não, isso não é uma lembrança ou tentativa de. É mais uma forma minha de exprimir coisas que ando pensando e que ando fazendo. primeiro os fatos.
eu não sou uma pessoa boa, não sou um daqueles que você pode confiar plenamente. descobri que uma ex amiga/namorada (creio que ja posso chama-la de ex para ambas as coisas) me deletou do msn dela. não faça perguntas de como descobri isso, não usei aqueles programas fajutos, tive verdadeiros fatos pra saber disso. e sendo assim, por sei-lá-que-motivos ela fez isso (até sei) pressuponho que alguma coisa minha deve ter irritado ela. talvez chateado ou encabulado. o fato é, pelo menos momentaneamente essa garota não quer me ver por perto, o que é uma coisa que posso respeitar. respeitar, não digerir.
vejamos... ela esta namorando outra garota. nada contra essa fato (todos imaginavam isso antes) mas creio que ela esta tentando esconder isso de pessoas (de forma bem ruim, devo dizer) e considerando que eu ja passei muito tempo essa menina (não a namorada, a primeira) talvez seja o fato de a namorada ser ciumenta que fez isso, talvez seja o fato de que ter uma pessoa que pode, às três da manhã bebado falar merdas não é algo que lhe agrada muito, ponto.
me sinto mal. não terrivelmente mal, todas as possibilidades com essa garota desapareceram bem antes de nascer algo minimamente interessante, mas ainda sim me sinto mal, sinto-me traido, não no quesito "amoroso/sexual/possessivo" da coisa, mas sim no quesito mais proximo, no "amizade". eu nunca deixei de falar com pessoas por culpa de namoradas, nem mesmo quando as pessoas são chatas; o problema é que imaginava eu que essa moça era sincera o bastante pra, pelo menos, falar certas coisas. certo, estou magoado, consigo ver claramente as besteiras que estou escrevendo, consigo ver o quanto "romanticamente triste" estou tentando ficar por culpa de uma garota cujos sentimentos, tirando quando eu volto pra casa bebado pra caralho, não existem mais. esse tipo de movimento é meio patetico, reconheço, não chega nem aos pés dos outros momentos de tristeza que passei.
oh bem, como nao costumo mudar os titulos depois de os feito, logo onde você lê "contextos de raiva" leia "fim de uma era". sim porque esse movimento dessa menina (cujo nome não declararei por simples motivos estéticos) esse movimento de me excluir do msn (ela me conhece, sabe que eu perceberia essa exclusão e o namoro em segundos) é claramente um rompimento não apenas no quesito "possiveis romances" como tambem no quesito "amizade". agora sim estou sendo sentimentaloide. que se dane, posso ser sentimentaloide num blogcoisa feito apenas para lembranças e pensamentos esparsos. mas pra mim me parece claro que, alem de eu parar de sonhar e voltar bebado sonhando pra casa, algumas coisas morreram pra não voltarem como zumbis.
é isso. a morte nunca é algo bonito, mas nem sempre solitário.
domingo, agosto 30, 2009
domingo, agosto 23, 2009
Pequena lista dos 240 melhores comediantes de todos os tempos (e as razões para tal)
numero 1: Andy Kaufman. (melhor artista tambem)
o por que?: Porque ele continua vivo, mesmo depois de enganar o mundo inteiro morrendo de verdade. a primeira base da comedia é a insensatez, o ridiculo. não consigo achar nada mais ridiculo (ou genial) que não fingir sua morte e todo mundo acreditar que fingiu.
numero 2: Grouxo Marx (não irmãos Marx)
o por que?: Rapidez. dialogos rapidos a quase 80 anos que ainda não foram superados. e jogos de palavras inteligentes.
numero 3: Monty Python (em especial Grahan Chapman)
o por que?: porque um papagaio funciona melhor que uma torradeira morta, ainda mais que estamos em Bolton.
numero 4: Bruno Aleixo (e Ganas em geral)
o por que? por culpa do sotaque e das pausas.
