Tenho tentado escrever algumas coisas nos últimos dias. Tenho tentado e falhado. Não sei exatamente por que, mas tudo acaba virando pedaços aleatórios de pensamento e recortes de coisa nenhuma. De forma que hoje pretendo tentar escrever sobre alguma coisa, se não diferente, pelo menos que eu nunca tentei. Vou tentar me lembrar das coisas boas da velha Amanda, minha primeira - oficialmente -namorada.
A Amanda não era uma garota bonita, nunca o foi. E digo isto com a melhor das intenções, mas a primeira coisa que me lembro dela foi dos caras do primeiro ano do colegial zuando com sua aparência. Não sei exatamente porque mas isso me fez com que ela ganhasse dois pontos na média, e não porque prefiro garotas feias, por dó ou por achar que somente uma garota assim ficaria comigo. Acho que ela, aos olhos de mim aos 15 anos, não era feia mas sim estranha. E bom deus eu sempre amei coisas estranhas. Ela era albina, meio gordinha, loira até o fundo da alma e tinha olhos azuis, mas não o bom azul, era um azul meio aguado.
Agora, chega de diminui-la. Irei me lembrar das coisas boas. Isso deve me alegrar um pouco nesta madrugada.
- Lembro-me de jogar bola com ela. Isso antes de ter alguma coisa. Estávamos no mesmo time e acabamos nos abraçando. Isso foi bom.
- Quando nosso rolo estava no completo inicio (e isso aconteceu quando a Nataluci veio falar comigo sobre o assunto, dando dicas, e a Marcela - que era bem gostosinha, diga-se de passagem, lembro de ler uma revistinha de pornografia japonesa na aula com ela - veio confirmar, lembro-me de que ela me entregou (ou fez com que alguém entregasse) um bilhete; Espere, agora me lembro. A Marcela veio falar comigo, eu confirmei, e no intervalo da aula, quando retornei, havia um bilhete na minha bolsa de escola (eu usava sempre a mesma bolsa, nos três anos. Ela possui varias marcas e desenhos e era bizarrinha, alem de velha). Não lembro o que havia no bilhete, mas a simples noção de que ela estava afim de mim me deixou extasiado. Demoramos quase umas duas semanas pra sairmos pela primeira vez, mas esse bilhete foi ótimo.
- Lembro-me da primeira vez que saímos. Uma das amigas dela (ela tinha várias amigas, era do grupo das garotas comuns, exceto pela Ananda, que era tão bizarra quanto eu ou a Nakata) acompanhou-a enquanto eu chegava. Depois sumiu e ficamos perdidos. Nós não sabíamos exatamente para aonde ir, ela não morava na cidade - era do Remédios, um distritinho do lado - e eu sempre fui um idiota. Acabamos ficando numa ladeira meio escondida, mas aonde carros passavam a toda hora. Ali nos beijamos, eu a masturbei e ela me chupou. Ao ar livre, o que é melhor.
- Falando sobre boquetes e sexo, lembro-me do problema dela com meus pelos. Ok, sou um cara cheio de pelos, mas a boca dela parecia atrair todo tipo de pentelhos meus (isso esta ficando meio tosco, reconheço, mas juro que é com a melhor das intenções. Não quero insultar a Amanda em nenhum ponto, mas isso e verdade). Também lembro-me da angustia dela, de quando ficamos e ela não veio de saia. Ficou puta porque eu queria chupa-la mas não dava certo. Enfim, chega de sexo.
- Ok, só mais uma de sexo. Nos catamos nervosamente em quase todas as sala da escolinha. Ela tinha um bom esquema, como era do grupinho "das moças" suas amigas ficavam espionando, de manhãzinha, pra ver se alguém chegava. Caso não, nos dávamos bem.
- Chega de sexo. Lembro-me de levar-la ao hospital de ambulância. Ela estava jogando basquete, eu conversava com o pessoal, quando ela fez um passe, o corpo se moveu mas o joelho não. Sua rótula foi parar do outro lado, e eu a acompanhei até a santa-casa enquanto gritava de dores. Fiquei-a esperando umas quatro horas, enquanto os exames eram feitos e o gesso colocado. Seus pais vieram e foram uns escrotos comigo, dizendo pra eu não aparecer na casa dela enquanto eles não estivessem ali. Olhando agora, talvez esse tenha sido o começo do fim.
