, não irá durar aquilo que saberia dizer que esta coisa durável durou tanto. E se essa coisa durável não ser classificada, catalogada, organizada e redirecionada como "Coisa Durável" o mais provável é que ela, mesmo sendo durável, irá desaparecer. O que me faz retornar na primeira afirmação, de que nada irá durar, tudo é passável e passado e já passou. Incluindo a afirmação "nada irá durar", que um dia será caída também pelo durável. E o que é durável?, pergunta o metafísico. "As Pedras", diz o físico quantico.-nuclear.-astronomo.
E o mais engraçado é que, mesmo sabendo que nada dura, tudo passa, e mesmo tendo a certeza certezíssima de que evidentemente precisamos ignorar o passar e se concentrar no atual momento inepassável, ainda sim esse ímpeto de aproveitar aquilo que irá chegar aos nossos olhos passa. E no final vai todo mundo chorar porque acabou. E depois tudo vai ficar no silencio. E dai alguns animais vão trepar e ter mais filhos. E dai silencio de novo. E então umas doze quatrilhões de bacteriaszinhas vão se reproduzir sem sexo, bem sem sexo e sem sentido. Ai tudo vai ficar quente, quase derretendo, e depois tudo fica em silencio. E dai só sobra um pedação de pedra rodando e rodando e rodando e rodando. E dai acaba tudo e não importa, porque o tempo terá se tornado irrelevante (como sempre foi, uma vez que tudo é passável.)
E o mais engraçado é que, mesmo sabendo que nada dura, tudo passa, e mesmo tendo a certeza certezíssima de que evidentemente precisamos ignorar o passar e se concentrar no atual momento inepassável, ainda sim esse ímpeto de aproveitar aquilo que irá chegar aos nossos olhos passa. E no final vai todo mundo chorar porque acabou. E depois tudo vai ficar no silencio. E dai alguns animais vão trepar e ter mais filhos. E dai silencio de novo. E então umas doze quatrilhões de bacteriaszinhas vão se reproduzir sem sexo, bem sem sexo e sem sentido. Ai tudo vai ficar quente, quase derretendo, e depois tudo fica em silencio. E dai só sobra um pedação de pedra rodando e rodando e rodando e rodando. E dai acaba tudo e não importa, porque o tempo terá se tornado irrelevante (como sempre foi, uma vez que tudo é passável.)
quarta-feira, agosto 11, 2010
há obsessão;
A obsessão age por cotas. Lentamente sugando cada pequena coisa interessante ou boa que você vê no outro. De inicio você se "apaixona" pelo objeto da obsessão e sua imaginação o faz aprofundar em todo tipo de característica ou possibilidade daquilo, 99% das vezes fazendo mais em sonho do que realidade. Esta primeira parte é aquilo de bom que se pode tirar de uma obsessão, pois a mesma o leva a um estado de êxtase.
Mas num segundo momento, que alias não demora muito para aparecer, todas as informações e possibilidades do alvo já estão claramente definidas, você conhece o objeto da obsessão muito bem porem ainda sim o devora mais uma vez e outra, procurando naquele pequeno detalhe inexistente (que você afirma estar ainda despercebido) o motivo para continuar agindo como age.
Veja, a obsessão é uma mentira muito bem contada para si mesmo. Você crê tão bem naquilo que contou, naquilo que quer acreditar que não é mentira, que todo o resto do mundo é inútil e ineficiente. Todas as cores são cinza, exceto aquela que você quer ver a todo momento. Um amor corrompido pela sua própria incapacidade em amar a si mesmo.
Mas a Obsessão age por cotas.
E logo a terceira parte aparece, quando por mais que acredite na obsessão, ela com sua beleza começa a desaparecer. Esse terceiro momento pode durar muitos anos, dependendo de quão ligado à obsessão você esta e quão ela consegue lhe motivar para continuar amando-a, mas quando a sua ligação acaba você perde toda a vontade de continuar, perde sua motivação única de continuar vivo. É neste momento que a obsessão dá sua cara mais terrível, de uma depressão inigualável. Pois uma pessoa com problemas emocionais comuns, uma que tenha clássica depressão, ela não consegue ver alegria no mundo unicamente porque esta cega. Um obsessivo não consegue ver alegria no mundo por ter olhado diretamente, por muito tempo, para o mais brilhante dos sois, apenas para descobrir no final que ele é apenas uma estrelinha fosca num céu escuro, um céu escuro cada vez mais e mais escuro; Mas a Obsessão age por cotas.
E evidentemente logo outra obsessão toma conta de sua vida, e assim tudo continua, um ciclo de dependência, sugando completamente a única coisa que importa em sua pequena vida, todo o tempo que lhe resta de existência.
Mas num segundo momento, que alias não demora muito para aparecer, todas as informações e possibilidades do alvo já estão claramente definidas, você conhece o objeto da obsessão muito bem porem ainda sim o devora mais uma vez e outra, procurando naquele pequeno detalhe inexistente (que você afirma estar ainda despercebido) o motivo para continuar agindo como age.
Veja, a obsessão é uma mentira muito bem contada para si mesmo. Você crê tão bem naquilo que contou, naquilo que quer acreditar que não é mentira, que todo o resto do mundo é inútil e ineficiente. Todas as cores são cinza, exceto aquela que você quer ver a todo momento. Um amor corrompido pela sua própria incapacidade em amar a si mesmo.
Mas a Obsessão age por cotas.
E logo a terceira parte aparece, quando por mais que acredite na obsessão, ela com sua beleza começa a desaparecer. Esse terceiro momento pode durar muitos anos, dependendo de quão ligado à obsessão você esta e quão ela consegue lhe motivar para continuar amando-a, mas quando a sua ligação acaba você perde toda a vontade de continuar, perde sua motivação única de continuar vivo. É neste momento que a obsessão dá sua cara mais terrível, de uma depressão inigualável. Pois uma pessoa com problemas emocionais comuns, uma que tenha clássica depressão, ela não consegue ver alegria no mundo unicamente porque esta cega. Um obsessivo não consegue ver alegria no mundo por ter olhado diretamente, por muito tempo, para o mais brilhante dos sois, apenas para descobrir no final que ele é apenas uma estrelinha fosca num céu escuro, um céu escuro cada vez mais e mais escuro; Mas a Obsessão age por cotas.
E evidentemente logo outra obsessão toma conta de sua vida, e assim tudo continua, um ciclo de dependência, sugando completamente a única coisa que importa em sua pequena vida, todo o tempo que lhe resta de existência.
quarta-feira, julho 07, 2010
andy kauffman é bom
Vou tentar apenas escrever, vendo o que sai da minha cabeça. Agora são uma hora da manhã, não estou com sono nem vontade de jogar videogame antes de dormir. Não irei fazer nada. Nada que valha agora, nada de ver filmes ou opniões na internet ou ler celine ou ouvir musica. apenas tentar escrever e ver se há algo saindo da minha cabeça, algo que ainda funciona. é evidente que eu poderia falar de varias coisas, de como minha vidinha é errada, como estou mentindo, como o amor morreu e eu posso morrer logo mas, sinceramente, acho que estaria me repetindo. Se eu ler isso daqui uns 10 anos, supondo que não me mate antes disso, os monotemas daqui soariam chatos, muito chatos. Ao contrario, vou continuar escrevendo, meu subsconciente funciona melhor que meu consciente. Tomara.
outro dia sonhei com zumbis, faz tempo que não havia sonhado com isso. engraçado como há tempos planejo começar a escrever os sonhos logo depois de eles aparecerem na minha cabeça, you know, exatamente como o Kerouac no livro dos sonhos (um livro ruim dele, devo dizer) mas não consigo, diferente dos exercicios, que eu não consigo manter por mais que uma semana, os sonhos eu não consigo escrever nem ao menos um dia. Inconstancia é o nome da coisa. Eu não consigo fazer algo sair da minha cabeça e tomar forma no mundo real, talvez.
De qualquer forma vou ficar pulando de tema pra tema, sem medo de me repetir ou de parecer fora de controle, ou incompreensivel, uma vez que ninguem lê isso (eu espero) mas consideremos o fato de que talvez alguem leia, eu devo sooar muito depressivo nisto daqui. Evidente, seu leitor idiota; Quando feliz eu raramente estou na frente do computador, sozinho, acordado de madrugada. Normalmente estou bebado, com uma garota no meu colo, ou chapado de acido. Com sorte os três ao mesmo tempo. Mas de qualquer forma sim, sou triste. Grande novidade.
Sabe, eu deveria viajar para longe. Estou esperando minha vó morrer (isso pode ocorrer a qualquer momento, eu acho. Ela tambem pode viver bem mais do que eu, até os 80 e tantos, talvez mais) e acabar a faculdade/ser jubilado para morar nas ruas, viajar sem vontade nenhuma de me estabelecer. Deve haver alguma verdade por ai, you know, alguma coisa fora deste pedaço de carne com olhos e vontade de ficar bebado e trepar. nada do estilo divino, mas sim existencial, alguma resposta simples porem interessante sobre o que diabos deveria fazer, me focar, tentar. Amor eu já vi que não, a grande probabilidade é que acabe sozinho pra sempre, talvez com alguma garota um momento ou outro mas nada realmente longinquo.
