quarta-feira, outubro 24, 2012

Viagem ao fim da noite

Ela era uma garota de São Vicente. Começamos a conversar aleatoriamente, pelo velho Orkut. Aquele site era realmente bom pra começar amizades estranhas, assim foi com o a Ivna e assim com essa garota, cujo nome hoje em dia me escapa completamente. Ela era divertida, ligeiramente interessante, nada espantoso mas confortável. E eu estava a quase dois meses sem sair com ninguém. Provavelmente mais tempo.

Enfim, ela era de São Vicente e começamos a conversar. Num arroubo de bizarrice, resolvi num final de semana descer para lá. Desejava beber com essa garota. Não tinha nada aqui em sp, nem em salesópolis, e já estou acostumado a fazer este tipo de idiotice, ainda mais quando envolve viagens. Fui até uma estação (sei lá qual) comprei uma passagem e desci pra Santos e depois São Vicente.

Ela não era uma intelectual, nem nada parecido. Pode parecer elitismo de minha parte mas nos últimos dez anos mais de 80% das pessoas que conheci, seja garotas que conheci e fiquei, seja qualquer outro tipo de ser humano, tinha algum tipo de intelectualidade em si. Nem que seja algum tipo de curso superior fuleiro, praticamente todo mundo estava envolto nalgum tipo de atividade de cunho intelectual. Ela não era uma intelectual, trampava num salão de beleza fazendo unhas de mulheres e outras coisas. Não tinha nenhuma pretensão de ser uma estudiosa ou amplificar seus conhecimentos. Apenas vivia.

Enquanto o ónibus se aproximava de São Vicente, pude notar que o tema geral em Santos é o de celebração ao Pele. Tudo ali possui seu rosto, sua marca. Ele é o dono da cidade. E quando cheguei em São Vicente, senti um clima ao mesmo tempo similar ao de caraguá e totalmente diferente. São Vicente é uma cidade costeira, a cidade mais antiga do Brasil (fui descobrir depois, com a garota) mas há algo lá que não ressoa com o clima de cidade turística. Ali o lugrube é mais palpável, as pessoas caminham como caminham em sp, sempre em direção a algum lugar especifico, buscando vontades especificas. Era isso o que sentia enquanto caminhava por uma rua reta, sempre em frente, passando por uma ponte e seguindo em direção a mais ruas retas. Nenhum sinal de praia, ou de pessoas que fossem à praia. O próprio clima mostrava sinal de depressão, uma leve garoa batia, sem sol nem frio. É a cidade mais velha do Brasil, e não esconde em nenhum segundo o quão anciã esta.

Tinha um endereço nas mãos. Depois de perguntar para umas três pessoas (e seguir uma indicação falsa) achei e liguei para ela de um orelhão publico. A encontrei dez minutos depois.

Eu, desde o inicio, não esperava muito. Não esperava um grande amor nem mesmo uma bela noite de sexo. Apenas me encontrar com uma garota cuja conversa era agradável e beber alguma coisa. O fato de estar uns 300 km de casa era só um pequeno tempero nisso tudo. E então em encontrei com ela, disse "oi" e fomos pra um bar beber.

Devo dizer, foi uma péssima ideia. Não que ela fosse uma pessoa horrível, longe disso, mas é que se a bebida costuma me aproximar daquelas pessoas que sinto a vontade, se ela faz os similares ficarem mais próximos, também faz com que tudo que é estranho fique mais e mais longe. Bebi com a garota, e absolutamente nada apareceu disso. Talvez ela também estivesse sonhando, um sonho aonde eu era um heróico jovem destemido, estranho, disposto a tudo - a leva-la embora daquela cidade escondida num século esquecido, a sair do ex-namorado publicitário idiota, do trabalho de pintar com coloridos extremidades de senhoras mortas por dentro - e no final só encontrou a mim, o velho eu que tanto já tentei descobrir nesse blog e no resto da minha existência exatamente o que sou. Bebemos, bebemos mais um pouco, eu bebi pinga com cynar e maria-mole e, antes que pudesse perceber, ela deu uma desculpa para ter que ir embora. Não me lembro exatamente qual foi essa desculpa, e sinceramente não me importo.