- Na verdade não foi. O começo do fim, creio eu, foi o quanto ela ficava em cima de mim. Quero dizer, eu não era nenhum garanhão. Na verdade ninguém queria nada comigo porque eu sempre fui muito estranho, mas acho que o fato de ter um namorado de verdadinha a deixava maravilhada (e lembre-se, ela nunca foi a maioral da beleza). Portanto, ela chegava na casa dela e já ligava para mim. E queria conversar por quase duas, três, quatro horas. Creio que esta foi a minha única vez de "melosidade romantica" em toda a minha vida, incluindo até o maldito "desliga você". Enfim, isso foi bem divertido por algumas semanas, mas em um momento não tínhamos mais sobre o que conversar, ela não era exatamente a pessoa mais interessante do mundo - in fact, creio que hoje eu a chamaria de "direitona". Ela orgulhava-se de não aceitar o comunismo, mesmo sem ter a menor ideia do que era. Lembro-me apenas de ela recitar a reversal russa sempre. Não consigo me lembrar se havia mais alguma outra notação ideológica dela, mas creio que lembrar só iria reforçar essa verdade, que ela era uma pessoa "coxinha".
- Ok, coisas boas, coisas boas. Ela me fez terminar o terceiro ano, mesmo depois de termos terminado. Digo, terminamos mais ou menos no final do primeiro semestre do terceiro, porem antes disso fizemos um trabalho de química (fizemos o caralho. ela fez tudo. eu sempre odiei a Massuko, a professora) no final do ano eu não reprovei completamente porque tinha essa mínima nota, este 10 do trabalho que ela fez pra mim.
- Outras coisas boas, outras coisas boas.
Certo, não consigo me lembrar mais de coisas boas dela. Isso é decepcionante. Eu deveria deixar isto como rascunho também, mas sinto que mesmo tão pouco já é válido para a coitada Amanda. Hoje em dia, até aonde pude descobrir, é uma esposa de um pastor evangélico. Em uns dois momentos nos vimos no ônibus, mas tanto ela quanto eu ignoramo-nos. Não tivemos o final mais alegre, sabe como é. Mas ela é uma boa pessoa e, ainda hoje, e a garota que eu namorei por mais tempo (de verdadinha). Viva ela.
domingo, fevereiro 24, 2013
terça-feira, fevereiro 19, 2013
Sobre como eu, aos nove anos de idade, já possuia uma minima compreensão da caverna de Platão
Outro dia eu estava sozinho em casa. Sozinho por quase quatro dias, e tinha em minhas mãos um acido e meio. Depois de ter tomado banho, feito a barba e comido alguma coisa, resolvi que era hora de usar esta metadinha que sobrava.
Já no final da viagem começou a chover, era mais uma daquelas chuvas que está desintegrando São Paulo, uma avenida por vez. Eu, como não estava em plena posse de minhas capacidades de bom senso, resolvi subir na laje-antigo-pombal daqui para olhar a chuva. Ela não era muito... molhada, não estava caindo tanta agua como noutros dias, mas a ventania e os raios deram um show a parte. Obviamente como estava chapado, acabei indo parar em um lugar completamenente diferente deste que eu ali olhava. Fui para o passado, e para as revistinhas da Turma da Mônica.
Quando aprendi a ler, lá pelos sete anos e cinco meses, fiquei viciado em procurar palavras. Lembro-me com certo detalhismo de quando, ao voltar da escola, numa tarde avermelhada, fiquei feliz ao conseguir ler uma placa, uma daquelas que giravam com o vento. Lia tudo que podia e minha mamaezinha logo tratou de influenciar isto dando livros para que eu lesse e as revistinhas da Mônica. Creio que comecei a assina-las lá pelos nove anos de idade, quase certeza porque lembro-me de ter ido a um jogo de volei da seleção brasileira ouro olímpico com meus primos, um jogo aonde o Marcelo Negrão ganhou um troféu, e isto provavelmente foi logo depois do ouro de 92. O ponto é que antes de ir a este jogo (aonde eu não entendi nada do que acontecia, só fui manjar de regras de volei bem mais velho) eu lembro-me de estar lendo um gibi do cebolinha no banheiro, um aonde ele virava um robô para derrotar a mônica. Então era 93.