Estava vendo a pouco tempo atrás, e muitas pessoas que eram minha amigas, pessoas que gostavam de mim, incluindo garotas, hoje em dia me odeiam. Amorosamente eu sei de uma, a Garota da Praia, que antes era a Garota de Salé. Hoje em dia ela, se não me odeia, pelo menos me ignora a contento. Triste. A garota Lilian tambem, só que esta evidentemente me odeia, talvez pelo fato de eu ser stalker completo da vida dela (não tenho culpa, ela é psicologa entende obsessão. entender não é aceitar e ser amiga, mas pelo menos entender) talvez pelo fato de eu atrapalhar o relacionamento com a namorada dela (que alias, continua bom, sem pretenções de acabar. Sei disso porque sou um stalker dela ainda) in fact, tirando isso e o fato de um cara querer me bater a duas semanas atrás por ter sido filho-da-puta com garotas filhas-da-puta que tentavam me obrigar a tocar um som que não queria (hell, the who é muito melhor que forró) não há mais ninguem que me odeie. O daniel preto, que eu achava que me odiava depois de ter recusado a apertar minha mão um dia, enquanto eu estava caindo de bebado, outro dia veio conversar comigo normalmente e até riu das burradas do marcão. Like old times. Anyway, nem todo mundo me odeia, mas um bocado de gente sim (se não me odeia, pelo menos me ignora, o que é pior)
Sobre a minha ultima esperança amorosa, ela esta morrendo. Hell, eu nunca inicio uma conversa nos msn ou googletalk da vida, com ninguem. Mas com ela sim, e mesmo assim até eu consigo ver o quão isso esta passando de uma fase ridicula para uma fase patetica. Eu a chamo pra sair, ela diz "sim" e depois rola um "não posso". Até mesmo a emoção que sentia quando esperava algum tipo de comunicação com ela morreu, nada de resposta de email em mais de um mês, isto é sinal, algum tipo de, imagino. De qualquer forma que amanhã irei para salesópolis, festa do divino, ficar completamente bebado todos os dias (pelo menos choconhaque) e tentar arranjar alguma garota, não tenho ninguem em mente (exceto marta, que é a fuck friend oficial) mas pelo menos isso é mais divertido do que ficar esperando uma garota que pagou um (genial) boquete no meio da vital brasil e que disse que me amou um dia vir me chamar pra beber. é claro que tudo isso sque escrevi acima, sobre tudo estar morrendo, some no segundo que eu beber com ela e me divertir. Hell, estou aberto a todo tipo de oportunidade..
Ahn, o Andy Kauffman é o melhor.
outro dia sonhei com zumbis, faz tempo que não havia sonhado com isso. engraçado como há tempos planejo começar a escrever os sonhos logo depois de eles aparecerem na minha cabeça, you know, exatamente como o Kerouac no livro dos sonhos (um livro ruim dele, devo dizer) mas não consigo, diferente dos exercicios, que eu não consigo manter por mais que uma semana, os sonhos eu não consigo escrever nem ao menos um dia. Inconstancia é o nome da coisa. Eu não consigo fazer algo sair da minha cabeça e tomar forma no mundo real, talvez.
De qualquer forma vou ficar pulando de tema pra tema, sem medo de me repetir ou de parecer fora de controle, ou incompreensivel, uma vez que ninguem lê isso (eu espero) mas consideremos o fato de que talvez alguem leia, eu devo sooar muito depressivo nisto daqui. Evidente, seu leitor idiota; Quando feliz eu raramente estou na frente do computador, sozinho, acordado de madrugada. Normalmente estou bebado, com uma garota no meu colo, ou chapado de acido. Com sorte os três ao mesmo tempo. Mas de qualquer forma sim, sou triste. Grande novidade.
Sabe, eu deveria viajar para longe. Estou esperando minha vó morrer (isso pode ocorrer a qualquer momento, eu acho. Ela tambem pode viver bem mais do que eu, até os 80 e tantos, talvez mais) e acabar a faculdade/ser jubilado para morar nas ruas, viajar sem vontade nenhuma de me estabelecer. Deve haver alguma verdade por ai, you know, alguma coisa fora deste pedaço de carne com olhos e vontade de ficar bebado e trepar. nada do estilo divino, mas sim existencial, alguma resposta simples porem interessante sobre o que diabos deveria fazer, me focar, tentar. Amor eu já vi que não, a grande probabilidade é que acabe sozinho pra sempre, talvez com alguma garota um momento ou outro mas nada realmente longinquo.
Estava vendo a pouco tempo atrás, e muitas pessoas que eram minha amigas, pessoas que gostavam de mim, incluindo garotas, hoje em dia me odeiam. Amorosamente eu sei de uma, a Garota da Praia, que antes era a Garota de Salé. Hoje em dia ela, se não me odeia, pelo menos me ignora a contento. Triste. A garota Lilian tambem, só que esta evidentemente me odeia, talvez pelo fato de eu ser stalker completo da vida dela (não tenho culpa, ela é psicologa entende obsessão. entender não é aceitar e ser amiga, mas pelo menos entender) talvez pelo fato de eu atrapalhar o relacionamento com a namorada dela (que alias, continua bom, sem pretenções de acabar. Sei disso porque sou um stalker dela ainda) in fact, tirando isso e o fato de um cara querer me bater a duas semanas atrás por ter sido filho-da-puta com garotas filhas-da-puta que tentavam me obrigar a tocar um som que não queria (hell, the who é muito melhor que forró) não há mais ninguem que me odeie. O daniel preto, que eu achava que me odiava depois de ter recusado a apertar minha mão um dia, enquanto eu estava caindo de bebado, outro dia veio conversar comigo normalmente e até riu das burradas do marcão. Like old times. Anyway, nem todo mundo me odeia, mas um bocado de gente sim (se não me odeia, pelo menos me ignora, o que é pior)
Sobre a minha ultima esperança amorosa, ela esta morrendo. Hell, eu nunca inicio uma conversa nos msn ou googletalk da vida, com ninguem. Mas com ela sim, e mesmo assim até eu consigo ver o quão isso esta passando de uma fase ridicula para uma fase patetica. Eu a chamo pra sair, ela diz "sim" e depois rola um "não posso". Até mesmo a emoção que sentia quando esperava algum tipo de comunicação com ela morreu, nada de resposta de email em mais de um mês, isto é sinal, algum tipo de, imagino. De qualquer forma que amanhã irei para salesópolis, festa do divino, ficar completamente bebado todos os dias (pelo menos choconhaque) e tentar arranjar alguma garota, não tenho ninguem em mente (exceto marta, que é a fuck friend oficial) mas pelo menos isso é mais divertido do que ficar esperando uma garota que pagou um (genial) boquete no meio da vital brasil e que disse que me amou um dia vir me chamar pra beber. é claro que tudo isso sque escrevi acima, sobre tudo estar morrendo, some no segundo que eu beber com ela e me divertir. Hell, estou aberto a todo tipo de oportunidade..
Ahn, o Andy Kauffman é o melhor.
quinta-feira, julho 01, 2010
Morte
Eu tenho medo da morte. Tenho medo dela. Mas não consigo perder a idéia de que ela é inevitável e cada vez mais próxima. Tão próxima que deseja-la tem cada vez mais um gosto de besteira, pelo simples fato de que provavelmente quando estiver com um pedaço de ferro enfiado na minha barriga, ou cuspindo sangue que entrou nos meus pulmões, e estiver nos meus últimos segundo de vida, com a visão se escurecendo, as dores se acalmando e o coração a um trilhão por hora, nessa eu desejarei como nunca estar realmente vivo, verdadeiramente vivo.
digo isso porque me lembro do vídeo dum homem que pulou do prédio e caiu errado, metade de cima do corpo para um lado, metade de baixo para o outro. Ambas as metades concordavam que pular daquele prédio foi uma besteira. Mesmo que a vida não seja boa, ter seu corpo separado em dois pelo impacto que o concreto tem na alta velocidade da queda não tem como ser melhor.
digo isso porque me lembro do vídeo dum homem que pulou do prédio e caiu errado, metade de cima do corpo para um lado, metade de baixo para o outro. Ambas as metades concordavam que pular daquele prédio foi uma besteira. Mesmo que a vida não seja boa, ter seu corpo separado em dois pelo impacto que o concreto tem na alta velocidade da queda não tem como ser melhor.
Sobre a mentira que contei certa vez no blog sobre como tive um acidente de carro e tive meus ossos da perna quebrados
Eu devia ter uns doze anos. talvez menos, mas não mais. Sei disso porque isso nessa epoca eu ainda me sentia atraido pela Carina, a garota que depois, na adolescencia, foi ter uma bunda imensamente grande e bonita e que hoje em dia é mãe de dois filhos (e esta menos acabada que eu) Tinha ido com meu pai para mogi das cruzes no final de semana, coisa rapida, apenas iamos passar na ex casa da minha tia, que agora morava num sítio em salesópolis, para pegar algumas caixas de decorações. Isso foi bem na epoca que meus primos começaram a morar sozinhos naquela casa e minha tia fazia questão de ter todas as tralhas que juntou durante uma vida inteira naquela casa antiga no seu novo sitio, e lá foi meu pai e eu percorrer um grande caminho de carro atrás dos objetos.
