ai!
eu antigamente, a uns dois meses atras (mais ou menos, pode ser um mês só, minha noção de tempo não é boa) estava tentando ser um pouco mais feliz. foi minha ultima tentativa no ambito da alegria compartilhada. e uma desconhecida completa fazia parte disso. é claro que, quando digo desconhecida completa, estou me referindo a alcool que toda santa noite vinha conversar comigo na internet de minha cidade natal. ela apareceu do nada (na verdade fui eu quem apareceu do nada) e a conversa rolava bem bebada (e boa)
Mas é Claro que a Alcool e eu não nos entendemos. Somos bastante parecidos mas nada comunitarios nos anseios da vida. e enquanto eu só queria alguem com que eu realmente pudesse conversar e gostar e sentir proximo e poder celebrar a mediocridade que transpassa sempre por tudo que toco, ela (a alcool) só queria ser verdadeiramente amada como deveria ser. nada mais justo.
ms eu não nasci para amar quem quer ser amada. ainda não sei pra que fui nascer, mas com certeza não foi para fazer alguma perdida molecula de alcool e cocaina se sentir feliz. foi o que senti logo quando tive-a.
no mais, hoje em dia, eu tento ignorar a alcool. mais para meu bem do que para o bem dela. não vou ser mais hipocrita do que já fui. Atualmente, nos atuais desesperos que passo, a unica coisa que importa mesmo sou eu.
terça-feira, junho 26, 2007
quarta-feira, junho 20, 2007
Sobre como comecei a escrever
Eu devia ter uns dezessete, dezoito anos. Nessa epoca tão recente e já tão distante (putz! já faz uns cinco anos) eu não escrevia nada. Eu lia bastante nessa epoca, mas não tinha muita noção de gosto (ia escrever "bom gosto", mas ainda não o possuo) Nessa epoca eu não ouvia nada musicalmente e passava os dias tentando terminar rpgs de playstation. Não posso negar que ao mesmo modo que era meio bobo-simplorio, ainda sim era feliz. Não ouvia Regina Spektor simplesmente porque ela não era necessaria pra me explicar como a vida era. Simples, boba e, nas suas devidas proporções, feliz vida. Mas eu lia, e como leitor que sempre fui, me perguntava das coisas. E se tinha uma coisa que eu me perguntava muito ao ler eram os poemas do baudelaire. "Putz coisa complicada, devo admitir. Mas como é possivel que um cara que escreva tão "complicadamente" pode ser tão famoso? ora, eu não entendo nada dele!" era o que eu me perguntava nessas epocas de final de terceiro colegial. E uma das minhas teorias (que eu testava logo depois da meia hora de "tentar aprender a ler labios" - alias, consegui isso por um tempo, mas hoje sou mediocre nisso) era de que, pra se entender poesias e poetas, é necessario pensar como eles e como o que eles escrevem. E como se aprende isso? ora essa, fazendo poesias!
E foi assim que eu comecei a escrever. No inicio uns poemetos bem idiotas. Mas eu não estava muito preocupado com metrica ou com bom gosto (que, repito, na epoca não tinha (nem hoje)) só o que queria era começar a escrever. E assim o fiz. Aos dezoito anos eu já tinha dois cadernos lotados de poemas, eram poemas bobos, poemas legais, poemas tristes, poemas felizes, uns poemas MUITO felizes e uma meia duzia um bocado triste. Tinha poema obedecendo a metrica, poema que ia até o fim da linha. Tinha até poema que ia até o fim da pagina.
Mas dai, quando peguei de novo o Flores do Mal pra ler. Não entendi nada de novo. Maldito Baudelaire.
Ai eu resolvi entrar na Letras-Usp pra entender o que esse frances-zinho idiota tava tentando dizer (e tambem pra achar o On The Road do Kerouac)
é isso. maldito Baudelaire!
E foi assim que eu comecei a escrever. No inicio uns poemetos bem idiotas. Mas eu não estava muito preocupado com metrica ou com bom gosto (que, repito, na epoca não tinha (nem hoje)) só o que queria era começar a escrever. E assim o fiz. Aos dezoito anos eu já tinha dois cadernos lotados de poemas, eram poemas bobos, poemas legais, poemas tristes, poemas felizes, uns poemas MUITO felizes e uma meia duzia um bocado triste. Tinha poema obedecendo a metrica, poema que ia até o fim da linha. Tinha até poema que ia até o fim da pagina.