numero 5: Seinfeld (mas tirando a parte Stand Up)
o por que?: Oh bem, onde você lê Seinfeld, leia George. ele vale muito a pena (os outros tambem, mas ele mais)
numero 6: George Carlin (nada de relevante pra se colocar em parenteses)
o por que?: eu odeio Stand Up Comedy. ele vale a pena. isso quer dizer algo (ou não)
numero 7: aqueles caras que fazem o "Who Line it anyway" (todos eles)
o por que?: quando Peiotte e eu viamos esse programa na republica, ficavamos com vergonha de tentarmos ser engraçados.
numero 8: minha vida sexual (e amorosa, mas essa é mais tragica)
o por que?: diabos. se isso não é uma comedia, perdi todo o sentido de graça do mundo.
numero 9: Larry (dos três patetas)
o por que?: não sei. só sei que sempre adorei o modo dele e o cabelo. alem de ele ser o mais fragil dos três trios de três patetas
numero 10: tv pirata (o mesmo do numero 6)
o por que?: oh bem, esse ponto vai pros redatores. os atores não eram nada demais, e eles tiveram algumas piadas realmente boas. o maior problema é que, como no brasil nunca houve nada de bom no humor (proposital) eles ganham pontos.
alias, onde esta "240" leia-se "10"
o por que?: Porque ele continua vivo, mesmo depois de enganar o mundo inteiro morrendo de verdade. a primeira base da comedia é a insensatez, o ridiculo. não consigo achar nada mais ridiculo (ou genial) que não fingir sua morte e todo mundo acreditar que fingiu.
numero 2: Grouxo Marx (não irmãos Marx)
o por que?: Rapidez. dialogos rapidos a quase 80 anos que ainda não foram superados. e jogos de palavras inteligentes.
numero 3: Monty Python (em especial Grahan Chapman)
o por que?: porque um papagaio funciona melhor que uma torradeira morta, ainda mais que estamos em Bolton.
numero 4: Bruno Aleixo (e Ganas em geral)
o por que? por culpa do sotaque e das pausas.
numero 5: Seinfeld (mas tirando a parte Stand Up)
o por que?: Oh bem, onde você lê Seinfeld, leia George. ele vale muito a pena (os outros tambem, mas ele mais)
numero 6: George Carlin (nada de relevante pra se colocar em parenteses)
o por que?: eu odeio Stand Up Comedy. ele vale a pena. isso quer dizer algo (ou não)
numero 7: aqueles caras que fazem o "Who Line it anyway" (todos eles)
o por que?: quando Peiotte e eu viamos esse programa na republica, ficavamos com vergonha de tentarmos ser engraçados.
numero 8: minha vida sexual (e amorosa, mas essa é mais tragica)
o por que?: diabos. se isso não é uma comedia, perdi todo o sentido de graça do mundo.
numero 9: Larry (dos três patetas)
o por que?: não sei. só sei que sempre adorei o modo dele e o cabelo. alem de ele ser o mais fragil dos três trios de três patetas
numero 10: tv pirata (o mesmo do numero 6)
o por que?: oh bem, esse ponto vai pros redatores. os atores não eram nada demais, e eles tiveram algumas piadas realmente boas. o maior problema é que, como no brasil nunca houve nada de bom no humor (proposital) eles ganham pontos.
alias, onde esta "240" leia-se "10"
sábado, agosto 22, 2009
Sobre "suicidios, morte e afins"
Não. isso não é uma carta-de-suicidio. muito menos uma especie de "testamento literario". são só divagações aleatorias sobre como e onde a morte e suas decorrencias mais basicas cairam em cima de mim. é claro, como isto é só uma especie de diario proto-secreto, as coisas que escrevo aqui ficam aqui mas não morrem aqui. de qualquer forma, à morte e ao suicidio.