A ida foi tranquila. Me lembro de ter conversado com meu pai sobre a epoca em que ele foi caminhoneiro, sobre como era cortar eucaliptos e levar por estradas piores que o inferno e se aquele homem que viajava com ele, um negro, realmente morreu ou eu apenas inventei isso. Lembro que perguntei sobre isso exatamente no momento em que passava ao lado de uma plantação de alface (tão comum em biritiba mirim, a cidade do lado de salé) e pude perceber no rosto dele que ele estava pensando no mesmo homem na mesma hora.
Fomos até o ex-casa da minha tia, meu primo mais velho não estava e tivemos que pegar as caixas com meu primo mais novo. Meu avô tinha morrido a pouco tempo, talvez não mais de um ano, e chegamos a comentar com tristeza que, caso ele estivesse vivo, faria toda essa viagem sozinho e carregaria as caixas na metade do tempo. Mais do que saudade do velho, estavamos falando a verdade, meu avô conseguiria fazer isso e ao mesmo tempo cuidar de seus pombos, criar um sistema de segurança-na-gambiarra-mas-que-funciona e beber uma caneca de cerveja. E agora ele é um corpo em decomposição. ainda sim triste.
Carregamos o carro, um ford (acho) marrom que me fazia sentir realmente enojado. Não porque o carro era sujo, mas sim o fundo dele soltava muitos pelos, pequenos pelinhos que não sei de onde saiam, mas que nunca acabavam. Não consigo explicar exatamente onde essa parte do carro era, isso porque não entendo nada de carros. Mas o importante é que saimos da casa do meu primo e voltamos pra casa.
No meio do caminho, numa reta em biritiba mirim, batemos o carro. Deviamos estar numa velocidade de, mais ou menos, uns 80 km por hora, não sei muito bem como tudo ocorreu mas sei que retornei a consciencia já na ambulancia, totalmente imobilizado. Meu pai estava ali, na minha frente, com um corte sangrando na testa e uma mulher mais velha que ele passando um pano e colocando um curativo. Nenhum dos dois haviam percebido que eu tinha retornado a consciencia e esse foi meu ultimo pensamento lógico, já que no segundo seguinte percebi que estava com minhas pernas machucadas.
muito machucadas.
Aparentemente uma parte do carro tinha esmagado minhas pernas. quebrado apenas os ossos da canela e um pouco do pé, nada que fosse impossivel de recuperar, lembro do doutor em fisioterapia falar que, se o carro que bateu em nós tivesse me pegado um pouco mais acima, no joelho, eu deveria usar bengala para o resto da vida.
Acabei indo na cirurgia, ficando quase duas semanas das minhas queridas férias de cama, sem poder me levantar nem jogar videogame. Foi ali, naquela cama, que entendi pela primeira vez qual era realmente a ideia do Bras Cubas no Memorias Postumas. Minha mãe chegou no hospital (que era em mogi, a cidade grande, e não Salesópolis, para onde fui transferido dias depois) toda chorosa, minhas irmãs menores junto, tambem tristes. Essa foi a primeira vez que eu tinha me fodido e que elas não estavam rindo da minha má sorte.
O seguro do homem que bateu o carro pagou por todos os consertos. O plano de saude do trabalho do meu pai pagou pelos medicos que recebi. Em dois meses estava andando de novo, sem bengalas nem cadeira de rodas. Nenhuma cicatriz restou na minha perna, e mesmo que houvesse alguma hoje tenho tantos pelos na perna que ela ficaria escondida.
Mas ninguem pagou pela dor que sinto toda vez em que há frio umido, quando não consigo caminhar direito por culpa da dor que destroi minha perna.
A ida foi tranquila. Me lembro de ter conversado com meu pai sobre a epoca em que ele foi caminhoneiro, sobre como era cortar eucaliptos e levar por estradas piores que o inferno e se aquele homem que viajava com ele, um negro, realmente morreu ou eu apenas inventei isso. Lembro que perguntei sobre isso exatamente no momento em que passava ao lado de uma plantação de alface (tão comum em biritiba mirim, a cidade do lado de salé) e pude perceber no rosto dele que ele estava pensando no mesmo homem na mesma hora.
Fomos até o ex-casa da minha tia, meu primo mais velho não estava e tivemos que pegar as caixas com meu primo mais novo. Meu avô tinha morrido a pouco tempo, talvez não mais de um ano, e chegamos a comentar com tristeza que, caso ele estivesse vivo, faria toda essa viagem sozinho e carregaria as caixas na metade do tempo. Mais do que saudade do velho, estavamos falando a verdade, meu avô conseguiria fazer isso e ao mesmo tempo cuidar de seus pombos, criar um sistema de segurança-na-gambiarra-mas-que-funciona e beber uma caneca de cerveja. E agora ele é um corpo em decomposição. ainda sim triste.
Carregamos o carro, um ford (acho) marrom que me fazia sentir realmente enojado. Não porque o carro era sujo, mas sim o fundo dele soltava muitos pelos, pequenos pelinhos que não sei de onde saiam, mas que nunca acabavam. Não consigo explicar exatamente onde essa parte do carro era, isso porque não entendo nada de carros. Mas o importante é que saimos da casa do meu primo e voltamos pra casa.
No meio do caminho, numa reta em biritiba mirim, batemos o carro. Deviamos estar numa velocidade de, mais ou menos, uns 80 km por hora, não sei muito bem como tudo ocorreu mas sei que retornei a consciencia já na ambulancia, totalmente imobilizado. Meu pai estava ali, na minha frente, com um corte sangrando na testa e uma mulher mais velha que ele passando um pano e colocando um curativo. Nenhum dos dois haviam percebido que eu tinha retornado a consciencia e esse foi meu ultimo pensamento lógico, já que no segundo seguinte percebi que estava com minhas pernas machucadas.
muito machucadas.
Aparentemente uma parte do carro tinha esmagado minhas pernas. quebrado apenas os ossos da canela e um pouco do pé, nada que fosse impossivel de recuperar, lembro do doutor em fisioterapia falar que, se o carro que bateu em nós tivesse me pegado um pouco mais acima, no joelho, eu deveria usar bengala para o resto da vida.
Acabei indo na cirurgia, ficando quase duas semanas das minhas queridas férias de cama, sem poder me levantar nem jogar videogame. Foi ali, naquela cama, que entendi pela primeira vez qual era realmente a ideia do Bras Cubas no Memorias Postumas. Minha mãe chegou no hospital (que era em mogi, a cidade grande, e não Salesópolis, para onde fui transferido dias depois) toda chorosa, minhas irmãs menores junto, tambem tristes. Essa foi a primeira vez que eu tinha me fodido e que elas não estavam rindo da minha má sorte.
O seguro do homem que bateu o carro pagou por todos os consertos. O plano de saude do trabalho do meu pai pagou pelos medicos que recebi. Em dois meses estava andando de novo, sem bengalas nem cadeira de rodas. Nenhuma cicatriz restou na minha perna, e mesmo que houvesse alguma hoje tenho tantos pelos na perna que ela ficaria escondida.
Mas ninguem pagou pela dor que sinto toda vez em que há frio umido, quando não consigo caminhar direito por culpa da dor que destroi minha perna.
sábado, junho 12, 2010
Sobre as vezes que tomei acido - ou como acabei tendo alguma vida
A minha vida nestes ultimos seis anos tem sido ruim. Eu, mais do que nunca, estou preso. Preso a uma vida, a regras de uma vida que não pude nem ao menos escolher.
Vivo aqui com uma velha que esta morrendo. Se eu pensar em sair daqui, se eu ao menos disser para qualquer pessoa da minha familia que quero morar em algum outro lugar (não importa o quão ruim ou sujo este lugar seja) terei meu figado comido. Acontece que é claro que, se eu abandonar esta velha que esta morrendo, ela realmente morrerá, e será culpa minha. Portanto, sou culpado e devo ficar quieto.
Há tambem a questão da vida na faculdade, onde as coisas são mais fingimento que conhecimento.
Mas houveram momentos onde tudo isto ficou para trás, houveram momentos nesta minha vidinha em sp que realmente valeram a pena e metade desses momentos eu estava chapado de acido.
a primeira vez (como quase todas) foi na republica do ópio. era um plano desde o inicio tomarmos acido, e esta era a unica droga que eu afirmará que tomava sem receio algum (o que, claramente, é mentira) o ponto é que tomamos pela primeira vez mais ou menos um ano depois da republica abrir. Embora não consiga me lembrar perfeitamente daquela noite, foi sem duvida nenhuma uma das melhores da minha vida, onde pude pensar e ouvir e ver coisas que nunca tinha visto, pude realmente ser algo um pouco mais livre. Em suma, esta é a minha droga preferida.
A segunda vez eu estava namorando. E tomei doze horas antes de ir para uma festa com ela. Isso foi a mais ou menos 4 anos atrás (velho. isso doi) sei disso porque agora é copa do mundo e naquela epoca tambem. Tomei e foi aterrorizante, foi uma viagem não de alegria nem liberdade mas de medo. Encarei alguns dos meus receios e temores e sai um pouco mais vivo.
A terceira vez eu já estava triste, havia terminado com a namorada. Então pude ser mais reflexivo que antes.
A quarta foi a melhor. Foi logo depois de um zombie walk, e eu estava com uma garota que alguns meses antes tinha vomitado comigo, abraçado -Esse foi o momento mais romantico da minha vida - E essa garota tomou acido comigo.