Eu lia bastante, e desde aquela época sentia a necessidade de ler até mesmo na mesa, enquanto comia as coisas. Embora hoje em dia eu seja relativamente bom para comer, deliciando-me com qualquer coisa, naquela época eu era uma criança igual a todas, as comidas realmente não me interessavam. Porem, as comidas que estavam no gibi me pareciam deliciosas. Lembro de uma história, sobre Fondue, que me marcou profundamente. Demorei uns cinco anos pra comer um fondue de verdade, mas desejei este ato viceralmente. E eu lembro de reclamar para as pessoas sobre como aquele mundo, o dos quadrinhos, as coisas pareciam ser melhores, mais deliciosas, mais reais que a do mundo real.
Eu, desde pequeno, tinha uma pequena compreensão de que o mundo das ideias é o possível mundo real, sabia que via no arroz e feijão na minha frente apenas um resquício daquele feijão e arroz ideal que estava em cada quadrinho de um gibi da Magali. Eu desejava, mas sabia internamente que nunca poderia encontrar a comida perfeita que estava sendo mostrada ali, na minha frente, em pequenos desenhos coloridos.
Logo depois disso eu desci da laje-que-antes-era-pombal, mesmo com a chuva ainda caindo. Precisava fechar as janelas para não inundar a casa. E umas duas horas depois eu estava quase novo, tão são quanto sempre fui.
E é isso.
Já no final da viagem começou a chover, era mais uma daquelas chuvas que está desintegrando São Paulo, uma avenida por vez. Eu, como não estava em plena posse de minhas capacidades de bom senso, resolvi subir na laje-antigo-pombal daqui para olhar a chuva. Ela não era muito... molhada, não estava caindo tanta agua como noutros dias, mas a ventania e os raios deram um show a parte. Obviamente como estava chapado, acabei indo parar em um lugar completamenente diferente deste que eu ali olhava. Fui para o passado, e para as revistinhas da Turma da Mônica.
Quando aprendi a ler, lá pelos sete anos e cinco meses, fiquei viciado em procurar palavras. Lembro-me com certo detalhismo de quando, ao voltar da escola, numa tarde avermelhada, fiquei feliz ao conseguir ler uma placa, uma daquelas que giravam com o vento. Lia tudo que podia e minha mamaezinha logo tratou de influenciar isto dando livros para que eu lesse e as revistinhas da Mônica. Creio que comecei a assina-las lá pelos nove anos de idade, quase certeza porque lembro-me de ter ido a um jogo de volei da seleção brasileira ouro olímpico com meus primos, um jogo aonde o Marcelo Negrão ganhou um troféu, e isto provavelmente foi logo depois do ouro de 92. O ponto é que antes de ir a este jogo (aonde eu não entendi nada do que acontecia, só fui manjar de regras de volei bem mais velho) eu lembro-me de estar lendo um gibi do cebolinha no banheiro, um aonde ele virava um robô para derrotar a mônica. Então era 93.
Eu lia bastante, e desde aquela época sentia a necessidade de ler até mesmo na mesa, enquanto comia as coisas. Embora hoje em dia eu seja relativamente bom para comer, deliciando-me com qualquer coisa, naquela época eu era uma criança igual a todas, as comidas realmente não me interessavam. Porem, as comidas que estavam no gibi me pareciam deliciosas. Lembro de uma história, sobre Fondue, que me marcou profundamente. Demorei uns cinco anos pra comer um fondue de verdade, mas desejei este ato viceralmente. E eu lembro de reclamar para as pessoas sobre como aquele mundo, o dos quadrinhos, as coisas pareciam ser melhores, mais deliciosas, mais reais que a do mundo real.
