Preciso novamente escrever sobre obsessão. Ela esta me consumindo.
A um mês, mais ou menos, ando num surto obsessivo patético. Como um rato numa gaiola, recebo um queijo e fico esperando outro pelo mesmo caminho, e então faço as mesmas ações toda hora, esperando o queijo. é angustiante, de uma certa forma, porque o queijo não aparece nem dá sinais que quer aparecer, e então eu me mordisco numa angustia amarela, sabe? uma angustia dum penhasco alto, eu no topo, com vontade de pular mas sem saber se sobrevivo.
Essa é uma péssima imagem. Pensarei em outras melhores enquanto escrevo.
O ponto é, eu estou novamente obsessivo. Não que nunca deixei de ficar, sempre o fui, mesmo sem internet ou pessoas/coisas que morassem longe de mim, mas sempre fui um rato de tenta voltar pro mesmo queijo da mesma forma. Isso sempre foi uma das belezas e uma das feiuras da minha pessoa, e sempre consegui viver com isso.
Mas não é por conviver com isso, que essa convivencia seja sempre tranquila e amigavel. Não grito contra a obsessão, mas ela me força sempre a voltar pro inicio, pro primeiro ponto, me impedindo de, sei lá, pular o penhasco (pessima imagem utilizada de novo. não mais a utilizarei) A obsessão age por cotas, eu sei. este é só o primeiro ponto delas, onde procuro saber sobre tudo, de todas as formas, desesperado.
(Mas eu ainda me assusto com o quão habil eu sou em descobrir fotos aleatórias no meio do mundo, sobre pessoas bebendo num boteco qualquer, fotos bem fracas, daquelas de felicidade, e ainda me assusto quando vou clicando em cada uma delas, analisando as pessoas, vendo suas poses e correndo atrás da referencias que elas deixam - referencias de um mês, pelo menos - pra descobrir se há alguma citação sobre o meu alvo-da-obsessão ((alvo-de-obsessão é outro péssimo nome pra coisa)) e então eu vou clicando em cada uma das pessoas, em cada um dos links que são relevantes para a coisa, e descubro mais coisas que me levam a mais surtos psicóticos sobre o "alvo". E eu acabo agindo por cotas.)
talvez um bom exemplo de angustia seja o de uma linha de montagem. Sabe aquele filme do Chaplin onde tem uma, o Tempos Modernos? então, a angustia é mais ou menos aquela, onde cada pequena engrenagem que ele apafusa é um retorno meu à obsessão. E sempre depois daquela vem outra, e sempre depois da outra vem outra. outra e outra e outra. E nunca acaba, porque obsessão não é um emprego.
(de onde eu tirei a imagem do precipício, bom deus? é horrível e não explica nada)
Oh bem, eu sou uma pessoa doentia. Um daqueles stalkerizadores envelhecido pela própria culpa. Com isso consigo conviver, talvez amanhã.
escrever não ajudou em nada
domingo, outubro 02, 2011
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