Este eu me lembro mais porque acabamos escrevendo dois emails, eu e ela, discutindo sobre a experiencia. E basicamente nos tornamos um unico ser, olhando profundamente nos olhos um do outro, e no momento eu a comprendi mais do qualquer outro ser vivo. Foi ótimo e bastante fisico e focado em cores, apesar de em um momento em ter encarado meus demonios num desenho na parede.
Talvez o ápice da minha vida.
Sem duvida nenhuma um dos 5 maiores ápices. é claro que depois tudo deu errado com essa garota e que eu agora estou bastante obsessivo por ela, tendo raiva e amores ao mesmo tempo (como com qualquer garota com que me importo de verdade) mas aquele momento foi o nosso "paris". A coisa mais sincera que tive na minha vida, e se considerarmos que nunca fui sincero com ninguem, em nenhum momento, esta chapação foi especialmente especial.
a quinta foi tambem na republica, e o interessante foi que o tema era confusão, com o chão estranho. Eu tambem acabei pergutando para o Peiotte qual era o sentido da vida, e acho que ele não me respondeu. Tambem interessante que seis horas depois de ter tomado eu estava na festa de aniversário da menina ali de cima. Descobri lá que ela estava namorando com um idiota qualquer e acabei sendo xavecado por uma garota que me jogou agua (mas não tinha a menor vontade de fazer nada)
A sexta e sétima foi num final de semana. Foi quando eu percebi (ou melhor, declarei) que estava ficando viciado naquela sensação. A primeira da semana foi ótima, tão boa quanto qualquer outro acido. A segunda foi fraca, acido não é coisa pra se usar discriminadamente.
a oitava foi na casa do Lulu. Lembro que acabei no final da noite vendo tsunamis e terremotos, não de verdade mas sim no computador. Como tinha sido só metade não tive grandes insights, mas lembro de não entender nada do mundo em alguns momentos. Merda, nem são entendo o mundo em grande parte dos momentos.
A nona foi na eca. Novamente confusão e falta de realidade. Estava perdido e o Rodrigo estava louco. Tinha terminado com a namorada dele. Entendo-o.
A decima foi em casa. Com meu primo e alguns amigos. No primeiro dia de carnaval. no começo nenhum deles tinha entendido nada de como é a viagem, e estava me zuando. Mas quando meu primo olhou para minha cara e percebeu que meus olhos estavam virando, que as paredes estavam derretendo e que estava no inferno comigo rindo da cara dele, foi ao delirio. Então todos nós entendemos. E eu entendi que a ideia da viagem não é ver coisas, mas entender coisas.
E hoje eu realmente queria tomar acido. Sozinho escrevendo na madrugada do dia dos namorados, nem bebidas tenho. E uma velha morre do quarto, enquanto eu fico aqui sentado, esperando morrer envelhecendo tambem. (mas acido é muito legal)
Vivo aqui com uma velha que esta morrendo. Se eu pensar em sair daqui, se eu ao menos disser para qualquer pessoa da minha familia que quero morar em algum outro lugar (não importa o quão ruim ou sujo este lugar seja) terei meu figado comido. Acontece que é claro que, se eu abandonar esta velha que esta morrendo, ela realmente morrerá, e será culpa minha. Portanto, sou culpado e devo ficar quieto.
Há tambem a questão da vida na faculdade, onde as coisas são mais fingimento que conhecimento.
Mas houveram momentos onde tudo isto ficou para trás, houveram momentos nesta minha vidinha em sp que realmente valeram a pena e metade desses momentos eu estava chapado de acido.
a primeira vez (como quase todas) foi na republica do ópio. era um plano desde o inicio tomarmos acido, e esta era a unica droga que eu afirmará que tomava sem receio algum (o que, claramente, é mentira) o ponto é que tomamos pela primeira vez mais ou menos um ano depois da republica abrir. Embora não consiga me lembrar perfeitamente daquela noite, foi sem duvida nenhuma uma das melhores da minha vida, onde pude pensar e ouvir e ver coisas que nunca tinha visto, pude realmente ser algo um pouco mais livre. Em suma, esta é a minha droga preferida.
A segunda vez eu estava namorando. E tomei doze horas antes de ir para uma festa com ela. Isso foi a mais ou menos 4 anos atrás (velho. isso doi) sei disso porque agora é copa do mundo e naquela epoca tambem. Tomei e foi aterrorizante, foi uma viagem não de alegria nem liberdade mas de medo. Encarei alguns dos meus receios e temores e sai um pouco mais vivo.
A terceira vez eu já estava triste, havia terminado com a namorada. Então pude ser mais reflexivo que antes.
A quarta foi a melhor. Foi logo depois de um zombie walk, e eu estava com uma garota que alguns meses antes tinha vomitado comigo, abraçado -Esse foi o momento mais romantico da minha vida - E essa garota tomou acido comigo.
Este eu me lembro mais porque acabamos escrevendo dois emails, eu e ela, discutindo sobre a experiencia. E basicamente nos tornamos um unico ser, olhando profundamente nos olhos um do outro, e no momento eu a comprendi mais do qualquer outro ser vivo. Foi ótimo e bastante fisico e focado em cores, apesar de em um momento em ter encarado meus demonios num desenho na parede.
Talvez o ápice da minha vida.
Sem duvida nenhuma um dos 5 maiores ápices. é claro que depois tudo deu errado com essa garota e que eu agora estou bastante obsessivo por ela, tendo raiva e amores ao mesmo tempo (como com qualquer garota com que me importo de verdade) mas aquele momento foi o nosso "paris". A coisa mais sincera que tive na minha vida, e se considerarmos que nunca fui sincero com ninguem, em nenhum momento, esta chapação foi especialmente especial.
a quinta foi tambem na republica, e o interessante foi que o tema era confusão, com o chão estranho. Eu tambem acabei pergutando para o Peiotte qual era o sentido da vida, e acho que ele não me respondeu. Tambem interessante que seis horas depois de ter tomado eu estava na festa de aniversário da menina ali de cima. Descobri lá que ela estava namorando com um idiota qualquer e acabei sendo xavecado por uma garota que me jogou agua (mas não tinha a menor vontade de fazer nada)
A sexta e sétima foi num final de semana. Foi quando eu percebi (ou melhor, declarei) que estava ficando viciado naquela sensação. A primeira da semana foi ótima, tão boa quanto qualquer outro acido. A segunda foi fraca, acido não é coisa pra se usar discriminadamente.
a oitava foi na casa do Lulu. Lembro que acabei no final da noite vendo tsunamis e terremotos, não de verdade mas sim no computador. Como tinha sido só metade não tive grandes insights, mas lembro de não entender nada do mundo em alguns momentos. Merda, nem são entendo o mundo em grande parte dos momentos.
A nona foi na eca. Novamente confusão e falta de realidade. Estava perdido e o Rodrigo estava louco. Tinha terminado com a namorada dele. Entendo-o.
A decima foi em casa. Com meu primo e alguns amigos. No primeiro dia de carnaval. no começo nenhum deles tinha entendido nada de como é a viagem, e estava me zuando. Mas quando meu primo olhou para minha cara e percebeu que meus olhos estavam virando, que as paredes estavam derretendo e que estava no inferno comigo rindo da cara dele, foi ao delirio. Então todos nós entendemos. E eu entendi que a ideia da viagem não é ver coisas, mas entender coisas.
E hoje eu realmente queria tomar acido. Sozinho escrevendo na madrugada do dia dos namorados, nem bebidas tenho. E uma velha morre do quarto, enquanto eu fico aqui sentado, esperando morrer envelhecendo tambem. (mas acido é muito legal)
terça-feira, junho 08, 2010
talvez seja rascunho. talvez não.
Sinto frio. E tenho que escrever/enrolar mais 7 páginas de um trabalho de cultura árabe sobre o Alcorão e suas relações com a cultura semita bíblica. Estou fodido. acordei de novo com vontade de vomitar e com medo de tudo. Não consegui pensar em nada o dia todo, exceto em desastres e coisas que acabariam com tudo isso. E um cara que conheci a dois anos morreu de câncer a um mês atrás. Eu não tenho palavra e minto demais. Isso é até normal agora e isso deve ser ruim. E ouço Perfect Day e outras coisas do Lou Reed agora, o que deixa tudo pior. Uma certa desesperança acabada.
Frio. Eu não costumo sentir muito frio mas percebo que passarei um bocado de frio nos próximos dias. Basicamente perdi no jogo. E tenho que terminar um trabalho de Árabe, ler um texto que não quero, responder perguntas que não quero. Tantas coisas que não quero e tantas coisas que não desejo. Parece até coisa de criança, mas é isso.
Vamos ver... a mais ou menos doze horas atrás eu até estava feliz. Mais uma vez estou variando de humor, isso tem acontecido com freqüência nos últimos tempos, o que eu diria é melhor que antes. Acho. Grandes besteiras de textos, deixarei tudo isso no rascunho? talvez não. por mais que isso seja patético e tão já com aparência de reescrito por aqui, ninguém lê e fica sendo uma espécie de "memória" minha de tudo que penso, já que percebi que não consigo lembrar de coisas, não das coisas importantes.
De forma que vou me deitar agora. Mas sem choro.
Frio. Eu não costumo sentir muito frio mas percebo que passarei um bocado de frio nos próximos dias. Basicamente perdi no jogo. E tenho que terminar um trabalho de Árabe, ler um texto que não quero, responder perguntas que não quero. Tantas coisas que não quero e tantas coisas que não desejo. Parece até coisa de criança, mas é isso.