Eu, desde pequeno, tinha uma pequena compreensão de que o mundo das ideias é o possível mundo real, sabia que via no arroz e feijão na minha frente apenas um resquício daquele feijão e arroz ideal que estava em cada quadrinho de um gibi da Magali. Eu desejava, mas sabia internamente que nunca poderia encontrar a comida perfeita que estava sendo mostrada ali, na minha frente, em pequenos desenhos coloridos.
Logo depois disso eu desci da laje-que-antes-era-pombal, mesmo com a chuva ainda caindo. Precisava fechar as janelas para não inundar a casa. E umas duas horas depois eu estava quase novo, tão são quanto sempre fui.
E é isso.
sábado, fevereiro 02, 2013
VHS
Ok, eu não ia escrever mais nada hoje, mas eu preciso. Eu preciso comentar com alguém sobre o filme e não quero estragar a experiencia, não quero que ninguém perca o medo por saber de coisas que não deveria antes de ver o filme. Como não há ninguém que eu conheça que já viu o filme, preciso escrever.
Eu sempre fui um fã de filmes em primeira pessoa, aqueles de gravações encontradas, bruxa de blair, gloverfield e tals. Talvez porque a minha capacidade de imersão na imaginação é imensa, a ponto de eu não saber se coisas que eu lembrei são reais ou imaginárias, parte por eu ser extremamente influenciado por videogames, aonde o foco narrativo é o mesmo que os filmes "found fotage", não os personagens mas eu que estou vendo, por eu reconhecer e não me sentir alheio a este tipo de narrativa, eu simplesmente ADORO este tipo de filme. Obviamente há falhas, mas eu passo por cima delas sem nenhum problema. Meu "suspension of disbelieve" é alto, consigo mentir com convição, ignorar que aquilo é só um filme e curtir o coração realmente batendo forte, a respiração ofegante.
Não, eu não costumo ficar assim com filmes. Não de terror comum. Quer dizer, eu adoro terror, é um dos meus generos favoritos, de longe. Talvez só perca para filmes de bang-bang ou ficção bizarra, cientifica mas fora dos padrões normais. Mas não costumo passar medo em filmes de terror. Ok, fiquei desesperado da primeira vez que vi Exorcista, na casa do Marcão, enquanto tentava lamber o pescoço da Lilian, mas o medo veio da cena de agulhas, e eu ainda tenho pavor de agulhas, por ter levado as injeções de benzentacil tantas vezes. Mas normalmente não fico com medo, exceto em filmes de found fotage.
Lembro o primeiro que vi assim, A Bruxa de Blair. Eu não peguei na época que saiu nos cinemas, embora lembre de ter visto no jornal comentários. Vi no SBT, no quarto escuro, dublado. E mesmo com tudo isso, caguei-me de medo. Depois vi Gloverfield, e esse filme é bom porque uns seis meses antes Peiotte e eu estavamos bebendo na Republica do ópio numa terça feira comum. O Rodrigo tinha dado o laptop velho dele pro Peiotte, e estavamos vendo coisas. Caimos no site do filme, o que tinha só pequenas coisas, e rodavamos ali procurando informações, tudo mais. O trailer tinha sido genial, e acabamos caindo num site japones bizarrissimo, de um refrigerante com mensagens estranhas, mas ligeiramente conectadas com o filme. Então um peixinho de desenho animado pula na tela e fala apenas "bloop". Eu falo pro peiotte "bota isso no Google" e Bloop é como chamam o som de mais baixa frequencia ouvido na Terra, nos anos 90 os microfones de ouvir submarinos dos EUA captaram o som mais grave ouvido, debaixo do mar. Segundo os caras este som é um de um ser vivo, não pode ser de sismos ou coisa parecida. E segundo os caras, o ser que fez esse barulho é colossal, ao estilo Cthulhu. Isso é real mesmo, não é filme. Peiotte e eu piramos.
Hoje estava deprimido. Sempre estou, mas hoje estava. Então rodando nos sites acabei entrando no velho site do mundo gump, que eu vejo desde 2006 e que algumas vezes me dá boas informações bizarras. O cara fez uma listinha de "20 filmes de terror que você tem que ver antes de morrer" e embora o cara tenha descrito muito muito mal os filmes, eu já tinha visto todos. Todos exceto esse VHS, que ele também não tinha visto, mas disse que era bom pelo trailer. Eu quase cliquei pra ver o trailer, mas corri e resolvi baixar no laptop, sem saber de nada.
