Tenho tido uns poucos costumes diferentes dos últimos anos. Não apenas, mas especialmente com as pequenas artes visuais que costumo ver.
Antes, gostava mesmo de ver filmes. E ainda estou nessa, mas em um ritmo muito menor do que antes. Agora, estranhamente, alguns poucos seriados estão me pegando mais que obras completas e indivisíveis - filmes. Um dos seriados eu já comentei, o Star Trek, que embora me deixe com um pouco de vergonha, já que é algo bem nerd, creio ter deixado claro (ou não. nunca consigo ser claro) de que aquilo que me atrai na serie é algo mais sublime, mas profundo do que 'alienígenas e tecnologia'.
outra coisa que tenho visto muito é um pequeno programa japonês, extremamente mais nerd do que Star Trek. Game Center CX - com Katcho Arino.
Este programinha é bem sobre videogames. Com um comediante - o tal Arino - tentando terminar jogos dos anos 80/90 de nes/snes/megadriver. O Arino é muito, muito ruim, e portanto os tais jogos demoram 10, 15, até 25 horas pra ser terminados - isso quando o são.
Mas essa parte, a maior parte do programa, não é a que realmente me interessa. Quero dizer, é óbvio que ver alguém jogando me diverte, me diverte desde os meus longínquos seis anos. Mas a coisa que, quando passa, eu me sinto não apenas entretido como também emocionado é um segmento constante, mas diferente.
O Segmento começa bem simples, com Arino lendo um postal que aqueles que assistem o programa lhe mandam. A carta lhe dá um dica de um bom 'Game Center' (fliperama, que no japão é bem mais comum do que aqui) e o Arino vai visitar este local.
Isto me maravilha de uma forma que é muito difícil de explicar. Normalmente os locais aonde ele vai é só uma pequena lojinha, bem daquelas de bairro no brasil, com umas poucas maquinas e uma velhinha vendendo doces. Estes locais são incríveis. Não consigo entender bem, mas acho que o sentimento de simplicidade, de familiaridade e não homogeneidade me pegam.
Usando outros exemplos, é a mesma sensação que tenho quando, viajando de uma cidade pra outra em um ônibus, olho pra fora e vejo uma casinha velha, no meio de um morro. E desejo ardorosamente entrar nela, descobrir pequenos cantos ocultos, conhecer as pessoas que moram ali. Quero viver essa casinha simples, mas claramente lotada de histórias verdadeiras.
É exatamente isto que sinto em cada episódio aonde o Arino vai nesses game centers. Alguns são pequenos cafés em distritos comerciais do japão, com velhos servindo comida boa e barata, e quente, desde os anos 50, e umas poucas maquinas de space invaders pra distrair as pessoas. Ou aquelas maquinas 'pachinco', aonde você gasta 10 ienes e pode ganhar pequenos prêmios irrelevantes. É incrível ver pequenas crianças, de não mais de oito anos, que estão ali não porque tem uma tv, mas porque é costume desses pequenos japoneses ir todo dia lá, jogar e comer doces.
Bom deus, esta parte. Eu daria meu braço pra viver essa parte.
segunda-feira, junho 03, 2013
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