Vamos ver... a mais ou menos doze horas atrás eu até estava feliz. Mais uma vez estou variando de humor, isso tem acontecido com freqüência nos últimos tempos, o que eu diria é melhor que antes. Acho. Grandes besteiras de textos, deixarei tudo isso no rascunho? talvez não. por mais que isso seja patético e tão já com aparência de reescrito por aqui, ninguém lê e fica sendo uma espécie de "memória" minha de tudo que penso, já que percebi que não consigo lembrar de coisas, não das coisas importantes.
De forma que vou me deitar agora. Mas sem choro.
sexta-feira, abril 30, 2010
Esta decidido. Hoje irei beber, mesmo que seja sozinho. é realmente estranho que em sp eu sinta a necessidade de sair sempre com alguem, tendo algum destino, com medo (medo? talvez não seja a ideia exata, mas funciona por enquanto) com medo de me perder, coisa que nunca tive (ou mostrei ter pra mim próprio) em todos os outros locais. é estranho e engraçado.
Mas note, se eu subir até a Paulista (ou Augusta) posso muito bem ir a pé (coisa que faço normalmente) e voltar a pé. Não é necessário ter algo marcado ou uma meta. Apenas vou sair, beber algo forte, ficar semi bebado e voltar pra casa. Dinheiro eu não tenho, mas creio que consigo achar algum lugar onde aceitem cartão (espero) E como não tenho relógio (o meu esta quebrado, quebrei enquanto comia a Marta, ele começou a apitar e eu, idiotamente, joguei fora. Estupido porem divertido) como não tenho relógio vou sem ter hora pra voltar (maldito vicio de piadas)
Oh bem, acho que me sinto bem com isso. Se conseguir achar algo pra fazer nesse meio tempo (enquanto não saio) irei. Mas como estou sentindo que nada irá rolar em lugar nenhum, o melhor é já ir me preparando para o pior. E como sei, bebado eu sou mais esperto, mais sincero e interessante, pode ser que seja uma noite agradavel (ou divertida)
enquanto isso, acho que estou me viciando em ouvir Beach Boys - Pet Sounds e ler Murakami. è a segunda vez em uma semana que estou matando o livro. Ambos as duas coisas estão me acalmando bastante. Acho que vou morrer. Mas não hoje, talvez logo. Mais importante é que irei sair beber hoje.
Mas note, se eu subir até a Paulista (ou Augusta) posso muito bem ir a pé (coisa que faço normalmente) e voltar a pé. Não é necessário ter algo marcado ou uma meta. Apenas vou sair, beber algo forte, ficar semi bebado e voltar pra casa. Dinheiro eu não tenho, mas creio que consigo achar algum lugar onde aceitem cartão (espero) E como não tenho relógio (o meu esta quebrado, quebrei enquanto comia a Marta, ele começou a apitar e eu, idiotamente, joguei fora. Estupido porem divertido) como não tenho relógio vou sem ter hora pra voltar (maldito vicio de piadas)
Oh bem, acho que me sinto bem com isso. Se conseguir achar algo pra fazer nesse meio tempo (enquanto não saio) irei. Mas como estou sentindo que nada irá rolar em lugar nenhum, o melhor é já ir me preparando para o pior. E como sei, bebado eu sou mais esperto, mais sincero e interessante, pode ser que seja uma noite agradavel (ou divertida)
enquanto isso, acho que estou me viciando em ouvir Beach Boys - Pet Sounds e ler Murakami. è a segunda vez em uma semana que estou matando o livro. Ambos as duas coisas estão me acalmando bastante. Acho que vou morrer. Mas não hoje, talvez logo. Mais importante é que irei sair beber hoje.
quarta-feira, abril 28, 2010
Cease And Desist
Eu tenho um punhado de duvidas. Sou sempre uma inconstante de crenças inventadas e duvidas percebidas em poucos instantes.
Sendo menos hermético, percebi desde que li Murakami (reli) que sou como uma ampulheta, inconstante e mutacional, quase sempre mudando ao menor relar de qualquer pessoa, as areias que fazem minha personalidade nunca estão iguais cada vez que uma pessoa vem falar comigo.
Oh não, creio que isso é mais comum do que parece agora. Não sou especial ou uma pessoa diferente, na verdade bem patético e fraco de vontade. Mas tenho duvidas a cada instante que mudo, porque vejo o mundo de uma forma diferente (e muitas vezes ao contrario) do que antes. E consigo perceber isso mais facilmente agora, quando não recebo emails dela (a garota que estou ""apaixonadinho"" agora. Oh sim, posso afirmar isso, não que esteja completamente caído por ela, mas que, em comparação com os ultimos anos - de 3 e meio à 1 e meio, esta é minha contagem oficial - estou muito mais) quando não recebo emails dela começo a crer que sou uma pessoa horrivel, idiota, patetica e que estou fazendo tudo errado.
mas note, pelo menos em metade dessas afirmações ai em cima ela escreveu exatamente que não me vê assim (ok, pelo menos uma dessas ai em cima, pelo menos patético não) mas mesmo assim eu fico sonhando e vendo o mundo como uma sequencia de mim fazendo merdas em cima de merdas (e nesse ponto talvez minha visão esteja certa) e essas sequencias me fazem, quase a todo instante, soltar uma auto pedido de "cease and desist" que li outro dia na internet, um pedido de mim mesmo para mim mesmo falando para parar com esses sonhos romantiquinhos e desistir de ter qualquer coisa legal; As razões muitas das vezes são lógicas e certas, algo como "não vai rolar nada" - "ela nem te curte mais, ela falou isso" - "se rolar algo, você irá acabar com a unica coisa legal, o "paris" de ambos" - "você é patético. ela deve rir das suas mensagens com os amigos".
Oh bem, isto aqui, mais do que um exercicio de escrita ou reflexão, é mais uma forma de me fazer lembrar daqui a alguns dias (ou anos) o como me senti agora. Do mesmo modo que escrevi num post abaixo, e do mesmo modo que fiz em quase todas as vezes que fiquei afin-zinho de alguem. adeus.
Sendo menos hermético, percebi desde que li Murakami (reli) que sou como uma ampulheta, inconstante e mutacional, quase sempre mudando ao menor relar de qualquer pessoa, as areias que fazem minha personalidade nunca estão iguais cada vez que uma pessoa vem falar comigo.
Oh não, creio que isso é mais comum do que parece agora. Não sou especial ou uma pessoa diferente, na verdade bem patético e fraco de vontade. Mas tenho duvidas a cada instante que mudo, porque vejo o mundo de uma forma diferente (e muitas vezes ao contrario) do que antes. E consigo perceber isso mais facilmente agora, quando não recebo emails dela (a garota que estou ""apaixonadinho"" agora. Oh sim, posso afirmar isso, não que esteja completamente caído por ela, mas que, em comparação com os ultimos anos - de 3 e meio à 1 e meio, esta é minha contagem oficial - estou muito mais) quando não recebo emails dela começo a crer que sou uma pessoa horrivel, idiota, patetica e que estou fazendo tudo errado.
mas note, pelo menos em metade dessas afirmações ai em cima ela escreveu exatamente que não me vê assim (ok, pelo menos uma dessas ai em cima, pelo menos patético não) mas mesmo assim eu fico sonhando e vendo o mundo como uma sequencia de mim fazendo merdas em cima de merdas (e nesse ponto talvez minha visão esteja certa) e essas sequencias me fazem, quase a todo instante, soltar uma auto pedido de "cease and desist" que li outro dia na internet, um pedido de mim mesmo para mim mesmo falando para parar com esses sonhos romantiquinhos e desistir de ter qualquer coisa legal; As razões muitas das vezes são lógicas e certas, algo como "não vai rolar nada" - "ela nem te curte mais, ela falou isso" - "se rolar algo, você irá acabar com a unica coisa legal, o "paris" de ambos" - "você é patético. ela deve rir das suas mensagens com os amigos".
Oh bem, isto aqui, mais do que um exercicio de escrita ou reflexão, é mais uma forma de me fazer lembrar daqui a alguns dias (ou anos) o como me senti agora. Do mesmo modo que escrevi num post abaixo, e do mesmo modo que fiz em quase todas as vezes que fiquei afin-zinho de alguem. adeus.
quinta-feira, abril 22, 2010
Haruki Murakami e o Passado
Oh bem, provavelmente este será um post reescrito dúzias de vezes, mas talvez eu consigo colocar tudo o que quero de uma vez só. aos fatos.
Ontem, num feriado de quarta feira, eu estava realmente mal. Não tão mal quanto consegui já chegar, mas ainda sim ruim. Aquela coisa que acontece toda segunda, terça, quinta e nas manhãs de sextas aconteceu numa quarta. Eu estava ruim, com vontades auto-destruitivas e vergonha de cada pequeno passo que já dei ou darei. Ai então fiz algo que talvez tenha sido genial, eu coloquei todos os discos do Tom Waits pra tocar e peguei o livro "Caçando Carneiros", de um dos meus autores favoritos, Haruki Murakami.