Perguntei qual era o caminho para a rodoviária mais próxima e disse "até logo!". Ela se assustou ao perceber que pretendia ir a pé até lá, a rodoviária era em Santos, uns prováveis 30 km de onde estávamos. Mas eu, bêbado já e disposto a sumir da frente daquela garota que, sinceramente, não causava nada em mim, disse-lhe que estava acostumado a andar. Dei um novo "Até logo!!" enfático e sai andando por mais uma rua reta.

Andei por quase uma hora. Passei por alguns clubes de forró, pessoas felizes na porta, vários bares, carros que avançavam em velocidade pela avenida, essas coisas que só um final de semana em Santos tem. Ou assim foi o que me pareceu. Em um determinado momento fiquei com vontade de mijar, e como não queria ser pego pela possível policia, entrei numa rua para aliviar-me. Meu plano era dar a volta no quarteirão e retornar a avenida o mais rápido possível.

Um carro me viu entrando na avenida. Me viu saindo dela. E quando menos percebi um homem de meia idade parou do meu lado e perguntou pra onde ia. Disse pra rodoviária e ele me deu uma carona.

Este cara estava afim de me comer. Foi um bocado sincero e direto, coisa respeitável, acho que é algo comum quando se é um homem de meia idade disposto a dar e comer cus nos finais de semana em Santos. Reafirmei que era hetero e ele deu de ombro, me levando tristemente até a rodoviária. No final ainda tentou beber uma cerveja comigo, mas eu fugi rapidamente, não é provável mas seria possível que ele tentasse alguma coisa mais medonha comigo. Quando se esta viajando nunca é demais algum tipo de prevenção.

No final fiquei até as cinco da manhã esperando o ónibus na rodoviária fria de Santos. Guardas passavam de vinte em vinte minutos na minha frente, um até foi simpático o bastante para trocar meia dúzia de palavras. Pra passar o tempo inventei pequenas histórias sobre essas pessoas, dei-lhe nomes e famílias, vontades e necessidades, assim como também pra moça que limpou os banheiros lá pelas 3, pro rapaz de sorriso largo na lanchonete num canto, assistindo longamente o programa da madrugada do Serginho Groisman, naquele em especifico com o Jr. da Sandy e Jr., tocando bateria. Inventei um dialogo entre o casal de hippies que dormia num outro banco, do outro lado da rodoviária.

E quando menos percebi estava a caminho de São Paulo novamente. Uma ligeira viagem até os confins da cidade mais velha do continente e através do coração inexpressivo duma pobre garota que faz as unhas para sobreviver.

segunda-feira, outubro 22, 2012

Sobre a Erica e um sentimento pornografico numa tentativa de escrita

Tentei escrever umas três vezes um texto sobre a Érica, a velha vizinha. Não consegui. Então, agora, depois de ter rascunhado umas duas outras postagens, resolvi que o melhor método de escrever as memórias da Erica seria tentando descrever literáriamente uma cena pornográfica. Nada muito produzido, apenas eu tentando rememorar aquilo que tive com essa mulher por mais ou menos uns dois meses. Chamo a Érica de vizinha (e ela ainda hoje de "vizinho") porque durante os dois meses que trepamos, morávamos no mesmo bairro. Foi ela quem desejou me catar, quem fez toda a força, quem tava mesmo com vontadinha. De uma certa forma, se fosse um escroto, diria que ela é uma vadia. Ela simplesmente gosta de trepar, mesmo. Percebi isso num madrugada, alguns anos depois de ter dormido com ela naquela época de "vizinhos", enquanto voltava pra casa com ela e mais uma mina. Tentamos fazer a mina ir trepar conosco. Então, enquanto voltava bêbado, tive uma pequena iluminação dos motivos dela ser o que é. Obviamente grande parte daquilo que entendi desapareceu com o álcool, mas ficou a noção de niilismo sexual. Ela trepa não apenas porque gosta, mas porque esse é o único modo dela gritar contra o mal-estar que todo mundo tem dentro de si. Enfim, ela também tem uma filha, e já dormiu com metade dos meus amigos (a outra metade acha errado isso); à pornografia:

