domingo, agosto 19, 2007

Consoadas

tenho que pensar sobre o tal poema do Bandeira. Tenho que tirar uma nota boa. Não porque meu destino dependa disso (ele já foi pro buracão-grande-do-fim-do-mundo) Mas sim porque moralmente me sinto na obrigação de voltar a pensar um pouco mais.


E olha que esse treco de pensar funciona mesmo. Meia horinha de leitura do poema e de algumas informações adicionais me fizeram rabiscar três folhas de caderno montando teorias malucas de como vou seguir nessa porcaria de trabalho divertido. Um bom modo de passar o tempo.

Mas parei de pensar no poema porque tenho que descobrir quando ele foi feito. em que dia, hora e local. isso é importante pra saber se o tal "consoada" do titulo do poema é uma ceia de natal ou só mais um jantar-zinho de madrugada. coisa boba mas que vale a pena esperar.


e enquanto isso pensei na morte. e como sempre, quando penso na morte, me veio a ideia de ler o que tem de novo no blog da (acho) tia do heitor, que perdeu a filha por causa de uma doença na cabeça e nunca mais conseguiu se recuperar. ela escreve um blog e faz tempo que eu não lia, mas quando fui ler-lo de novo aqui, vi que ela ainda continua escrevendo. tem uma postagem de hoje (creio que de horas atras)


Incrivel como a dor é prolixa. (a felicidade, se é que ela existe é quieta ou muda. a resignação tambem. a serenidade faz só suspirinhos. a angustia grita. e a noção de ser estupido faz beber feito um ... estupido...)


No mais, percebi que o blog dela é um bocado irritante quando voce lê todos os posts. fica monotono. não porque a dor dela fica boba (e isso Não fica mesmo) mas é porque são sempre as mesmas imagens e as mesmas palavras. esse não é um blog pra ser lido (assim como esse) mas sim um blog pra ser escrito. e escrevendo se grita.


acho que vou dormir. e nada de consoadas.

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