Funcionou. Sentei-me no chão, ignorei todo o resto das angustias que tenho e me focalizei no livro, no personagem (sem nome) do livro. Bom deus, tive aquele tipo de sensação que não tive desde a primeira vez que li On The Road, aquela sensação de reconhecimento no fundo da alma, aquela coisa que toda a estética Romântica procurou desesperadamente. Em suma, o personagem principal do livro Caçando Carneiros era eu, pensava como eu, embora tivesse 30 anos estava tendo os mesmos problemas... digamos... existenciais que eu. Não consegui parar de ler, por toda a noite varei (embora depois da pagina 100 o livro sai do foco "introspecção do personagem" e se volta mais para uma caçada, que não é ruim, mas perdeu pra mim parte da força que estava tendo até agora) Lembro-me de uma vez que o Suzuki falou que a personagem da literatura que mais se parecia comigo era a mocinha do Sayonara Sputnick (cujo nome não lembro, mas vou lembrar logo pois vou reler o livro) mas o personagem sem nome do Caçando Carneiros conseguiu realmente entrar mais fundo naquilo que talvez sou eu neste exato momento (ou exatos anos).
OK. primeira metade do post. A segunda vem agora; Acontece que finalmente mandei as antigas mensagens de Email pra Ju Vinuto. Coisa de uns 3, quase quatro anos atrás. E é incrível como conversamos; ok, não sai com ela mais do que 4 vezes. (sendo que três foram muito legais. E duas foram nível "contarei pros meus netos, mas só dependendo de como rolar a evolução da liberdade das drogas hoje ilícitas") mas o ponto é que trocamos mais de 50 emails. Isso desde pequenas mensagens idiotas (algo do nível: você está ai?") até coisas gigantescas (normalmente de minha parte) profundas e, pelo menos vendo agora, bem complexas (como a chapação de ácido e a comunicação visual) o ponto é que tudo isso me fez refletir sobre como eu tenho tendências de esquecer o passado. Não digo que eu tenha esquecido disso completamente, mas existem pequenos detalhes (sórdidos ou não) que só escrevendo eu consigo resgatar da minha cabeça. Sério, se hoje de manhã ela viesse com um "puta, promíscua" eu não teria a menor idéia do que estava falando. Portanto creio que, inconscientemente ou não, o movimento de guardar coisas escritas (seja aqui, seja msn, orkut ou email) é algo de extrema importância, já que é possível que amanhã (ou daqui dois anos) eu não tenha a menor lembrança de quem é este eu que hoje se sente refletido completamente no personagem do Caçando Carneiros. Tive um professor (alias, tenho) que disse uma vez: "fale, não escreva. Escrever é prova contra você e sua patetice" mas pelo menos neste caso eu jogo contra isto, já que sou patético de qualquer forma ou de qualquer lado (embora ela tenha me puxado o saco dizendo "não te acho patético. De verdade." e isso me fez bem) sendo assim, vou aproveitar este meu estouro de nível criativo que ando tendo e tentar botar aqui neste blog tudo o que puder pensar, lembrar ou sentir.
é isso. acho que me sinto bem.
Ontem, num feriado de quarta feira, eu estava realmente mal. Não tão mal quanto consegui já chegar, mas ainda sim ruim. Aquela coisa que acontece toda segunda, terça, quinta e nas manhãs de sextas aconteceu numa quarta. Eu estava ruim, com vontades auto-destruitivas e vergonha de cada pequeno passo que já dei ou darei. Ai então fiz algo que talvez tenha sido genial, eu coloquei todos os discos do Tom Waits pra tocar e peguei o livro "Caçando Carneiros", de um dos meus autores favoritos, Haruki Murakami.
Funcionou. Sentei-me no chão, ignorei todo o resto das angustias que tenho e me focalizei no livro, no personagem (sem nome) do livro. Bom deus, tive aquele tipo de sensação que não tive desde a primeira vez que li On The Road, aquela sensação de reconhecimento no fundo da alma, aquela coisa que toda a estética Romântica procurou desesperadamente. Em suma, o personagem principal do livro Caçando Carneiros era eu, pensava como eu, embora tivesse 30 anos estava tendo os mesmos problemas... digamos... existenciais que eu. Não consegui parar de ler, por toda a noite varei (embora depois da pagina 100 o livro sai do foco "introspecção do personagem" e se volta mais para uma caçada, que não é ruim, mas perdeu pra mim parte da força que estava tendo até agora) Lembro-me de uma vez que o Suzuki falou que a personagem da literatura que mais se parecia comigo era a mocinha do Sayonara Sputnick (cujo nome não lembro, mas vou lembrar logo pois vou reler o livro) mas o personagem sem nome do Caçando Carneiros conseguiu realmente entrar mais fundo naquilo que talvez sou eu neste exato momento (ou exatos anos).
OK. primeira metade do post. A segunda vem agora; Acontece que finalmente mandei as antigas mensagens de Email pra Ju Vinuto. Coisa de uns 3, quase quatro anos atrás. E é incrível como conversamos; ok, não sai com ela mais do que 4 vezes. (sendo que três foram muito legais. E duas foram nível "contarei pros meus netos, mas só dependendo de como rolar a evolução da liberdade das drogas hoje ilícitas") mas o ponto é que trocamos mais de 50 emails. Isso desde pequenas mensagens idiotas (algo do nível: você está ai?") até coisas gigantescas (normalmente de minha parte) profundas e, pelo menos vendo agora, bem complexas (como a chapação de ácido e a comunicação visual) o ponto é que tudo isso me fez refletir sobre como eu tenho tendências de esquecer o passado. Não digo que eu tenha esquecido disso completamente, mas existem pequenos detalhes (sórdidos ou não) que só escrevendo eu consigo resgatar da minha cabeça. Sério, se hoje de manhã ela viesse com um "puta, promíscua" eu não teria a menor idéia do que estava falando. Portanto creio que, inconscientemente ou não, o movimento de guardar coisas escritas (seja aqui, seja msn, orkut ou email) é algo de extrema importância, já que é possível que amanhã (ou daqui dois anos) eu não tenha a menor lembrança de quem é este eu que hoje se sente refletido completamente no personagem do Caçando Carneiros. Tive um professor (alias, tenho) que disse uma vez: "fale, não escreva. Escrever é prova contra você e sua patetice" mas pelo menos neste caso eu jogo contra isto, já que sou patético de qualquer forma ou de qualquer lado (embora ela tenha me puxado o saco dizendo "não te acho patético. De verdade." e isso me fez bem) sendo assim, vou aproveitar este meu estouro de nível criativo que ando tendo e tentar botar aqui neste blog tudo o que puder pensar, lembrar ou sentir.
é isso. acho que me sinto bem.
terça-feira, abril 20, 2010
It's hard to hold the hand of anyone who is reaching for the sky just to surrender
essa é possivelmente a musica que me define perfeitamente nos ultimos 5 anos. Nem a musica em si, mas apenas essa parte. A musica em si é Stranger Song do Leonard Cohen, e poderia ficar explicando a musica antes de cair no ponto que me interessa aqui mas não farei isso, e não farei unicamente porque eu não tenho 100% de certeza sobre o que a musica fala, sei que é sobre uma especie de estrangeiros, pessoas deslocadas, mas essa parte em especial faz muito sentido pra mim mesmo deslocada de todo o resto.
It's hard to hold the hand of anyone who is reaching the sky just to surrender
It's hard to hold the hand of anyone who is reaching the sky just to surrender
sexta-feira, abril 16, 2010
Bukowski. A dog From Hell.
O Bukowski é um bom cara, lembro-me do primeiro livro dele que li, aquele "o capitão saiu e os ratos tomaram conta do navio", não é necessáriamente o melhor dele (nem é ficção, caralho!) mas lembro-me de dias em que, com uma puta ressaca eu saia pela cidade (salesópolis no caso, sou provinciano demais para ter experiencias desse nivel fora desse local) saia pela cidade lendo-o (na verdade só sentava em qualquer lugar, mas ia para este lugar lendo) Era agradavel ver como o Bukowski estava quase sempre de ressaca ou bebado, e isso não só me animava para beber mais como tambem me deixava um pouco mais feliz, algo como "faço parte de um grupo".
lembro-me tambem de Florianópolis, quando li todo o Misto Quente nas ruas, lendo-o na porta do albergue, lendo-o enquanto o Peiotte pegava a mocinha lá, a Camila. Lendo na praça, enquanto o cara-cujo-nome-não-lembro cheirava cola numa garrafa pet. Lembro-me de fingir que li o livro na rodoviaria, fingindo que não estava dormindo para ninguem nos expulsar do local.
Tambem me lembro do dia em que li todo o Cartas na Rua numa biblioteca, em mogi acho. Devorei o livro de uma vez só. Não lembro quais eram as circunstancias que eu parei lá, mas como já conhecia o Buk (mas não o cartas na rua) foi bem legal.
Tudo isso porque hoje eu estava procurando qualquer coisa pra passar o tempo (maldito!) qualquer coisa pra eu ter esperanças logo e vi um video do Velho safado na melhor invenção do milenio por enquanto (youtube). Um homem o entrevistava e dizia que "nos seus livros não existia o amor, apenas o sexo, e que quase sempre ele era mostrado de forma crua e sem sentimento". Um idiota, até Buk bebado podia ver isso (não que eu seja melhor que esse cara, mas nunca diria isso para um puta escritor) Bukowski retruca dizendo que "Love is a Dog From Hell" e bom deus, isso realmente é pontual. Quem me dera saber mostrar a carne verdadeira do sofrimento como ele.
lembro-me tambem de Florianópolis, quando li todo o Misto Quente nas ruas, lendo-o na porta do albergue, lendo-o enquanto o Peiotte pegava a mocinha lá, a Camila. Lendo na praça, enquanto o cara-cujo-nome-não-lembro cheirava cola numa garrafa pet. Lembro-me de fingir que li o livro na rodoviaria, fingindo que não estava dormindo para ninguem nos expulsar do local.