é engraçado, estou tentando me lembrar de quando tive algum motivo pra viver. Quero dizer, essa minha linha se baseia que todo o desejo de morte e o suicidio per se que sempre me ocorre vem do unico motivo de que não consigo tem uma razão de existencia. Sabe? não tenho uma daquelas coisas que movimentam a grande maioria das pessoas, não tenho nenhum tipo de ambição maior, um plano-de-vida ou razão que me faça acordar. Que merda, nem se apaixonar por pessoas eu não consigo mais, faz quase dois anos que não consigo gostar de alguem. calma. um ano e meio. a ultima vez que realmente, realmente acho que fiquei apaixonado por alguem foi no quarto dia do carnaval de 2008, acho. Com a Paulinha. O magrão (e a namorada dele) nos levou de carro até a minha casa, e no caminho ficavamos nos beijando e, por cerca de 10 segundo, fiquei apaixonado por ela. Lembro que parei e olhei pra cara dela, ora essa não havia nenhum motivo pra me apaixonar por ela, era carnaval, a paulinha não é o maior exemplo de inteligencia-ou-beleza-grega do mundo (mas ainda sim bela) eu nem mesmo estava miseravel a ponto de me apaixonar por qualquer uma. mas estava bebado. talvez esses ultimos 10 segundos tenha sido a ultima vez que tive algum tipo de razão-e-motivo para continuar vivo.
Oh sim, é claro que agora é facil falar "então se mate!". e sim, existem poucos motivos que me forçam a não fazer isso. o maior deles, como o Heitor ja disse uma vez de forma primorosa, é que sou (ou somos. ou eu sou e ele era) medroso. Sim, isso parece patetico mas medo de morrer e medo de me matar é a unica coisa que me faz não me matar. esqueça o inferno-dos-suicidas que o Dante falou. esqueça a dor que todo mundo que esta perto de mim pode (hipoteticamente) sentir. esqueça até o (patetico) fato de que isso é crime (se matar. isso é ridiculo) o fato é que tenho medo de morrer, tenho medo daqueles minutos onde percebo que isso é inevitavel (o dostoiévski falou algo parecido, quando estava na fila para ser fuzilado) sabe? os ultimos segundo serão os mais terriveis, mesmo depois todo o meu ego desaparecendo, não consigo (ainda) encarar esse fato. de forma que não morro. não rapidamente.
estou a quase três meses com uma tosse. eu a peguei logo no inicio da greve da usp, e alguns dias antes da gripe suina vir para o brasil. a tosse era realmente forte, nas primeiras duas semanas eu vomitava e tossia sangue todo dia, acordava de madrugada pra tossir e ficava o tempo inteiro com uma respiração forte, aquela de peito cheio. soltava o meu peso em catarro a cada doze horas.
e não fui no medico. podia (posso, pois ainda tusso) estar com tuberculose. ou mesmo gripe suina, de uma forma estranha-e-impossivel, posso estar com pneumonia. deus, estou assistindo aquele seriado americano, House, e as possibilidades de o que eu ter serem graves me parecem a cada instante maiores. Mas ainda sim eu ignoro isso. pode parecer bem idiota e patetico, mas esse esta sendo o meu modo de suicidio. Sim, até onde posso perceber estou em suicidando aos poucos, tentando fazer com que uma possivel pequena gripe se transforme em algo que não consigo curar, sim isso é bem o meu modo de suicidio. tossir até que meu pulmão saia pela boca, junto com vomito. oh bem, as coisas acontecem e eu não tenho nenhuma razão (aparente ou escondida) para realmente estar vivo. e não, isso não é uma lamentação, não estou chorando de pena ou desejo o choro de pena das pessoas, é simplesmente que, por mais bizarro que possa parecer, não ha razões para eu tentar me curar dessa doença-desconhecida (pelo menos não por enquanto. eu sempre posso (re)encontrar um grande amor na esquina seguinte ou ser descoberto como o maior escritor/comediante/roteirista/idiota vivo do país. creio que se isso acontecesse, eu iria no segundo seguinte pro medico, curar todas as minhas doenças. Mas enquanto isso não aparece, estou somente e tão somente sobrevivendo da forma mais parca de consigo imaginar.
