quinta-feira, abril 15, 2010

E novamente September Song

Algumas horas depois e percebo que quase tudo é estupidez. Claro, ainda sinto-me meio estranho, mas parece que todos os motivos que antes me faziam ficar confuso agora estão claros. Até os movimentos de autocomiseração que estava tendo antes, o belissimo drama psicológico e as angústias existenciais agora estão mais... mais brandas. Tempo é o mestre. Agora vou dormir, tentar pelo menos, e sei que daqui umas duas horas, quando na cama começar a dormir mesmo, vou voltar os mesmo ciclo de desespero e perda de sentido; talvez isso seja minha natureza, não o fato de não sentir (ou esconder até de mim mesmo) sentimentos. Um movimento ciclico de falta de emoções e de entusiasmo desenfreado, onde qualquer tipo de controle esbarra no simples fato que, mesmo sozinho num quarto pro resto da vida eu ainda tenho que medir tudo isso com relação ao outro.

Como disse antes, possivelmente nada disso faz sentido, e não é pra o fazer mesmo. Mais que "movimento de escrita automatica" isto é um modo de eu começar a escrever coisas de novo, e de tentar me reconhecer enquanto ser vivo, coisa que a tempos não faço. Agradeço-a ou Xingo? isso eu não sei, não me sinto bem em nenhum dos lados (grande novidade)

mas voltei a realmente ouvir September Song (versão do Lou Reed no disco de nome igual) e isso é algo que há decadas (ou melhor, 4 anos) eu não fazia de forma tão forte. Não voltei, mas só porque talvez nunca tenha saido daqui.
Adeus, arceus.

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