quarta-feira, novembro 21, 2012

Sobre paranoia e como, as vezes, tudo isso faz sentido



Tenho tido pesadelos constantemente nas últimas três semanas. Nem sempre consigo me lembrar de todos os detalhes dos sonhos, mas naquilo que me lembro há sempre um ponto em comum, há sempre neles um grande tom de paranóia. Sempre é alguém agindo de forma totalmente não esperada, meus amigos ou familiares tomando atitudes ou palavras agressivas, que eu sempre achei que eles tinham mas que nunca se mostrou real.

Desde sempre fui paranóico. Esse pedaço nunca foi maioritário, e vários outros problemas foram maiores, como a ligeira depressão, a obsessão ou o escapismo pra imaginação. Mas ela existe, lembro-me de, com uns 10 anos, ter imagens de todo mundo que eu conhecia planejando coisas secretas pelas minhas costas, dizendo realmente o quanto não gostavam de mim e sentiam-se incomodados pela minha presença. Praticamente todo mundo que se tornou intimo de mim já passou por essa imaginação em minha cabeça, mesmo sendo apenas viagens totalmente insanas.

Mas, em alguns momentos, toda essa viagem faz sentido. Consigo ver, sem a piração da paranóia, como várias pessoas que conheço, que conheci, se afastando progressivamente de mim. Todos eles percebendo o quanto não vale a pena conviver comigo, o como não vale a pena passar momentos na minha presença. Não é uma, nem duas, nem dez vezes que isso aconteceu, e também nem sempre é tão evidente assim logo de inicio, mas as pessoas estão se afastando, preferindo não mais conversar, não mais dar risadas e tudo aquilo que faço com os amigos.

Tenho traços de paranóia, reconheço. Mas não é só porque eu sou completamente doentio que isso não é verdadeiro.

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