é engraçado, estou tentando me lembrar de quando tive algum motivo pra viver. Quero dizer, essa minha linha se baseia que todo o desejo de morte e o suicidio per se que sempre me ocorre vem do unico motivo de que não consigo tem uma razão de existencia. Sabe? não tenho uma daquelas coisas que movimentam a grande maioria das pessoas, não tenho nenhum tipo de ambição maior, um plano-de-vida ou razão que me faça acordar. Que merda, nem se apaixonar por pessoas eu não consigo mais, faz quase dois anos que não consigo gostar de alguem. calma. um ano e meio. a ultima vez que realmente, realmente acho que fiquei apaixonado por alguem foi no quarto dia do carnaval de 2008, acho. Com a Paulinha. O magrão (e a namorada dele) nos levou de carro até a minha casa, e no caminho ficavamos nos beijando e, por cerca de 10 segundo, fiquei apaixonado por ela. Lembro que parei e olhei pra cara dela, ora essa não havia nenhum motivo pra me apaixonar por ela, era carnaval, a paulinha não é o maior exemplo de inteligencia-ou-beleza-grega do mundo (mas ainda sim bela) eu nem mesmo estava miseravel a ponto de me apaixonar por qualquer uma. mas estava bebado. talvez esses ultimos 10 segundos tenha sido a ultima vez que tive algum tipo de razão-e-motivo para continuar vivo.
Oh sim, é claro que agora é facil falar "então se mate!". e sim, existem poucos motivos que me forçam a não fazer isso. o maior deles, como o Heitor ja disse uma vez de forma primorosa, é que sou (ou somos. ou eu sou e ele era) medroso. Sim, isso parece patetico mas medo de morrer e medo de me matar é a unica coisa que me faz não me matar. esqueça o inferno-dos-suicidas que o Dante falou. esqueça a dor que todo mundo que esta perto de mim pode (hipoteticamente) sentir. esqueça até o (patetico) fato de que isso é crime (se matar. isso é ridiculo) o fato é que tenho medo de morrer, tenho medo daqueles minutos onde percebo que isso é inevitavel (o dostoiévski falou algo parecido, quando estava na fila para ser fuzilado) sabe? os ultimos segundo serão os mais terriveis, mesmo depois todo o meu ego desaparecendo, não consigo (ainda) encarar esse fato. de forma que não morro. não rapidamente.
estou a quase três meses com uma tosse. eu a peguei logo no inicio da greve da usp, e alguns dias antes da gripe suina vir para o brasil. a tosse era realmente forte, nas primeiras duas semanas eu vomitava e tossia sangue todo dia, acordava de madrugada pra tossir e ficava o tempo inteiro com uma respiração forte, aquela de peito cheio. soltava o meu peso em catarro a cada doze horas.
e não fui no medico. podia (posso, pois ainda tusso) estar com tuberculose. ou mesmo gripe suina, de uma forma estranha-e-impossivel, posso estar com pneumonia. deus, estou assistindo aquele seriado americano, House, e as possibilidades de o que eu ter serem graves me parecem a cada instante maiores. Mas ainda sim eu ignoro isso. pode parecer bem idiota e patetico, mas esse esta sendo o meu modo de suicidio. Sim, até onde posso perceber estou em suicidando aos poucos, tentando fazer com que uma possivel pequena gripe se transforme em algo que não consigo curar, sim isso é bem o meu modo de suicidio. tossir até que meu pulmão saia pela boca, junto com vomito. oh bem, as coisas acontecem e eu não tenho nenhuma razão (aparente ou escondida) para realmente estar vivo. e não, isso não é uma lamentação, não estou chorando de pena ou desejo o choro de pena das pessoas, é simplesmente que, por mais bizarro que possa parecer, não ha razões para eu tentar me curar dessa doença-desconhecida (pelo menos não por enquanto. eu sempre posso (re)encontrar um grande amor na esquina seguinte ou ser descoberto como o maior escritor/comediante/roteirista/idiota vivo do país. creio que se isso acontecesse, eu iria no segundo seguinte pro medico, curar todas as minhas doenças. Mas enquanto isso não aparece, estou somente e tão somente sobrevivendo da forma mais parca de consigo imaginar.
quarta-feira, maio 27, 2009
Consegui voltar a escrever (ainda que bem discretamente)
Sim, estou conseguindo voltar a escrever. hoje senti aquela velha sensação de dormencia nos dedos dos pés, sensação essa que não sentia faz uns três anos, pra mais. Sinto que, mesmo que tenha voltado a bem pouco tempo a escrever de verdade, sem bichice, ainda sim é o melhor começo que poderia ter.