"bebemos um bocado ainda na festa. Lá estava sua irmã e mais um punhado de amigas. Eu me lembro apenas de, enquanto estava deitado em cima dela, vestidos ainda, duma garota com um spray e um isqueiro soltando fogo pela casa era. Era um pequeno ajuntamento de insanidade. Saímos com um mais casal, outra garota que havia comido a duas semanas atrás e um velho amigo, com um carro. Eles nos deixaram no meio da avenida, e a garota foi para um canto mijar. Eu cambaleei um pouco e, olhando para o céu, percebi que haveria uma chuva nalgum momento da madrugada, ou na manhã do dia seguinte. Sabia olhar os céus de minha cidade natal. Andamos um pouco, indo até sua casa, que era realmente próxima da minha. Ela entrou sem fazer barulho, subindo as escadas até o quarto aonde sua filha dormia. Eu esperava na entrada, não desejava lhe causar mal algum.
Cinco minutos depois ela me aparece vestindo apenas um velho casaco, um casaco que parecia ser de peles, mas provavelmente era uma imitação. Ela vestia apenas um casaco e eu comecei a chupar seus peitos ali mesmo. Minha mão escorria pro meio das pernas dela enquanto encostávamos na parede bem abaixo da janela do quarto aonde sua filha dormia. Ficamos assim, eu entrando dentro dela com a mão e ela entrando dentro de minhas calças com a mão, por quase cinco minutos. Havia bebida e tesão em nossas mentes. Decidimos ir para minha casa, lá existia um quarto vazio, uma cama imensa e mais ninguém que poderia nos atrapalhar. Ela me desejava e eu não gostaria de deixar uma garota passar vontades.
No meio do caminho eu sempre tentava escorregar minha mão para algum lugar próximo de suas pernas. O andar era lento, mas seguro, ambos segurávamos um no outro, e ambos em seus próprios alcoolismos. A quase cinquenta metros de casa existia uma pequena praça, redonda, com alguns bancos de pedra fria. Algo nos disse que mesmo estando pertos, deveríamos parar. E então ela subiu em cima de mim, no meio de uma praça na madrugada, vestindo apenas um casaco de peles. E então ela desceu tudo o que conseguia, deixando ser penetrada completamente por aquilo que eu era para ela. Trepamos até a chuva começar a cair, levemente.
Fomos para minha casa, lá a cama esperava bem mais quente que a fria rua, que a chuva que caia. Não houve muita espera, não houve vergonhas. Já tínhamos estado ali, um dentro do outro, a poucos instantes, e enquanto chupava-a era chupado também.

Ela era uma mulher mais experiente. Não muito mais velha mas definitivamente mais experiente. E coordenava com pequenos ares de professora tudo aquilo que desejava extrair de mim. Não uma professora autoritária, mas sim uma professora cientista, que conhecia certos atalhos mas estava disposta a aceitar experiências e novas possibilidades, uma professora que acompanharia os pequenos movimentos que eu fizesse com curiosidade, sentindo cada pequeno novo espasmo, cada mordida, cada tranco e puxão, cada nova gota de suor que caia no meio daquilo que já não era nem eu, nem ela. E ser este tipo de mestra, ser reconhecida como aquela que sabia o melhor para ambos, lhe trazia tanto prazer quanto estar no topo do mundo, em cima de mim, montada. E então ela gozava pedia um minuto com as mãos, nenhuma palavra, apenas olhos fechados e os lábios mordidos, os prazeres que lhe viam rápida e sofregamente. Ela gozava não por mim, mas por culpa de si mesma. Ela gozava porque era a única coisa que poderia fazer naquele momento."