Mas dai, quando peguei de novo o Flores do Mal pra ler. Não entendi nada de novo. Maldito Baudelaire.
Ai eu resolvi entrar na Letras-Usp pra entender o que esse frances-zinho idiota tava tentando dizer (e tambem pra achar o On The Road do Kerouac)
é isso. maldito Baudelaire!
sexta-feira, junho 08, 2007
Celebração do unico amor:
Outro dia estava lembrando da Claudia. Ela foi importante. Ela cuidou de mim dos 5 aos 12 anos (mais ou menos) e me fez ver a vida como ela supostamente deveria ser vista. Nunca entendi.
Hoje vi uma mulher que amo ou amei (digo amo pois nunca acho realmente que uma pessoa que amei, deixo de amar por nada) sendo amada por outro. Isso não doeu tanto quanto imaginar o quão feliz ela estaria comigo (e é provavel que não estaria)
A Claudia amarrava meus sapatos (eu nunca soube) ela me fazia comer comida e eu só sei comer tomates hoje por culpa dela. Ela era minha Fantasia Sexual aos sete anos (até os dez, onze, quinze) e eu nunca a comi (embora ainda seja amigo pra caralho do filho que ela teve)
Um certo dia, deixei o filho recem nascido dela cair no chão num dia de chuva. Eu queria que o filho dela se chama-se Blanka.
Outro dia, numa festa na casa do esposo dela, ela acabou dividindo uma bala comigo na boca e sentou no meu colo. eu devia ter quinze anos, no maximo. Fui um idiota.
Quando eu ainda tinha dez anos, acabei me apaixonando (idiotamente, por uma qualquer menina, mais um vez) pela Nozinha, que era irmã do Nozinho. Ela não era bonita nem legal nem me atraia de modo algum, mas eu tinha que me apaixonar por alguem, então me apaixonei por ela. E acabei, sabe-se lá por que, escrevendo isso na sola de meu pé. Claudia foi a unica pessoa que leu isso e percebeu que eu a amava.
Creio que Claudia foi a mulher com quem eu mais tive contato em toda a minha vida. Mesmo que tenha dormido com outras, Mesmo que tenha amado outras, mesmo que tenha gozado e masturbado e que tenha conversado serio com outras, nenhuma se aproximou tanto da 'celebração de mediocridade' como a Claudia chegou. Ela realmente percebeu quais eram as minhas idiotices. E eu ainda a amo por isso.
Hoje vi uma mulher que amo ou amei (digo amo pois nunca acho realmente que uma pessoa que amei, deixo de amar por nada) sendo amada por outro. Isso não doeu tanto quanto imaginar o quão feliz ela estaria comigo (e é provavel que não estaria)
A Claudia amarrava meus sapatos (eu nunca soube) ela me fazia comer comida e eu só sei comer tomates hoje por culpa dela. Ela era minha Fantasia Sexual aos sete anos (até os dez, onze, quinze) e eu nunca a comi (embora ainda seja amigo pra caralho do filho que ela teve)
Um certo dia, deixei o filho recem nascido dela cair no chão num dia de chuva. Eu queria que o filho dela se chama-se Blanka.
Outro dia, numa festa na casa do esposo dela, ela acabou dividindo uma bala comigo na boca e sentou no meu colo. eu devia ter quinze anos, no maximo. Fui um idiota.
Quando eu ainda tinha dez anos, acabei me apaixonando (idiotamente, por uma qualquer menina, mais um vez) pela Nozinha, que era irmã do Nozinho. Ela não era bonita nem legal nem me atraia de modo algum, mas eu tinha que me apaixonar por alguem, então me apaixonei por ela. E acabei, sabe-se lá por que, escrevendo isso na sola de meu pé. Claudia foi a unica pessoa que leu isso e percebeu que eu a amava.
Creio que Claudia foi a mulher com quem eu mais tive contato em toda a minha vida. Mesmo que tenha dormido com outras, Mesmo que tenha amado outras, mesmo que tenha gozado e masturbado e que tenha conversado serio com outras, nenhuma se aproximou tanto da 'celebração de mediocridade' como a Claudia chegou. Ela realmente percebeu quais eram as minhas idiotices. E eu ainda a amo por isso.
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