daqui pra frente é ladeira, acho eu. Não estou nem um pouco melhor que em qualquer outro momento, mas ainda sim as coisas estão um pouco, muito muito pouco melhores (mas estão)
daqui pra frente é ladeira, acho eu. Não estou nem um pouco melhor que em qualquer outro momento, mas ainda sim as coisas estão um pouco, muito muito pouco melhores (mas estão)
quinta-feira, abril 23, 2009
Sobre "como não posto mais, porque não consigo escrever e minhas lembranças aterrorizadas sobre zumbis" Pt 3
Inicialmente não haveria uma parte três disso, afinal creio que as duas partes já deram um bom sinal (pra mim mesmo, alias) de o quanto tenho medo/receio/pavor/etc com zumbis. Mas ainda sim acho que uma ultima parte-zinha, mostrando a minha tatica pra fuga no dia dos zumbis, seria interessante de ler.
"Quando tinha 10, 11 anos costumava ir muito pro sitio do amigo do meu pai, o Gi. Era (É) um sitio longe de salé, mais ou menos umas duas horas de viagem de carro, com cerca de uma hora e meia na "estrada da petrobrás" que é bastante isolada, estando no meio do caminho de caragua e salé. O Sitio ficava no alto de um morro, e embaixo, numa "planice" havia dois lago, que podiamos ver perfeitamente da casa. Ela não tinha força eletrica na maioria das vezes, mas tinha instalações suficientes pra passar cerca de duas semanas tranquilamente. Como uma das paixões do Gi era caçar, a casa tinha um vasto arsenal de espingardas e pistolas, alem de muita munição (foi lá que eu vi, pela primeira vez, uma arma sendo disparada, por um dos filhos do Gi) alem disso tudo havia na região duas ou três fontes de agua, todas a menos de um Km de distancia da base principal. Lembro tambem que no forro da casa havia varios sacos de carvão (aquecimento) e de grãos diversos (feijão, acho) dando possibilidade de sobrevivencia, creio eu, por mais de um Mês ou dois. Alem disso o sotão da casa poderia ser utilizado, em caso de desespero, como posto avançado de sobrevivencia, já que subir nele era facil com uma escada, mas impossivel sem ela, dando alta vantagem na hora de atacar alguns zumbis que conseguissem chegar até lá. Sem contar que, em ultimo caso mesmo havia a possibilidade de fuga, indo em direção à caragua. Creio que em cerca de dois dias chegariamos na costa, viagem é claro, a pé e no meio da mata, furtivamente. Alem disso, depois de estar na costa haveria a possibilidade de ir para a Ilha Bela, onde, acredito eu, a possibilidade de bolsões de sobrevivencia humana seriam provaveis."
Todas essas informações eu ia analisando nas noites frias em que passava nesse sitio, pois lá, em via de regra, não havia energia eletrica, tendo eu que passar o tempo com alguma coisa. Tanto que até montava planos de como iria passar pela (escassa) população no caminho até o sitio (aos 10 anos eu não sabia dirigir. E nem aos 24 sei). De qualquer forma, devo ter pensado quase seis meses nessa tatica, e mesmo até hoje, caso perceba que o ataque zumbi começou, corro desesperamente pra esse sitio. E é por isso que Zumbis são uma parte inegavel de mim.