É. não ficou tão ruim assim. Talvez utilize este texto num futuro. De qualquer forma a Érica foi uma boa pessoa, mesmo quando trepamos enquanto eu estava com quase 40 graus de febre e uma total incapacidade de engolir (garganta inflamadissima, inverno de 2007 em Salesópolis. Penúltima vez que trepei com ela) De qualquer forma, a Érica foi alguém importante para mim, e irei me lembrar dela sempre desse jeito, uma vizinha vestida apenas com um casaco de pele na pracinha pertinho de casa.

domingo, outubro 21, 2012

Tem horas que eu me pego com receio, tentando lembrar se disse em voz alta alguma das coisas que pensei. Costumo pensar em voz alta algumas vezes, e isso poderia ser um problema.

Ai percebo que ninguém realmente ouve o que eu digo. E que mesmo que quisessem ouvir não poderiam. Estar quase o tempo todo sozinho tem suas desvantagens, é óbvio. Mas tem suas pequenas vantagens.

De qualquer forma, escrever isso aqui é também uma forma de pensar alto numa casa vazia. Tem suas vantagens, mas tem suas desvantagens, é óbvio.

segunda-feira, outubro 15, 2012

sobre a Marta

A Marta foi minha noiva por algumas madrugadas.


A primeira lembrança que tenho dela provem de muitos anos atrás, provavelmente numa das famosas festas na casa do Marcão. Os irmãos João e Joãozinho brigavam pra ficar com ela. Era uma espécie de piada, quando contávamos depois, os dois sempre foram meio patéticos. Mas essa é a minha primeira memória da Marta, mesmo provavelmente tendo-a visto na escolinha antes.

Enfim, creio que antes da Marta começar a ficar afinzinha de mim, eu dei uns catos na irmã dela. A Marta possui uma irmã uns três anos mais velha que ela, se não me engano mais velha que eu, e numa madrugada, no velho Mamaquilla, a irmã da Marta - não tenho a menor ideia de qual é o nome dela, sempre foi a irmã da Marta - quis ficar comigo. Eu acho que ainda tinha cabelo comprido naquela época, e acabei ficando com ela no canto. Não creio que a galera tenha feito algum tipo de piada quanto a isso, mesmo eu sendo tão patético quanto os dois irmãos de antes.

De tudo que eu consegui recolher, de que ela me disse, a primeira vez que ficou afim de mim foi numa madrugada em Salé, eu provavelmente estava bêbado e deprimido, e pedi para ficar com ela. Creio que antes disso a Marta talvez olhasse pra mim como olha-se pra qualquer rapaz de pouco menos de vinte anos, com certa vontade mas nada alem disso, nada muito profundo ou sexualizado. Pelo menos nada concreto. E então eu devo ter pedido pra ficar com ela, mas não fiquei, e isso criou nela um desejo. Creio que um mês depois a Marta ficou comigo pela primeira vez.

A grande jogada da Marta foi descobrir rapidamente qual era o caminho mais fácil para me conquistar. Foi rápido e ela conseguiu sem nenhum esforço aparente. Toda vez que me encontro com ela, encontro-a com uma pinga-com-mel-e-limão na mão, ela me oferece outra depois, uma terceira, e quando eu estou completamente bêbado a "amo" totalmente. E então trepamos. Ou não.

Veja bem, eu nunca realmente gostei dela. A Marta era mais que uma fuck friend, mas menos que um amor. Também era mais que apenas luxuria, mas era um sentimento que durava no máximo doze horas. E depois das doze horas eu não conseguia ficar com ela, causava-me o mesmo repudio que sinto ao ficar tempo demais com garotas, aquela vontade de apenas ficar longe. A Marta de inicio não reconhecia isso, mas com o decorrer do tempo ela entendeu. Não gostou, mas entendeu.

