Tentei escrever umas três vezes um texto sobre a Érica, a velha vizinha. Não consegui. Então, agora, depois de ter rascunhado umas duas outras postagens, resolvi que o melhor método de escrever as memórias da Erica seria tentando descrever literáriamente uma cena pornográfica. Nada muito produzido, apenas eu tentando rememorar aquilo que tive com essa mulher por mais ou menos uns dois meses. Chamo a Érica de vizinha (e ela ainda hoje de "vizinho") porque durante os dois meses que trepamos, morávamos no mesmo bairro. Foi ela quem desejou me catar, quem fez toda a força, quem tava mesmo com vontadinha. De uma certa forma, se fosse um escroto, diria que ela é uma vadia. Ela simplesmente gosta de trepar, mesmo. Percebi isso num madrugada, alguns anos depois de ter dormido com ela naquela época de "vizinhos", enquanto voltava pra casa com ela e mais uma mina. Tentamos fazer a mina ir trepar conosco. Então, enquanto voltava bêbado, tive uma pequena iluminação dos motivos dela ser o que é. Obviamente grande parte daquilo que entendi desapareceu com o álcool, mas ficou a noção de niilismo sexual. Ela trepa não apenas porque gosta, mas porque esse é o único modo dela gritar contra o mal-estar que todo mundo tem dentro de si. Enfim, ela também tem uma filha, e já dormiu com metade dos meus amigos (a outra metade acha errado isso); à pornografia:
"bebemos um bocado ainda na festa. Lá estava sua irmã e mais um punhado de amigas. Eu me lembro apenas de, enquanto estava deitado em cima dela, vestidos ainda, duma garota com um spray e um isqueiro soltando fogo pela casa era. Era um pequeno ajuntamento de insanidade. Saímos com um mais casal, outra garota que havia comido a duas semanas atrás e um velho amigo, com um carro. Eles nos deixaram no meio da avenida, e a garota foi para um canto mijar. Eu cambaleei um pouco e, olhando para o céu, percebi que haveria uma chuva nalgum momento da madrugada, ou na manhã do dia seguinte. Sabia olhar os céus de minha cidade natal. Andamos um pouco, indo até sua casa, que era realmente próxima da minha. Ela entrou sem fazer barulho, subindo as escadas até o quarto aonde sua filha dormia. Eu esperava na entrada, não desejava lhe causar mal algum.
Cinco minutos depois ela me aparece vestindo apenas um velho casaco, um casaco que parecia ser de peles, mas provavelmente era uma imitação. Ela vestia apenas um casaco e eu comecei a chupar seus peitos ali mesmo. Minha mão escorria pro meio das pernas dela enquanto encostávamos na parede bem abaixo da janela do quarto aonde sua filha dormia. Ficamos assim, eu entrando dentro dela com a mão e ela entrando dentro de minhas calças com a mão, por quase cinco minutos. Havia bebida e tesão em nossas mentes. Decidimos ir para minha casa, lá existia um quarto vazio, uma cama imensa e mais ninguém que poderia nos atrapalhar. Ela me desejava e eu não gostaria de deixar uma garota passar vontades.
No meio do caminho eu sempre tentava escorregar minha mão para algum lugar próximo de suas pernas. O andar era lento, mas seguro, ambos segurávamos um no outro, e ambos em seus próprios alcoolismos. A quase cinquenta metros de casa existia uma pequena praça, redonda, com alguns bancos de pedra fria. Algo nos disse que mesmo estando pertos, deveríamos parar. E então ela subiu em cima de mim, no meio de uma praça na madrugada, vestindo apenas um casaco de peles. E então ela desceu tudo o que conseguia, deixando ser penetrada completamente por aquilo que eu era para ela. Trepamos até a chuva começar a cair, levemente.
Fomos para minha casa, lá a cama esperava bem mais quente que a fria rua, que a chuva que caia. Não houve muita espera, não houve vergonhas. Já tínhamos estado ali, um dentro do outro, a poucos instantes, e enquanto chupava-a era chupado também.
Ela era uma mulher mais experiente. Não muito mais velha mas definitivamente mais experiente. E coordenava com pequenos ares de professora tudo aquilo que desejava extrair de mim. Não uma professora autoritária, mas sim uma professora cientista, que conhecia certos atalhos mas estava disposta a aceitar experiências e novas possibilidades, uma professora que acompanharia os pequenos movimentos que eu fizesse com curiosidade, sentindo cada pequeno novo espasmo, cada mordida, cada tranco e puxão, cada nova gota de suor que caia no meio daquilo que já não era nem eu, nem ela. E ser este tipo de mestra, ser reconhecida como aquela que sabia o melhor para ambos, lhe trazia tanto prazer quanto estar no topo do mundo, em cima de mim, montada. E então ela gozava pedia um minuto com as mãos, nenhuma palavra, apenas olhos fechados e os lábios mordidos, os prazeres que lhe viam rápida e sofregamente. Ela gozava não por mim, mas por culpa de si mesma. Ela gozava porque era a única coisa que poderia fazer naquele momento."
É. não ficou tão ruim assim. Talvez utilize este texto num futuro. De qualquer forma a Érica foi uma boa pessoa, mesmo quando trepamos enquanto eu estava com quase 40 graus de febre e uma total incapacidade de engolir (garganta inflamadissima, inverno de 2007 em Salesópolis. Penúltima vez que trepei com ela) De qualquer forma, a Érica foi alguém importante para mim, e irei me lembrar dela sempre desse jeito, uma vizinha vestida apenas com um casaco de pele na pracinha pertinho de casa.
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