....
O Filme me ATERRORIZOU. completamente. eu ainda agora, quase uns 50 minutos depois de ver, sinto-me oprimido, ouvindo barulhos, assustado. É o melhor filme de found fotage que eu já vi, a primeira fita é genial, me pegou não só completamente desprevinido como foi visualmente foda. Hoje foi um dia melhor, porque eu vi este filme.
Enfim, não morra, ok? não agora.
Eu sempre fui um fã de filmes em primeira pessoa, aqueles de gravações encontradas, bruxa de blair, gloverfield e tals. Talvez porque a minha capacidade de imersão na imaginação é imensa, a ponto de eu não saber se coisas que eu lembrei são reais ou imaginárias, parte por eu ser extremamente influenciado por videogames, aonde o foco narrativo é o mesmo que os filmes "found fotage", não os personagens mas eu que estou vendo, por eu reconhecer e não me sentir alheio a este tipo de narrativa, eu simplesmente ADORO este tipo de filme. Obviamente há falhas, mas eu passo por cima delas sem nenhum problema. Meu "suspension of disbelieve" é alto, consigo mentir com convição, ignorar que aquilo é só um filme e curtir o coração realmente batendo forte, a respiração ofegante.
Não, eu não costumo ficar assim com filmes. Não de terror comum. Quer dizer, eu adoro terror, é um dos meus generos favoritos, de longe. Talvez só perca para filmes de bang-bang ou ficção bizarra, cientifica mas fora dos padrões normais. Mas não costumo passar medo em filmes de terror. Ok, fiquei desesperado da primeira vez que vi Exorcista, na casa do Marcão, enquanto tentava lamber o pescoço da Lilian, mas o medo veio da cena de agulhas, e eu ainda tenho pavor de agulhas, por ter levado as injeções de benzentacil tantas vezes. Mas normalmente não fico com medo, exceto em filmes de found fotage.
Lembro o primeiro que vi assim, A Bruxa de Blair. Eu não peguei na época que saiu nos cinemas, embora lembre de ter visto no jornal comentários. Vi no SBT, no quarto escuro, dublado. E mesmo com tudo isso, caguei-me de medo. Depois vi Gloverfield, e esse filme é bom porque uns seis meses antes Peiotte e eu estavamos bebendo na Republica do ópio numa terça feira comum. O Rodrigo tinha dado o laptop velho dele pro Peiotte, e estavamos vendo coisas. Caimos no site do filme, o que tinha só pequenas coisas, e rodavamos ali procurando informações, tudo mais. O trailer tinha sido genial, e acabamos caindo num site japones bizarrissimo, de um refrigerante com mensagens estranhas, mas ligeiramente conectadas com o filme. Então um peixinho de desenho animado pula na tela e fala apenas "bloop". Eu falo pro peiotte "bota isso no Google" e Bloop é como chamam o som de mais baixa frequencia ouvido na Terra, nos anos 90 os microfones de ouvir submarinos dos EUA captaram o som mais grave ouvido, debaixo do mar. Segundo os caras este som é um de um ser vivo, não pode ser de sismos ou coisa parecida. E segundo os caras, o ser que fez esse barulho é colossal, ao estilo Cthulhu. Isso é real mesmo, não é filme. Peiotte e eu piramos.
Hoje estava deprimido. Sempre estou, mas hoje estava. Então rodando nos sites acabei entrando no velho site do mundo gump, que eu vejo desde 2006 e que algumas vezes me dá boas informações bizarras. O cara fez uma listinha de "20 filmes de terror que você tem que ver antes de morrer" e embora o cara tenha descrito muito muito mal os filmes, eu já tinha visto todos. Todos exceto esse VHS, que ele também não tinha visto, mas disse que era bom pelo trailer. Eu quase cliquei pra ver o trailer, mas corri e resolvi baixar no laptop, sem saber de nada.
....
