domingo, agosto 30, 2009

Contextos de raiva

não, isso não é uma lembrança ou tentativa de. É mais uma forma minha de exprimir coisas que ando pensando e que ando fazendo. primeiro os fatos.

eu não sou uma pessoa boa, não sou um daqueles que você pode confiar plenamente. descobri que uma ex amiga/namorada (creio que ja posso chama-la de ex para ambas as coisas) me deletou do msn dela. não faça perguntas de como descobri isso, não usei aqueles programas fajutos, tive verdadeiros fatos pra saber disso. e sendo assim, por sei-lá-que-motivos ela fez isso (até sei) pressuponho que alguma coisa minha deve ter irritado ela. talvez chateado ou encabulado. o fato é, pelo menos momentaneamente essa garota não quer me ver por perto, o que é uma coisa que posso respeitar. respeitar, não digerir.

vejamos... ela esta namorando outra garota. nada contra essa fato (todos imaginavam isso antes) mas creio que ela esta tentando esconder isso de pessoas (de forma bem ruim, devo dizer) e considerando que eu ja passei muito tempo essa menina (não a namorada, a primeira) talvez seja o fato de a namorada ser ciumenta que fez isso, talvez seja o fato de que ter uma pessoa que pode, às três da manhã bebado falar merdas não é algo que lhe agrada muito, ponto.

me sinto mal. não terrivelmente mal, todas as possibilidades com essa garota desapareceram bem antes de nascer algo minimamente interessante, mas ainda sim me sinto mal, sinto-me traido, não no quesito "amoroso/sexual/possessivo" da coisa, mas sim no quesito mais proximo, no "amizade". eu nunca deixei de falar com pessoas por culpa de namoradas, nem mesmo quando as pessoas são chatas; o problema é que imaginava eu que essa moça era sincera o bastante pra, pelo menos, falar certas coisas. certo, estou magoado, consigo ver claramente as besteiras que estou escrevendo, consigo ver o quanto "romanticamente triste" estou tentando ficar por culpa de uma garota cujos sentimentos, tirando quando eu volto pra casa bebado pra caralho, não existem mais. esse tipo de movimento é meio patetico, reconheço, não chega nem aos pés dos outros momentos de tristeza que passei.

oh bem, como nao costumo mudar os titulos depois de os feito, logo onde você lê "contextos de raiva" leia "fim de uma era". sim porque esse movimento dessa menina (cujo nome não declararei por simples motivos estéticos) esse movimento de me excluir do msn (ela me conhece, sabe que eu perceberia essa exclusão e o namoro em segundos) é claramente um rompimento não apenas no quesito "possiveis romances" como tambem no quesito "amizade". agora sim estou sendo sentimentaloide. que se dane, posso ser sentimentaloide num blogcoisa feito apenas para lembranças e pensamentos esparsos. mas pra mim me parece claro que, alem de eu parar de sonhar e voltar bebado sonhando pra casa, algumas coisas morreram pra não voltarem como zumbis.

é isso. a morte nunca é algo bonito, mas nem sempre solitário.

domingo, agosto 23, 2009

Pequena lista dos 240 melhores comediantes de todos os tempos (e as razões para tal)

numero 1: Andy Kaufman. (melhor artista tambem)
o por que?: Porque ele continua vivo, mesmo depois de enganar o mundo inteiro morrendo de verdade. a primeira base da comedia é a insensatez, o ridiculo. não consigo achar nada mais ridiculo (ou genial) que não fingir sua morte e todo mundo acreditar que fingiu.

numero 2: Grouxo Marx (não irmãos Marx)
o por que?: Rapidez. dialogos rapidos a quase 80 anos que ainda não foram superados. e jogos de palavras inteligentes.

numero 3: Monty Python (em especial Grahan Chapman)
o por que?: porque um papagaio funciona melhor que uma torradeira morta, ainda mais que estamos em Bolton.

numero 4: Bruno Aleixo (e Ganas em geral)
o por que? por culpa do sotaque e das pausas.

numero 5: Seinfeld (mas tirando a parte Stand Up)
o por que?: Oh bem, onde você lê Seinfeld, leia George. ele vale muito a pena (os outros tambem, mas ele mais)

numero 6: George Carlin (nada de relevante pra se colocar em parenteses)
o por que?: eu odeio Stand Up Comedy. ele vale a pena. isso quer dizer algo (ou não)

numero 7: aqueles caras que fazem o "Who Line it anyway" (todos eles)
o por que?: quando Peiotte e eu viamos esse programa na republica, ficavamos com vergonha de tentarmos ser engraçados.

numero 8: minha vida sexual (e amorosa, mas essa é mais tragica)
o por que?: diabos. se isso não é uma comedia, perdi todo o sentido de graça do mundo.