"Quando tinha 10, 11 anos costumava ir muito pro sitio do amigo do meu pai, o Gi. Era (É) um sitio longe de salé, mais ou menos umas duas horas de viagem de carro, com cerca de uma hora e meia na "estrada da petrobrás" que é bastante isolada, estando no meio do caminho de caragua e salé. O Sitio ficava no alto de um morro, e embaixo, numa "planice" havia dois lago, que podiamos ver perfeitamente da casa. Ela não tinha força eletrica na maioria das vezes, mas tinha instalações suficientes pra passar cerca de duas semanas tranquilamente. Como uma das paixões do Gi era caçar, a casa tinha um vasto arsenal de espingardas e pistolas, alem de muita munição (foi lá que eu vi, pela primeira vez, uma arma sendo disparada, por um dos filhos do Gi) alem disso tudo havia na região duas ou três fontes de agua, todas a menos de um Km de distancia da base principal. Lembro tambem que no forro da casa havia varios sacos de carvão (aquecimento) e de grãos diversos (feijão, acho) dando possibilidade de sobrevivencia, creio eu, por mais de um Mês ou dois. Alem disso o sotão da casa poderia ser utilizado, em caso de desespero, como posto avançado de sobrevivencia, já que subir nele era facil com uma escada, mas impossivel sem ela, dando alta vantagem na hora de atacar alguns zumbis que conseguissem chegar até lá. Sem contar que, em ultimo caso mesmo havia a possibilidade de fuga, indo em direção à caragua. Creio que em cerca de dois dias chegariamos na costa, viagem é claro, a pé e no meio da mata, furtivamente. Alem disso, depois de estar na costa haveria a possibilidade de ir para a Ilha Bela, onde, acredito eu, a possibilidade de bolsões de sobrevivencia humana seriam provaveis."
Todas essas informações eu ia analisando nas noites frias em que passava nesse sitio, pois lá, em via de regra, não havia energia eletrica, tendo eu que passar o tempo com alguma coisa. Tanto que até montava planos de como iria passar pela (escassa) população no caminho até o sitio (aos 10 anos eu não sabia dirigir. E nem aos 24 sei). De qualquer forma, devo ter pensado quase seis meses nessa tatica, e mesmo até hoje, caso perceba que o ataque zumbi começou, corro desesperamente pra esse sitio. E é por isso que Zumbis são uma parte inegavel de mim.
segunda-feira, abril 20, 2009
Sobre "como não posto mais, porque não consigo escrever e minhas lembranças aterrorizadas sobre zumbis" Pt 2
ok. vamos lá.
Eu devia ter sete anos. sete, oito ou nove. entre oito e nove anos. Estava na casa de minha madrinha, em mogi das cruzes, Ferias felizes de jogar video-game com o Guilherme(primo) o dia inteiro, nadar, comer extremamente bem e ser zuado com prazer pelos meus dois primos, Caio e Kadu. E foi na casa de minha tia que eu vi, pela primeira vez, uma tv a cabo. Anos mais tarde teria tv a cabo em casa, e anos depois disso essas tv's se tornariam coisa mais comum que celulares (por uns anos. depois celulares superariam isso)enfim, foi nessa tv a cabo que eu vi pela primeira vez um filme de zumbi, e foi da forma mais gloriosa possivel, vendo (inocentemente, sem saber que filme era) o começo do "nigth of the living deads" do George Romero (o filme velho, não o novo). oh Deus! Oh Deus. Quando vi um homem andando tropego no cemiterio, com o casal sem saber quem era, senti o mesmo medo que um homem sente pela primeira vez que encara um desses mortos-vivos. Ele estava morto, mas ainda andava e comia. Ele estava morto, e o que mais me aterrorizava era que ele não parava. O que diabos um tiro poderia fazer nele? ou fogo? Oh deus, ele me seguiria sem parar, sem comer, lentamente porem indefinidamente, até me pegar e enfiar os dentes afiados em minha carne, me mastigando enquanto eu chorava. E esse bicho poderia ser minha mae ou meu pai, minha irmã, minha tia. qualquer um. no final todos seriam zumbis e só eu, sózinho, teria que correr e me esconder pra sempre, porque nunca estaria livre deles.
E foi nesse momento que percebi que o ataque zumbi era inevitavel, e deste dia em diantes comecei a me preparar para o ataque. E até hoje tenho um plano (muitas vezes visto e revisto) sobre como vou agir nas primeiras doze horas depois de descobrir que o ataque zumbi começou. vou contar isso uma outra hora, mesmo porque isso me dá a desculpa de escrever aqui de novo. (preciso montar mais um blog, um pro cursinho. prometi pros alunos que faria isso)
até mais, eu.