Há também o ponto de, por não realmente gostar da Marta, mas sim dos minúsculos momentos de madrugada que passávamos juntos (isso não envolve apenas o sexo, mas todo o jogo de flerte que fazíamos na noite toda, desde olharmos e ela me oferecer bebida, até ficarmos abraçados em algum canto de algum lugar, até ela ir dormir em casa e ficar muito mais tempo que pretendia) por causa desse ponto não me interessava muito pelas coisas que ela me falava, e também não prestava muita atenção naquilo que eu dizia. E então falava besteiras que não relembrava antes. A Marta aparentemente se preocupava muito com sua aparência, com o estilo que pretendia mostrar, e a minha completa irrelevancia disso pra ter interesse nela ou lhe causava raiva, ou demonstrava que eu não estava nem ai com isso. E soava como mentiras.

Enfim, a última vez que a vi, ficamos juntos - obviamente - e eu em algum momento lhe disse que eu mentia. Que eu mentia para ela. Que eu era um mentiroso. Todos nós somos, é óbvio, e ela provavelmente mentia pra si mesmo quando procurava algo em mim que não existia por mais que alguns minutos. Mas eu falei e algo ali deve ter trincado. Ela afirmou que nunca mais iríamos nos ver, e assim tem sido desde então.

mas eu ainda brindo à Marta, nalguns momentos, quando estou com pinga na mão e o sentimento correto. Ainda acho-a uma boa pessoa. Ainda acho que tudo isso valeu a pena.

terça-feira, outubro 09, 2012

Motivação

Há, creio, uma motivação para continuar sobrevivendo.

Veja, há um sobrinho novo. Já tinha duas sobrinhas novas a uns anos, mas elas vieram de uma meio-irmã que eu realmente não conheço absolutamente nada. As garotas são legais, principalmente a mais nova que eu claramente vejo um modo diferentinho de ver as coisas. A mais velha está claramente se tornando uma mocinha chata.

Enfim, tenho um sobrinho novo. Agora, quando escrevo, ele não tem que uns quatro meses de vida. Ainda esta muito novo pra entender qualquer coisa, não fala nem anda nem nada. Mas é possível, é provável que ele irá crescer. E essa é a motivação para continuar vivendo.

Digo, eu tenho que fazer este moleque gostar de filmes de terror.


Eu realmente gosto dos filmes de terror. Dos gores, dos psicologicos, dos de tortura, dos de clima, dos de sobrenatural e de zumbis em geral. Mas reconheço que o poder dos filmes de terror diminui com o passar dos anos. Por mais que eu goste do estilo, o impacto não é de forma alguma similar à primeira vez que vi o comecinho do Nigth of the Living Dead do Romero, preto-e-branco, ou quando assisti pela primeira vez o Freedie Krueger no SBT rancando sua propria face. Hoje admiro mais do que tenho pavor, e isso é algo ruim.

E esse é, na minha opnião, algo que vale a pena se preparar para. Esse garoto provavelmente vai crescer sem pai - o dele esta preso e sabe-se lá quando sai, se sai - E no meio de uma familia que, posso afirmar, não é mais contextualizada em questão de referencias. São ótimas pessoas, mas estão tão imersos na mediocre cultura televisiva que temo que esse garoto se torne alguém que gosta de musica ruim, filmes ruins, nunca pegue um livro nas mãos. E essa é a minha grande motivação pra não cometer logo suicidio (por mais que o Wilber tente me convencer disso. Ou tente me deixar com "vergonhinha" ao contar pra todo mundo. Realmente não entendo qual o sentido disso, mas não vou discutir aqui) a grande motivação de fazer o garoto assistir todos os Freedies Kruegers, todos os Jason, o Halloween, o Hellraiser, Basket Case, o daquela coisa branca que vira doce e controla a mente das pessoas, os filmes da Hammer, a entender que os únicos zumbis são os lentos.

Enfim, não posso morrer enquanto não transformar meu sobrinho no cara mais legal da cidade. É um motivo idiota pra continuar vivo, mas Hey?! Qual sentido não o é?