Tambem me lembro do dia em que li todo o Cartas na Rua numa biblioteca, em mogi acho. Devorei o livro de uma vez só. Não lembro quais eram as circunstancias que eu parei lá, mas como já conhecia o Buk (mas não o cartas na rua) foi bem legal.
Tudo isso porque hoje eu estava procurando qualquer coisa pra passar o tempo (maldito!) qualquer coisa pra eu ter esperanças logo e vi um video do Velho safado na melhor invenção do milenio por enquanto (youtube). Um homem o entrevistava e dizia que "nos seus livros não existia o amor, apenas o sexo, e que quase sempre ele era mostrado de forma crua e sem sentimento". Um idiota, até Buk bebado podia ver isso (não que eu seja melhor que esse cara, mas nunca diria isso para um puta escritor) Bukowski retruca dizendo que "Love is a Dog From Hell" e bom deus, isso realmente é pontual. Quem me dera saber mostrar a carne verdadeira do sofrimento como ele.
quinta-feira, abril 15, 2010
E novamente September Song
Algumas horas depois e percebo que quase tudo é estupidez. Claro, ainda sinto-me meio estranho, mas parece que todos os motivos que antes me faziam ficar confuso agora estão claros. Até os movimentos de autocomiseração que estava tendo antes, o belissimo drama psicológico e as angústias existenciais agora estão mais... mais brandas. Tempo é o mestre. Agora vou dormir, tentar pelo menos, e sei que daqui umas duas horas, quando na cama começar a dormir mesmo, vou voltar os mesmo ciclo de desespero e perda de sentido; talvez isso seja minha natureza, não o fato de não sentir (ou esconder até de mim mesmo) sentimentos. Um movimento ciclico de falta de emoções e de entusiasmo desenfreado, onde qualquer tipo de controle esbarra no simples fato que, mesmo sozinho num quarto pro resto da vida eu ainda tenho que medir tudo isso com relação ao outro.
Como disse antes, possivelmente nada disso faz sentido, e não é pra o fazer mesmo. Mais que "movimento de escrita automatica" isto é um modo de eu começar a escrever coisas de novo, e de tentar me reconhecer enquanto ser vivo, coisa que a tempos não faço. Agradeço-a ou Xingo? isso eu não sei, não me sinto bem em nenhum dos lados (grande novidade)
mas voltei a realmente ouvir September Song (versão do Lou Reed no disco de nome igual) e isso é algo que há decadas (ou melhor, 4 anos) eu não fazia de forma tão forte. Não voltei, mas só porque talvez nunca tenha saido daqui.
Adeus, arceus.
Como disse antes, possivelmente nada disso faz sentido, e não é pra o fazer mesmo. Mais que "movimento de escrita automatica" isto é um modo de eu começar a escrever coisas de novo, e de tentar me reconhecer enquanto ser vivo, coisa que a tempos não faço. Agradeço-a ou Xingo? isso eu não sei, não me sinto bem em nenhum dos lados (grande novidade)
mas voltei a realmente ouvir September Song (versão do Lou Reed no disco de nome igual) e isso é algo que há decadas (ou melhor, 4 anos) eu não fazia de forma tão forte. Não voltei, mas só porque talvez nunca tenha saido daqui.
Adeus, arceus.
September Song de novo.
Eu não sei, mas ao que me parece estou saindo de algo ruim (pra cair em algo pior)
err... basicamente antes, contexto. nada muito elucidativo porque isto não é algo pra ser escrito pra todo mundo, mas sim algo bem mais introspectivo (ou coisa assim) mas, basicamente, estou saindo do coma, do coma que estive, contando desde o inicio, por quase 4 anos. 3 anos e alguns meses (uns 9 ou 8) nesse tempo todo não consegui sentir muitas coisas, nem alegrias em demasia nem tristezas horriveis. Matei muita coisa e muitas ""amizades"", se é que isso pode ser entendido. Muita coisa eu não tenho nunca mais, e sobre isso, pelo menos por enquanto, não sinto nada de ruim (ok, sinto sim, mas perto do tamanho que isso era e do tempo desperdiçado, eu deveria ter sentido muito mais) mas veja, por mais que tudo tenha sido horrivel (e sim, o foi) eu agora estou sobrevivendo de verdade. passando. quase.
agora o ponto em que estou caindo de novo no pior. O problema é que, como tudo no mundo, nada é somente bom ou somente ruim. Não ter sentimentos (ou coisa parecida) (estou me lixando para estética ou qualidade artistica) foi algo até que bom, me fez aprender algo, me fez não me matar. Droga, não posso criticar tanto algo que foi intrinsico meu. Agora eu começo a sentir coisas de novo. Consigo ficar o dia todo pensando em um "monotema" que não é drogas ou bebidas ou sexo facil. E isso é legal. o ponto é que, não sei ainda porque, estou ficando obsessivo nisso, consigo ver minha sanidade indo embora (ou algo que restou dela, devo ser sincero, não sou o melhor exemplo de quem consegue domar seus demonios tranquilamente. na verdade, sou péssimo nisto, grande parte das vezes não conseguindo nem conviver com as coisas estranhas.) consigo ver minha sanidade indo embora bem rapido; e não, não vou ficar completamente pirado, saindo gritando e tendo que tomar remedios pelo resto da vida, possivelmente não. Nem vou tentar suicidio (por mais que essa ideia seja constante. nem venha me olhar desse jeito) mas sim, estou me perdendo de novo, a falta de sentimentos me fez acostumar com um estilo de vida e de visão de mundo (ok, um estilo e visão onde a unica coisa que eu queria era ficar trancado num quarto escuro o resto da vida, mas ainda sim algo reconhecivel) agora eu não tenho a menor ideia de onde me segurar. as coisas estão indo rapidas demais (e lentas demais tambem) e quase tudo que faço é só torcer por coisas e esperar por coisas e, quando elas não acontecem (por motivos bem lógicos, isto não foi um treco de lamento mas sim de "tentar entender") eu sinto algo aqui em cima, na cabeça, latejando e querendo sair correndo, fugindo ou só morder um pedaço de madeira o mais forte que puder, até que minha mandibula arrebente.
argh! cansei de escrever. logo faço a parte dois. talvez entenda algo melhor depois de meia hora.
Ah! mas sim, pelo menos voltei (ou sinto que tenho vontade de) escrever. isso é bom. não é uma razão de vida mas é um começo.
err... basicamente antes, contexto. nada muito elucidativo porque isto não é algo pra ser escrito pra todo mundo, mas sim algo bem mais introspectivo (ou coisa assim) mas, basicamente, estou saindo do coma, do coma que estive, contando desde o inicio, por quase 4 anos. 3 anos e alguns meses (uns 9 ou 8) nesse tempo todo não consegui sentir muitas coisas, nem alegrias em demasia nem tristezas horriveis. Matei muita coisa e muitas ""amizades"", se é que isso pode ser entendido. Muita coisa eu não tenho nunca mais, e sobre isso, pelo menos por enquanto, não sinto nada de ruim (ok, sinto sim, mas perto do tamanho que isso era e do tempo desperdiçado, eu deveria ter sentido muito mais) mas veja, por mais que tudo tenha sido horrivel (e sim, o foi) eu agora estou sobrevivendo de verdade. passando. quase.
agora o ponto em que estou caindo de novo no pior. O problema é que, como tudo no mundo, nada é somente bom ou somente ruim. Não ter sentimentos (ou coisa parecida) (estou me lixando para estética ou qualidade artistica) foi algo até que bom, me fez aprender algo, me fez não me matar. Droga, não posso criticar tanto algo que foi intrinsico meu. Agora eu começo a sentir coisas de novo. Consigo ficar o dia todo pensando em um "monotema" que não é drogas ou bebidas ou sexo facil. E isso é legal. o ponto é que, não sei ainda porque, estou ficando obsessivo nisso, consigo ver minha sanidade indo embora (ou algo que restou dela, devo ser sincero, não sou o melhor exemplo de quem consegue domar seus demonios tranquilamente. na verdade, sou péssimo nisto, grande parte das vezes não conseguindo nem conviver com as coisas estranhas.) consigo ver minha sanidade indo embora bem rapido; e não, não vou ficar completamente pirado, saindo gritando e tendo que tomar remedios pelo resto da vida, possivelmente não. Nem vou tentar suicidio (por mais que essa ideia seja constante. nem venha me olhar desse jeito) mas sim, estou me perdendo de novo, a falta de sentimentos me fez acostumar com um estilo de vida e de visão de mundo (ok, um estilo e visão onde a unica coisa que eu queria era ficar trancado num quarto escuro o resto da vida, mas ainda sim algo reconhecivel) agora eu não tenho a menor ideia de onde me segurar. as coisas estão indo rapidas demais (e lentas demais tambem) e quase tudo que faço é só torcer por coisas e esperar por coisas e, quando elas não acontecem (por motivos bem lógicos, isto não foi um treco de lamento mas sim de "tentar entender") eu sinto algo aqui em cima, na cabeça, latejando e querendo sair correndo, fugindo ou só morder um pedaço de madeira o mais forte que puder, até que minha mandibula arrebente.
argh! cansei de escrever. logo faço a parte dois. talvez entenda algo melhor depois de meia hora.