numero 9: Larry (dos três patetas)
o por que?: não sei. só sei que sempre adorei o modo dele e o cabelo. alem de ele ser o mais fragil dos três trios de três patetas

numero 10: tv pirata (o mesmo do numero 6)
o por que?: oh bem, esse ponto vai pros redatores. os atores não eram nada demais, e eles tiveram algumas piadas realmente boas. o maior problema é que, como no brasil nunca houve nada de bom no humor (proposital) eles ganham pontos.

alias, onde esta "240" leia-se "10"

sábado, agosto 22, 2009

Sobre "suicidios, morte e afins"

Não. isso não é uma carta-de-suicidio. muito menos uma especie de "testamento literario". são só divagações aleatorias sobre como e onde a morte e suas decorrencias mais basicas cairam em cima de mim. é claro, como isto é só uma especie de diario proto-secreto, as coisas que escrevo aqui ficam aqui mas não morrem aqui. de qualquer forma, à morte e ao suicidio.

é engraçado, estou tentando me lembrar de quando tive algum motivo pra viver. Quero dizer, essa minha linha se baseia que todo o desejo de morte e o suicidio per se que sempre me ocorre vem do unico motivo de que não consigo tem uma razão de existencia. Sabe? não tenho uma daquelas coisas que movimentam a grande maioria das pessoas, não tenho nenhum tipo de ambição maior, um plano-de-vida ou razão que me faça acordar. Que merda, nem se apaixonar por pessoas eu não consigo mais, faz quase dois anos que não consigo gostar de alguem. calma. um ano e meio. a ultima vez que realmente, realmente acho que fiquei apaixonado por alguem foi no quarto dia do carnaval de 2008, acho. Com a Paulinha. O magrão (e a namorada dele) nos levou de carro até a minha casa, e no caminho ficavamos nos beijando e, por cerca de 10 segundo, fiquei apaixonado por ela. Lembro que parei e olhei pra cara dela, ora essa não havia nenhum motivo pra me apaixonar por ela, era carnaval, a paulinha não é o maior exemplo de inteligencia-ou-beleza-grega do mundo (mas ainda sim bela) eu nem mesmo estava miseravel a ponto de me apaixonar por qualquer uma. mas estava bebado. talvez esses ultimos 10 segundos tenha sido a ultima vez que tive algum tipo de razão-e-motivo para continuar vivo.

Oh sim, é claro que agora é facil falar "então se mate!". e sim, existem poucos motivos que me forçam a não fazer isso. o maior deles, como o Heitor ja disse uma vez de forma primorosa, é que sou (ou somos. ou eu sou e ele era) medroso. Sim, isso parece patetico mas medo de morrer e medo de me matar é a unica coisa que me faz não me matar. esqueça o inferno-dos-suicidas que o Dante falou. esqueça a dor que todo mundo que esta perto de mim pode (hipoteticamente) sentir. esqueça até o (patetico) fato de que isso é crime (se matar. isso é ridiculo) o fato é que tenho medo de morrer, tenho medo daqueles minutos onde percebo que isso é inevitavel (o dostoiévski falou algo parecido, quando estava na fila para ser fuzilado) sabe? os ultimos segundo serão os mais terriveis, mesmo depois todo o meu ego desaparecendo, não consigo (ainda) encarar esse fato. de forma que não morro. não rapidamente.

estou a quase três meses com uma tosse. eu a peguei logo no inicio da greve da usp, e alguns dias antes da gripe suina vir para o brasil. a tosse era realmente forte, nas primeiras duas semanas eu vomitava e tossia sangue todo dia, acordava de madrugada pra tossir e ficava o tempo inteiro com uma respiração forte, aquela de peito cheio. soltava o meu peso em catarro a cada doze horas.
e não fui no medico. podia (posso, pois ainda tusso) estar com tuberculose. ou mesmo gripe suina, de uma forma estranha-e-impossivel, posso estar com pneumonia. deus, estou assistindo aquele seriado americano, House, e as possibilidades de o que eu ter serem graves me parecem a cada instante maiores. Mas ainda sim eu ignoro isso. pode parecer bem idiota e patetico, mas esse esta sendo o meu modo de suicidio. Sim, até onde posso perceber estou em suicidando aos poucos, tentando fazer com que uma possivel pequena gripe se transforme em algo que não consigo curar, sim isso é bem o meu modo de suicidio. tossir até que meu pulmão saia pela boca, junto com vomito. oh bem, as coisas acontecem e eu não tenho nenhuma razão (aparente ou escondida) para realmente estar vivo. e não, isso não é uma lamentação, não estou chorando de pena ou desejo o choro de pena das pessoas, é simplesmente que, por mais bizarro que possa parecer, não ha razões para eu tentar me curar dessa doença-desconhecida (pelo menos não por enquanto. eu sempre posso (re)encontrar um grande amor na esquina seguinte ou ser descoberto como o maior escritor/comediante/roteirista/idiota vivo do país. creio que se isso acontecesse, eu iria no segundo seguinte pro medico, curar todas as minhas doenças. Mas enquanto isso não aparece, estou somente e tão somente sobrevivendo da forma mais parca de consigo imaginar.