Ahn, os pequenos desprazeres de se sentir horrivelmente inapto, acabado, destruído, definitivamente derrotado. Os pequenos desprazeres de ver -novamente e de novo e de novo e de novo- suas pequeninas esperancitas definitivamente -novamente e de novo e de novo e de novo- se mostrarem apenas ilusoezinhas patéticas, destituídas de sentido e motivação. Perdi, novamente. Engraçado como cada novo reconhecimento disso, por mais que seja ainda o mesmo, causa um rasgo diferente, machuca novamente e destrói tudo aquilo que acreditava-se estar destruído.
Ahn... os pequenos desprazeres. Eu podia viver sem eles e ser minimamente feliz. Mas agora só o que dá vontade é de desaparecer.
quinta-feira, junho 06, 2013
segunda-feira, junho 03, 2013
Arino, Japão e um sentimento dificil de explicar.
Tenho tido uns poucos costumes diferentes dos últimos anos. Não apenas, mas especialmente com as pequenas artes visuais que costumo ver.
Antes, gostava mesmo de ver filmes. E ainda estou nessa, mas em um ritmo muito menor do que antes. Agora, estranhamente, alguns poucos seriados estão me pegando mais que obras completas e indivisíveis - filmes. Um dos seriados eu já comentei, o Star Trek, que embora me deixe com um pouco de vergonha, já que é algo bem nerd, creio ter deixado claro (ou não. nunca consigo ser claro) de que aquilo que me atrai na serie é algo mais sublime, mas profundo do que 'alienígenas e tecnologia'.
outra coisa que tenho visto muito é um pequeno programa japonês, extremamente mais nerd do que Star Trek. Game Center CX - com Katcho Arino.
Este programinha é bem sobre videogames. Com um comediante - o tal Arino - tentando terminar jogos dos anos 80/90 de nes/snes/megadriver. O Arino é muito, muito ruim, e portanto os tais jogos demoram 10, 15, até 25 horas pra ser terminados - isso quando o são.
Mas essa parte, a maior parte do programa, não é a que realmente me interessa. Quero dizer, é óbvio que ver alguém jogando me diverte, me diverte desde os meus longínquos seis anos. Mas a coisa que, quando passa, eu me sinto não apenas entretido como também emocionado é um segmento constante, mas diferente.
O Segmento começa bem simples, com Arino lendo um postal que aqueles que assistem o programa lhe mandam. A carta lhe dá um dica de um bom 'Game Center' (fliperama, que no japão é bem mais comum do que aqui) e o Arino vai visitar este local.
Isto me maravilha de uma forma que é muito difícil de explicar. Normalmente os locais aonde ele vai é só uma pequena lojinha, bem daquelas de bairro no brasil, com umas poucas maquinas e uma velhinha vendendo doces. Estes locais são incríveis. Não consigo entender bem, mas acho que o sentimento de simplicidade, de familiaridade e não homogeneidade me pegam.
Usando outros exemplos, é a mesma sensação que tenho quando, viajando de uma cidade pra outra em um ônibus, olho pra fora e vejo uma casinha velha, no meio de um morro. E desejo ardorosamente entrar nela, descobrir pequenos cantos ocultos, conhecer as pessoas que moram ali. Quero viver essa casinha simples, mas claramente lotada de histórias verdadeiras.
É exatamente isto que sinto em cada episódio aonde o Arino vai nesses game centers. Alguns são pequenos cafés em distritos comerciais do japão, com velhos servindo comida boa e barata, e quente, desde os anos 50, e umas poucas maquinas de space invaders pra distrair as pessoas. Ou aquelas maquinas 'pachinco', aonde você gasta 10 ienes e pode ganhar pequenos prêmios irrelevantes. É incrível ver pequenas crianças, de não mais de oito anos, que estão ali não porque tem uma tv, mas porque é costume desses pequenos japoneses ir todo dia lá, jogar e comer doces.
Bom deus, esta parte. Eu daria meu braço pra viver essa parte.
Antes, gostava mesmo de ver filmes. E ainda estou nessa, mas em um ritmo muito menor do que antes. Agora, estranhamente, alguns poucos seriados estão me pegando mais que obras completas e indivisíveis - filmes. Um dos seriados eu já comentei, o Star Trek, que embora me deixe com um pouco de vergonha, já que é algo bem nerd, creio ter deixado claro (ou não. nunca consigo ser claro) de que aquilo que me atrai na serie é algo mais sublime, mas profundo do que 'alienígenas e tecnologia'.
outra coisa que tenho visto muito é um pequeno programa japonês, extremamente mais nerd do que Star Trek. Game Center CX - com Katcho Arino.
Este programinha é bem sobre videogames. Com um comediante - o tal Arino - tentando terminar jogos dos anos 80/90 de nes/snes/megadriver. O Arino é muito, muito ruim, e portanto os tais jogos demoram 10, 15, até 25 horas pra ser terminados - isso quando o são.
Mas essa parte, a maior parte do programa, não é a que realmente me interessa. Quero dizer, é óbvio que ver alguém jogando me diverte, me diverte desde os meus longínquos seis anos. Mas a coisa que, quando passa, eu me sinto não apenas entretido como também emocionado é um segmento constante, mas diferente.
O Segmento começa bem simples, com Arino lendo um postal que aqueles que assistem o programa lhe mandam. A carta lhe dá um dica de um bom 'Game Center' (fliperama, que no japão é bem mais comum do que aqui) e o Arino vai visitar este local.
Isto me maravilha de uma forma que é muito difícil de explicar. Normalmente os locais aonde ele vai é só uma pequena lojinha, bem daquelas de bairro no brasil, com umas poucas maquinas e uma velhinha vendendo doces. Estes locais são incríveis. Não consigo entender bem, mas acho que o sentimento de simplicidade, de familiaridade e não homogeneidade me pegam.
Usando outros exemplos, é a mesma sensação que tenho quando, viajando de uma cidade pra outra em um ônibus, olho pra fora e vejo uma casinha velha, no meio de um morro. E desejo ardorosamente entrar nela, descobrir pequenos cantos ocultos, conhecer as pessoas que moram ali. Quero viver essa casinha simples, mas claramente lotada de histórias verdadeiras.
É exatamente isto que sinto em cada episódio aonde o Arino vai nesses game centers. Alguns são pequenos cafés em distritos comerciais do japão, com velhos servindo comida boa e barata, e quente, desde os anos 50, e umas poucas maquinas de space invaders pra distrair as pessoas. Ou aquelas maquinas 'pachinco', aonde você gasta 10 ienes e pode ganhar pequenos prêmios irrelevantes. É incrível ver pequenas crianças, de não mais de oito anos, que estão ali não porque tem uma tv, mas porque é costume desses pequenos japoneses ir todo dia lá, jogar e comer doces.
Bom deus, esta parte. Eu daria meu braço pra viver essa parte.
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