O Filme me ATERRORIZOU. completamente. eu ainda agora, quase uns 50 minutos depois de ver, sinto-me oprimido, ouvindo barulhos, assustado. É o melhor filme de found fotage que eu já vi, a primeira fita é genial, me pegou não só completamente desprevinido como foi visualmente foda. Hoje foi um dia melhor, porque eu vi este filme.
Enfim, não morra, ok? não agora.
sozinho
Passo muito tempo sozinho; bem mais do que a grande maioria das pessoas que conheço. rejeito saídas, inconscientemente acho, porque prefiro ficar quieto no meu canto, no escuro, olhando o nada ou ouvindo só minha cabeça. Não sei se é algo errado, eu sei que, se pelo menos não é a coisa que eu mais amo fazer, pelo menos não me incomoda na maioria das vezes.
Digo, ficar sozinho tem suas cosias boas, mas tem muitas ruins. Eu perco um pouco da perspectiva das coisas ao não comparar com outros. Meus pensamentos não funcionam tão bem. Dias parecem noites, noites parecem dias. Eu consigo ouvir minha mandíbula subindo e descendo, nas raras vezes que consigo me lembrar de comer coisas. Ficar sozinho tem muitas coisas ruins, mas eu não me importo com elas.
Lembro-me de uma vez, lá por 2009, acho, em que fiquei quase duas semanas sem ver nenhum ser humano. havia um bocado de comidas em casa e eu não me desespero tanto assim. Apenas fiquei trancado, quase não vendo a luz do sol ou a escuridão da madrugada. Li, vi filmes, escrevi, internet, musica. Nada de muito relevante, mas ainda sim coisas que consigo me lembrar claramente. Consigo me lembrar da sensação de ficar tanto tempo incomunicável, matando aulas. Havia uma desvontade de fazer isso, de sair dali, não creio por medo ou receio, mas porque estar sozinho é ruim, mas todo o resto grande parte das vezes também o é. Eu fiquei em casa, trancado, mudo. Meus lábios grudaram, a baba seca, em algum momento. a mente fugia, saia do pequeno comodo, quarto minúsculo, cadeira com computador, cozinha escura, porta de vidro, prédios em volta, fotos na parede. Não estava realmente ali, sozinho, deitado, quieto. Mas também não estava em algum lugar tão diferente de sempre.
Passo muito tempo sozinho, sempre passei. Enterrado dentro de mim mesmo. Não há nada lá fora. Nada há agora mais nada que valha realmente a pena, acho.
Digo, ficar sozinho tem suas cosias boas, mas tem muitas ruins. Eu perco um pouco da perspectiva das coisas ao não comparar com outros. Meus pensamentos não funcionam tão bem. Dias parecem noites, noites parecem dias. Eu consigo ouvir minha mandíbula subindo e descendo, nas raras vezes que consigo me lembrar de comer coisas. Ficar sozinho tem muitas coisas ruins, mas eu não me importo com elas.
Lembro-me de uma vez, lá por 2009, acho, em que fiquei quase duas semanas sem ver nenhum ser humano. havia um bocado de comidas em casa e eu não me desespero tanto assim. Apenas fiquei trancado, quase não vendo a luz do sol ou a escuridão da madrugada. Li, vi filmes, escrevi, internet, musica. Nada de muito relevante, mas ainda sim coisas que consigo me lembrar claramente. Consigo me lembrar da sensação de ficar tanto tempo incomunicável, matando aulas. Havia uma desvontade de fazer isso, de sair dali, não creio por medo ou receio, mas porque estar sozinho é ruim, mas todo o resto grande parte das vezes também o é. Eu fiquei em casa, trancado, mudo. Meus lábios grudaram, a baba seca, em algum momento. a mente fugia, saia do pequeno comodo, quarto minúsculo, cadeira com computador, cozinha escura, porta de vidro, prédios em volta, fotos na parede. Não estava realmente ali, sozinho, deitado, quieto. Mas também não estava em algum lugar tão diferente de sempre.
Passo muito tempo sozinho, sempre passei. Enterrado dentro de mim mesmo. Não há nada lá fora. Nada há agora mais nada que valha realmente a pena, acho.
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