Eu devia ter sete anos. sete, oito ou nove. entre oito e nove anos. Estava na casa de minha madrinha, em mogi das cruzes, Ferias felizes de jogar video-game com o Guilherme(primo) o dia inteiro, nadar, comer extremamente bem e ser zuado com prazer pelos meus dois primos, Caio e Kadu. E foi na casa de minha tia que eu vi, pela primeira vez, uma tv a cabo. Anos mais tarde teria tv a cabo em casa, e anos depois disso essas tv's se tornariam coisa mais comum que celulares (por uns anos. depois celulares superariam isso)enfim, foi nessa tv a cabo que eu vi pela primeira vez um filme de zumbi, e foi da forma mais gloriosa possivel, vendo (inocentemente, sem saber que filme era) o começo do "nigth of the living deads" do George Romero (o filme velho, não o novo). oh Deus! Oh Deus. Quando vi um homem andando tropego no cemiterio, com o casal sem saber quem era, senti o mesmo medo que um homem sente pela primeira vez que encara um desses mortos-vivos. Ele estava morto, mas ainda andava e comia. Ele estava morto, e o que mais me aterrorizava era que ele não parava. O que diabos um tiro poderia fazer nele? ou fogo? Oh deus, ele me seguiria sem parar, sem comer, lentamente porem indefinidamente, até me pegar e enfiar os dentes afiados em minha carne, me mastigando enquanto eu chorava. E esse bicho poderia ser minha mae ou meu pai, minha irmã, minha tia. qualquer um. no final todos seriam zumbis e só eu, sózinho, teria que correr e me esconder pra sempre, porque nunca estaria livre deles.
E foi nesse momento que percebi que o ataque zumbi era inevitavel, e deste dia em diantes comecei a me preparar para o ataque. E até hoje tenho um plano (muitas vezes visto e revisto) sobre como vou agir nas primeiras doze horas depois de descobrir que o ataque zumbi começou. vou contar isso uma outra hora, mesmo porque isso me dá a desculpa de escrever aqui de novo. (preciso montar mais um blog, um pro cursinho. prometi pros alunos que faria isso)
até mais, eu.
Sobre "como não posto mais, porque não consigo escrever e minhas lembranças aterrorizadas sobre zumbis" Pt 1
é estranho. acho que a seis meses não consigo mais escrever coisa nenhuma. Não que eu estivesse antes desses disso escrevendo muito, sendo prolixo e tudo mais, mas de uns tempos pra cá minha capacidade (ou saco) de encarar uma tela branca de computador estava realmente baixa.
Não se engane; ainda estou assim.
diria que isso tem a ver com duas coisas. Se não for isso, pelo menos é o diagnostico mais proximo consigo chegar.
Primeira: Preguiça (prequiça?) Oh sim, tenho andado preq(g)uiçoso demais, sem vontade pra nada alem de ver pornografia, assistir filmes no computador, jogar ds, pornografia e mais pornografia. Nem na faculdade ando ficando mais tempo (embora isso seja, acho eu, mais culpa do fim do Antro e da Rep. do que de todo o resto) mas ainda sim tenho andando muito... sem vontade de fazer nada, sem impeto ou capacidade de escrever. é uma pena, porque sempre gostei muito e agora, enquanto fico escrevendo essa "coisa" na casa-da-praia de meus pais, percebo que colocar as ideias que fluem no papel(tela) é algo que me deixa muito feliz. Espera. Eu tentei escrever antes, sim, tentei. houve umas duas vezes nesses seis meses em que percebi que estava relapso e resolvi voltar a escrever; duas vezes não, três. E nas três vezes a coisa miou completamente duas horas depois da vontade aparecer.
