quarta-feira, junho 28, 2006

Janelas abertas

Um Drink me faria bem agora, eu acho que sim, talvez, é uma certa angustia de não ser não poder não sentir e ao mesmo tempo ter que sentir, ter que esperar, é complicado e apenas palavras nada dizem, e isso sempre foi assim, eu me lembro dos meus quinze? dezesseis anos? eu não sei direito, parei de contar e minha memoria, assim como o resto de minhas funcões mentais, esta em extremo desuso, exceto pela leitura, mas eu me lembro de estar deitado na cama ao meio dia, esperando o proximo dia, eu era feliz e não sabia? eu era triste e não sabia? ou sera que sempre soube sem nem mesmo falar ou pensar que o era (triste/feliz) é estranho pensar que vivo vivo vivo vivo e nunca mudo, ainda sim se ela me convidasse para tomar cafe na casa dela, ainda hoje, tantos anos depois, eu ainda ficaria com taquicardia, teria tremedeiras, faria a barba (ela não gosta, diferente de outras) e faria isso não porque a tal "temporada de caça" estaria de volta a ativa, não, acho que não, provavelmente não... eu faria isso porque, talvez, ela e a historia que eu tenho com ela merece respeito, talvez porque eu me sinta bem ao lado dela e queira que ela sinta a mesma coisa boa, talvez eu realmente esteja caçando e a queira em meus braços, em minhas pernas, entre elas... talvez tanto talvez... Mas hoje eu não estou mais ali, tomando cafe, comendo bolachas, atras do balcão, sentado numa cadeira de madeira com uma oração na mesa, uma oração de um padre que me pergunta se a minha vida esta triste (Ah! sempre esteve, padre, mas eu não ligo, sinceramente eu me acostumei) eu me lembro da chuva, da chuva que de vez em quando caia lá fora, e nos dois olhando-a, encharcar a rua, molhar todo mundo, e nos dois ali, parados, obsevando, o mundo não tinha tempo e não tinha razão, era apenas ali, era tão simples e tão logico, mas tambem era tão complicado e tão irreal, ela almoçava e perguntava se eu queria comer, eu rejeitava e acabava comendo do prato dela, dai ela lavava louça e eu, claro, ajudava, o que era aquilo? namoro? amor? amizade? puro sexo? sempre me perguntei, mas nunca, nunca tive uma resposta sincera de mim ou dela sobre o que faziamos ali, todo dia, juntos, sorrindo para o outro e perguntando como fora o dia, qual eram as novidades novas, quem tinha morrido, quem ia morrer, e quando alquem querido morria, eu corria pra lá e a abraçava forte, ela chorava, eu chorava, eu dizia "pssssss... calma...." e ela soluçava infantilmente, sabendo que nada, nem choro nem vela faria o amigo voltar, era triste mas eramos nos, juntos, aquentando a realidade bater na nossa casa, na nossa vida irreal e tão perfeita, era tão musical... e quando ela ficava entediada e fazia palavras cruzadas, quando ela sorria com os olhos mais verdes que o proprio verde, sorria com os olhos, com os labios, com a alma, que nela e somente nela eu nunca duvidei que existisse, sorria e dizia OI, sabendo que o OI era idiota, estavamos acostumados com a presença um do outro, e estavamos acostumados até demais, toda a beleza da vida é feita do conflito e da explosão, e isso era o que não acontecia naquela lugar irreal, na nossa Arcadia, na Nossa Pasargada, tudo tão simplorio e bonito que acabamos nos cansando um do outro, os sorrisos de alma eram apenas mais um na semana, as chuvas não nos faziam sentir especiais, nada que até ontem era magico é magico hoje, e quem diria de amanhã, quando terei que, mais uma vez, aparecer lá, dizer OI, ouvir OI, perguntar quais são as novidades novas e ouvir que não ha novidades novas, exceto que "meu trabalho que fisica teve nota sete e meio" ou que "menstruei hoje", tduo tão banal, era lindo, mas mesmo o paraiso cansa, se torna chato e pedante sem um conflituosinho, e foi isso o que aconteceu, nos separamos, cada um pro seu lado, cada qual pra tua toca, cada um pros seus amores e pros seus objetivos (ou pra falta deles) nos separamos porque isso era o ideal a se fazer, era o mais sensato, o mais onirico, mas ainda hoje se eu for tomar cafe na casa dela, lá pelas cinco e meia, antes do onibus passar, vou sentir as mesmas sensações que sentia naquela epoca, todos os dias, e sei que ela tambem sente a mesma coisa, crescemos, em-velhecemos, ficamos feios, barrigudos, chatos, pedantes, desesperados e insipidos... mas ainda temos a chuva, ainda temos um ao outro, e ainda teremos Um ao Outro...


