segunda-feira, setembro 24, 2007

Onibus

Por quase 5 anos peguei onibus todo dia.

devo ter gastado 1/16 avôs de minha existencia sentado num banco horrivel, olhando pra uma paisagem que a todo instante mudava (mas que não mudava nunca)

Foi no onibus que comecei a escrever. Numa epoca me tornei extremamente bom em escrever em meio a turbulencia do asfalto ruim da mogi-salesópolis. sabia quando parar e quando continuar a escrever, quando colocar a caneta no papel e quando esperar que o mundo voltasse ao normal. Foi no banco que eu sonhei com mundos que hoje me são mais parecidos com pequenos pesadelos diarios. No onibus eu procurei muita gente, procurei ninguem a todo instante, foi no onibus que eu passei de pequeno-garoto-que-é-certinho-ao-extremo para um matador de aulas sem força de vontade. E foi no banco da julio simoes que eu descobri que nem sempre uma menina precisa ouvir o que voce fala pra querer falar com voce. Engraçado como todas as bobeiras agora me parecem tão.. bobas. Na época eu sentia tanto por não ser abslotamente nada daquilo que sonhava (ou mentia) eu ficava bastante preocupado em ser aquilo que ela(s) não esperavam que fosse. Tanta bobeira em tão pouco espaço. Acho melhor hoje em dia não esquecer isso, na verdade essa essencia de passado mítico, em um momento onde não tinha a pratica ou tecnica mas tinha a vontade (ou desespero) de conseguir todos os meus sonhos, me deixa tão feliz de ser recriada nas minhas andanças por sp hoje em dia.

Sim, porque hoje eu tento parar de pegar onibus. Hoje quero é mais andar. E mesmo que não consiga só andar, ainda sim quero só o minimo do onibus.

quinta-feira, setembro 20, 2007

Miséria!

De uma forma inteiramente velha, a dor, a angustia e tudo mais vem e volta oito ou noves vezes todo dia. Ora Triste ora feliz, teoricamente deveria estar bem acostumado com isso e até compreendendo exatamente quais são as coisas boas e ruins que posso tirar disso.

é claro, supondo que eu não caio num torpor imediato toda vez que tento ser uma pessoa melhor. E esse torpor não vem de graça, ele só aparece porque todo mundo que esta ao meu redor esta me odiando, só porque me sinto muito mais sujo e nojento e não-amavel que antes, que minhas pretenças esperanças (que eram só esperanças, mas ainda sim eram alguma coisa) desapareceram completamente. Não me sinto realmente bem e não consigo ver alguma fagulha de coragem que me faça sair dessa fossa toda que me cobre. É isso mesmo! me sinto numa fossa verdadeira, com esgoto coberto até o pescoço, com a merda toda que fiz em algum momento na vida entrando pela minha boca e me mostrando que, por mais sonhador que um dia fui, todo esse sonho não passava de simples e pura merda suja, que nunca foge depois da descarga dada.
E provavelmente não vou conseguir dormir hoje de novo.
E com certeza amanhã será um pessimo dia e uma pessima noite. E nem o amor salva. E nem o medo salva.

Sinto-me triste? com certeza! não estou conseguindo ver alguma luz no fim desse pequeno tunel de desesperança? Sim, não vejo nada melhor que a escuridão! Estou cada dia mais sozinho e quieto e com frio e medo? Sim, o mundo esta cada vez pior e menos divertido! E toda essa sensação que estou sentindo não é a realidade, mas sim apenas uma ilusão de humor baseada a minha variação psicológica? Eu estou implorando que sim!

Em todo caso, adeus! e celebraremos a miséria mais tarde!

domingo, setembro 16, 2007

sofrer é melhor que não sofrer. não sofrer é não ter desculpas pra não se alegrar. sofrer é melhor que não sofrer.

(e eu, que estava lembrando mais uma vez de como estou perdido, acabei vendo que ainda sei exatamente onde estou -ou deveria estar-)

domingo, setembro 09, 2007

E então faço uma festa em casa. E então convido todo mundo que conheço.
é claro que só metade foi.

Alcool em demasia. Uma proporção não igualitaria de homens e mulheres.
Musica velha e boa pra quebrar residencias.
Uma panela na minha cabeça.

E uma garota feia que senta comigo e começa a falar que é apaixonada por mim. E que tambem é apaixonada pelo namorado. Na verdade mais apaixonada pelo namorado. E ela aperta os seios de uma terceira menina que já é casada.

Um amigo vomita. levo a menina-que-é-apaixonada pra casa. São duas horas da manhã.



E é claro, é obvio, é evidente que não rolou absolutamente nada.
E eu voltei pra casa tão triste quanto quando nasci.