Segunda: Sou um idiota. Eu sei que isso parece uma desculpa esfarrrapada mas pra mim parece muito sentido; olhem só, o nome desse post é "Sobre "como não posto mais, porque não consigo escrever e minhas lembranças aterrorizadas sobre zumbis"", notem que essa ultima parte, sobre zumbis, foi uma coisa que eu pensei em escrever aqui faz uns 4 meses, mas ando atrasando, atrasando e atrasando simplesmente porque sou um completo IDIOTA! oh sim, tambem tenho pensado seriamente em fazer um trilhão de coisas que melhorariam minha vida e não me deixariam mais tão desiludido com tudo, mas acabo atrasando tudo, e quando percebo, já estou com quase 30 anos e nenhuma coisa relevante na minha vida. idiotice é uma coisa que grudou em mim faz um bom tempo, e não tem hora pra sair. Eu sei que fiz um bocado de coisa boa nesses meses (ou anos) como... trepar com algumas garotas (e não trepar com outras)... dar aulas no tal cursinho de graça em salé (e eu nem sei se vou continuar nisso, pode ser que eu esteja despedido já e não saiba, mesmo não recebendo um cent por isso) ou mesmo ser mais agradavel com algumas pessoas (embora, na festa dos bichos, diz a lenda que fui um canalha filha da puta, por sorte isso já é tipico desses dias (tanto quanto acabar num sexo com garotas-que-já-dormi-antes. hehe. mais uma coisa boa pra lembrar de noite) o que importa é que, aparentemente, continuarei escrevendo (se não morrer, o que seria, sinceramente, um alivio, exceto porque perderia as minhas batalas de pokemon platinum) e que tambem fiz desses post algo muito grande, de forma que vou mudar o titulo agora, colocando um "Pt 1" e escrevendo em seguida um "Pt 2" contando como comecei a morrer de medo de zumbis (e a idolatra-los)
Fim.
Não se engane; ainda estou assim.
diria que isso tem a ver com duas coisas. Se não for isso, pelo menos é o diagnostico mais proximo consigo chegar.
Primeira: Preguiça (prequiça?) Oh sim, tenho andado preq(g)uiçoso demais, sem vontade pra nada alem de ver pornografia, assistir filmes no computador, jogar ds, pornografia e mais pornografia. Nem na faculdade ando ficando mais tempo (embora isso seja, acho eu, mais culpa do fim do Antro e da Rep. do que de todo o resto) mas ainda sim tenho andando muito... sem vontade de fazer nada, sem impeto ou capacidade de escrever. é uma pena, porque sempre gostei muito e agora, enquanto fico escrevendo essa "coisa" na casa-da-praia de meus pais, percebo que colocar as ideias que fluem no papel(tela) é algo que me deixa muito feliz. Espera. Eu tentei escrever antes, sim, tentei. houve umas duas vezes nesses seis meses em que percebi que estava relapso e resolvi voltar a escrever; duas vezes não, três. E nas três vezes a coisa miou completamente duas horas depois da vontade aparecer.
Segunda: Sou um idiota. Eu sei que isso parece uma desculpa esfarrrapada mas pra mim parece muito sentido; olhem só, o nome desse post é "Sobre "como não posto mais, porque não consigo escrever e minhas lembranças aterrorizadas sobre zumbis"", notem que essa ultima parte, sobre zumbis, foi uma coisa que eu pensei em escrever aqui faz uns 4 meses, mas ando atrasando, atrasando e atrasando simplesmente porque sou um completo IDIOTA! oh sim, tambem tenho pensado seriamente em fazer um trilhão de coisas que melhorariam minha vida e não me deixariam mais tão desiludido com tudo, mas acabo atrasando tudo, e quando percebo, já estou com quase 30 anos e nenhuma coisa relevante na minha vida. idiotice é uma coisa que grudou em mim faz um bom tempo, e não tem hora pra sair. Eu sei que fiz um bocado de coisa boa nesses meses (ou anos) como... trepar com algumas garotas (e não trepar com outras)... dar aulas no tal cursinho de graça em salé (e eu nem sei se vou continuar nisso, pode ser que eu esteja despedido já e não saiba, mesmo não recebendo um cent por isso) ou mesmo ser mais agradavel com algumas pessoas (embora, na festa dos bichos, diz a lenda que fui um canalha filha da puta, por sorte isso já é tipico desses dias (tanto quanto acabar num sexo com garotas-que-já-dormi-antes. hehe. mais uma coisa boa pra lembrar de noite) o que importa é que, aparentemente, continuarei escrevendo (se não morrer, o que seria, sinceramente, um alivio, exceto porque perderia as minhas batalas de pokemon platinum) e que tambem fiz desses post algo muito grande, de forma que vou mudar o titulo agora, colocando um "Pt 1" e escrevendo em seguida um "Pt 2" contando como comecei a morrer de medo de zumbis (e a idolatra-los)
Fim.
Subscrever:
Comentários (Atom)