Ah! mas sim, pelo menos voltei (ou sinto que tenho vontade de) escrever. isso é bom. não é uma razão de vida mas é um começo.
quarta-feira, abril 14, 2010
quinta-feira, março 25, 2010
And you want to traver with her; and you want to travel blind
ok. isso não é lembrança. tampouco condição criativa ou algum coisa que se pareça com contos ou literaturidades. Nah. Chato demais isso, um quadrinho serviria melhor. Não sei escrever (nem mesmo O QUE escrever) mas depois de cinco minutos de movimentos de dedos no teclado quase sempre sai alguma coisa. quase sempre ruim. quase sempre eu não apago o que sai. o mais importante é que, entre viagens e viagens eu sempre acho que sou o pior dos lados. Pelo menos tenho capacidade de perceber, embora nem sempre na melhor hora pra isso. De fato, se formos analisar cada um "participantes" (o que, no caso, devem ser três ou quatro, contando comigo, acho, nada de certeza nas minhas divagações e na minha vida de modo geral) a ponta mais fraca da corda deve ser eu, mais pelo fato de preferir ficar em casa, quieto, fingindo que leio e que vivo, do que sair e festejar nalguma cidade do interior de minas gerais (e, dessa vez, sem ser Paracatulidades ou coisa parecida. acabei de apagar hoje o ultimo resquiçio mais facil de Paracatu. Sempre tenho o email/msn que não funciona mais, mas tudo isso é anacronico) de qualquer forma eu entusiasmo mais, talvez culpa minha talvez medo; os porques não importam, o fato é que eu não tenho tanta coragem como aparento ter. ou pelo menos força de vontade e auto-confiança (por mais que ache que confiança é um conceito overated) ok, coloquemos todos os pontos na mesa:
eu tenho histórias. algumas mais mentiras que verdades mas ainda sim reais, em certo sentido da palavra. possivelmente histórias em que a minha idiotice é mais evidenciada do que minha capacidade de ser interessante.
tenho o sentido basico de auto-destruição, coisa que aparentemente nenhuma outra das personagens possui. Isso talvez seja o unico marcador (por enquanto) que consigo ver mais como uma vantagem minha do que desvantagem. A possibilildade de falar "foda-se" e continuar decaindo mais e mais me parece algo se não apreciado pelo menos interessante.
oh bem, eu possuo monotemas. explico monotemas como a incrivel capacidade de não conseguir parar de fazer piadas. é claro que esse "poder" varia de acordo com quão miseravel eu estou. infelizmente mesmo no melhor dos meus dias eu tenho pelo menos 5 horas de miserabilidade (ou pelo menos "sensação de", não necessáriamente estou pior que antes) portanto são 5 horas de piadas sem parar. engraçado no inicio. assassinato no final.
Falta de perspectiva. Isso é um ponto importantissimo. Grande parte das minhas falhas se definem por culpa da incapacidade de ser objetivo neste mundo. Mais do que uma rebeldia, é a propria ideia de que "não quero nada" que mata. falta de perspectiva é a unica falha que não consigo ver resolução no futuro próximo/médio/longo. não a menos que consiga virar roteirista ou milionário.
feiúra. auto-explicavel porem variavel de acordo com opniões. a minha é "sim, sou"
esses ponto são aqueles que me colocariam como o pior dos possiveis concorrentes. Sempre lembrando que não sou a pessoa com a maior capacidade de percepção do mundo, posso muito bem ser o unico concorrente (embora duvide) e que todas essas falhas de carater sejam mais pontos positivos. Tudo depende de "com quem estou jogando" e "quais são as necessidades do mesmo". talvez de certo. Mas eu (pelo menos nessa ultima meia-hora) duvide plenamente de tudo.
que horror de texto.
(oh sim! mas se formos contextualizar com o resto do blogcoisa, pelo menos eu perdi o folego na ultima terça. como não rolava a muito mais tempo que eu consigo contabilizar. talvez 4 anos)
eu tenho histórias. algumas mais mentiras que verdades mas ainda sim reais, em certo sentido da palavra. possivelmente histórias em que a minha idiotice é mais evidenciada do que minha capacidade de ser interessante.
tenho o sentido basico de auto-destruição, coisa que aparentemente nenhuma outra das personagens possui. Isso talvez seja o unico marcador (por enquanto) que consigo ver mais como uma vantagem minha do que desvantagem. A possibilildade de falar "foda-se" e continuar decaindo mais e mais me parece algo se não apreciado pelo menos interessante.
oh bem, eu possuo monotemas. explico monotemas como a incrivel capacidade de não conseguir parar de fazer piadas. é claro que esse "poder" varia de acordo com quão miseravel eu estou. infelizmente mesmo no melhor dos meus dias eu tenho pelo menos 5 horas de miserabilidade (ou pelo menos "sensação de", não necessáriamente estou pior que antes) portanto são 5 horas de piadas sem parar. engraçado no inicio. assassinato no final.
Falta de perspectiva. Isso é um ponto importantissimo. Grande parte das minhas falhas se definem por culpa da incapacidade de ser objetivo neste mundo. Mais do que uma rebeldia, é a propria ideia de que "não quero nada" que mata. falta de perspectiva é a unica falha que não consigo ver resolução no futuro próximo/médio/longo. não a menos que consiga virar roteirista ou milionário.
feiúra. auto-explicavel porem variavel de acordo com opniões. a minha é "sim, sou"
esses ponto são aqueles que me colocariam como o pior dos possiveis concorrentes. Sempre lembrando que não sou a pessoa com a maior capacidade de percepção do mundo, posso muito bem ser o unico concorrente (embora duvide) e que todas essas falhas de carater sejam mais pontos positivos. Tudo depende de "com quem estou jogando" e "quais são as necessidades do mesmo". talvez de certo. Mas eu (pelo menos nessa ultima meia-hora) duvide plenamente de tudo.
que horror de texto.
(oh sim! mas se formos contextualizar com o resto do blogcoisa, pelo menos eu perdi o folego na ultima terça. como não rolava a muito mais tempo que eu consigo contabilizar. talvez 4 anos)
sábado, fevereiro 27, 2010
Sobre como vi (ou acho que vi) um Eu do futuro
Oh sim, as coisas ficam estranhas e estranhas e estranhas.
não sei se já escrevi sobre isso mas houve uma epoca (dois dias ou menos, possivelmente) na minha infancia que eu realmente achei que o mundo tinha ficado diferente. Não que eu estivesse vendo coisas estranhas, mas é que eu podia jurar que havia ido diretamente pro futuro.
ok, explico.
Tudo isso foi numa das férias na praia, eu deveria ter sete, talvez oito anos (lembro disso porque queria jogar Mortal Kombat 1) e estava na praia com um "semi-primo" meu do ceara, o Alexandre. (ele é semi-primo porque é sobrinho da minha tia, mulher do meu tio-avô. nem sei se oficialmente ele é primo ou coisa parecida, mas parecia)
e nessa época, não sei porque, eu podia jurar que, ou eu estava no futuro, ou tinham vindo pessoas do futuro pro passado. Podia jurar que tinha me visto na praia, jogando bola e com pessoas que pareciam bem meus primos (Caio e Kadu). Eu não me lembro de muita coisa dessa epoca, não lembro se contei pra alguem, se tentei me aproximar de mim mesmo velho, nem se estava com "viagens no tempo" na cabeça, talvez por ver De Volta Pro Futuro. A unica coisa que posso dizer que me lembro bem é fiquei um pouco aliviado por estar vivo neste futuro. E quer saber, nesse fato (e apenas nesse fato) talvez eu tenha acertado.
não sei se já escrevi sobre isso mas houve uma epoca (dois dias ou menos, possivelmente) na minha infancia que eu realmente achei que o mundo tinha ficado diferente. Não que eu estivesse vendo coisas estranhas, mas é que eu podia jurar que havia ido diretamente pro futuro.
ok, explico.
Tudo isso foi numa das férias na praia, eu deveria ter sete, talvez oito anos (lembro disso porque queria jogar Mortal Kombat 1) e estava na praia com um "semi-primo" meu do ceara, o Alexandre. (ele é semi-primo porque é sobrinho da minha tia, mulher do meu tio-avô. nem sei se oficialmente ele é primo ou coisa parecida, mas parecia)
e nessa época, não sei porque, eu podia jurar que, ou eu estava no futuro, ou tinham vindo pessoas do futuro pro passado. Podia jurar que tinha me visto na praia, jogando bola e com pessoas que pareciam bem meus primos (Caio e Kadu). Eu não me lembro de muita coisa dessa epoca, não lembro se contei pra alguem, se tentei me aproximar de mim mesmo velho, nem se estava com "viagens no tempo" na cabeça, talvez por ver De Volta Pro Futuro. A unica coisa que posso dizer que me lembro bem é fiquei um pouco aliviado por estar vivo neste futuro. E quer saber, nesse fato (e apenas nesse fato) talvez eu tenha acertado.
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