Para Lilian...

sábado, junho 10, 2006

bebedo bebado babado

Esperar é uma coisa complicada, agora espero meu primo, espero ele chegar e me tirar daqui, dessa lenga lenga que é são paulo em casa, sem ouvir musica, sem esperar musica, somente escrevendo e lendo, quando muito sem ler porque ler requer um minimo de junção de pensamento, e isso não tenho agora. Minha vó está no quarto tentando dormir, nos brigamos novamente e ela tentou fingir que não estava triste falando que a torneira está cheia de cloro, algo assim, eu não escutei o que ela falava, e cada dia eu fico mais rapido no teclado, nunca fiz curso de datilografia por isso só uso dois ou quatro dedos no teclado, meu primo não vem, eu sei, eu sei, mas ainda vou esperar mais umas duas horas, assim como ontem eu esperei o Carlos pra me levar na casa da Fô, teve uma festa bebada lá, o carlos se perdeu e não achou a minhas casa, eu estava na rua esperando ele e me achando um garoto de programa, olhando para todos os carros e sorrindo para todos, tem horas que eu me acho simpatico demais (fiquei uns quatro segundos antes de escrever a palavra simpatico, acho que eu não sei direito o que eu sou)na festa eu bebi, bebi muito, não conhecia ninquem exceto o quarteto bixo da faculdade que viraram meus amigos, mas o resto do pessoal não importa muito, comprei uma garrafa de conhaque e bebi praticamente sozinho, quase uma garrafa inteira, virei ela, gute gute, os desconhecidos e os bixos me olhando com uma cara de espantados "ele ta bebendo pra caralho!" eles são boas pessoas, afetados, mas ainda sim boas pessoas, eu não conheço ninquem que não seja afetado tambem, eu sou afetado, é uma certeza, talvez...
mas eu me lembro de quando bebi pela primeira vez, não foi uma experiencia muito gratificante, nem um pouco, nem um pouco, foi com corote, eu e o pessoal de salé (inclua ai a lilian) saimos para a bosta do mamaquilla, aquela merda! eu estava tonto, tontinho, meio litro de bebida pra um rapaz só é foda! mas tudo bem, eu chorei como uma idiota naquela noite e nem lembro quem catei, ela tambem não, ninquem lembra de nada, exceto dos dias, as noite ficam perdidas, ontem eu vomitei em uma banheiro que não conheço, a chave não fechava (ou fechava e eu não sabia) senti muito salgadinho voando pela minha boca... tinha salgadinho de graça naquela festa, veja como eles são afetados, mas foi divertido, um xucro no meio dos paulistas descolados, eu quase fumei maconha naquela noite, que alias foi ontem , eu quase fumei maconha e queria, sinceramente queria, alias fumei um pouco onetm cigarro normal, é... eu queria aparecer ontem, e acho que consegui, o Ronnin percebeu... mas o carlos tava tentando se dar bem (tomara que tenha conseguido) eeu não consegui nada, mas acho que talvez a tommy gostaria, é... estamos proximos demais um do outro, amiguinhos demais, e se nada acontecer eu fico feliz, se acontecer tambem, just like lee

é... estou triste...

cansei de pensar