segunda-feira, março 04, 2013

Sobre Ondas e outras Ondas.

Escrever é, pra mim, um ato que vem como ondas. Há momentos em que vivo apenas por isso, toda a existência se faz necessária como intervalo dos momentos de escrita. Porem há momento aonde não consigo encostar em uma caneta, tocar nas teclas de qualquer computador com intenções literárias

(ou pseudo-literárias. ainda creio que não fiz nenhuma coisa relevante ou interessante) (porem, mesmo horríveis ou geniais, reconheço que minha visão nelas é sempre pessimista e não objetivamente relevante. Aprendi que mesmo sendo horrível, devo tentar criar)

As coisas ruins de não escrever já foram discutidas aqui um bocado de vezes. A angustia que as palavras me trazem, o quão baseei toda uma inútil vida nesta busca a aquilo que ressoa na minha cabeça desde os quatro anos de idade, como a voz esta sempre ali dentro e é o individuo que mais conversei em toda minha vida (o que não é muito. tive, tenho momentos de extrema solidão)

As coisas boas de se escrever, acho eu, nunca foram muito bem descritas aqui. E eu não pretendo fazer-a em um único post, seria um panaca se assim achasse que poderia depreender tudo aquilo que a criação literária, quando minimamente feita do modo com que as coisas soam aqui dentro da minha cabeça acontecem, faz pra minha alma. Porem sempre que escrevo algo que gosto, alguma coisa que sinto é aquilo que sou, que fui, que um dia talvez serei se não pular na frente de algum carro nalgum dia relativamente mais triste que os outros, quando escrevo sinto uma sensação ótima, um "formigamento na ponta dos dedos do pé" que é muito bom. Há a sensação, poucas vezes encontrada, de que algo é relevante e há motivos para tudo, não há tanta tristeza assim e talvez, um só talvez bem confortável, que tudo no final vai valer a pena, fazer sentido, tudo no final vai ser bom e bonito, não importa o quão eu veja noutros momentos que nada disso vai acontecer.


Enfim, finalizando meus amigos imaginários, escrever é um ato que vem em ondas. E eu estou queimado de sol, pois fiquei nadando com meu pequeno sobrinho de oito meses neste ultimo final de semana. Depois de algum tempo fiz finalmente as pazes com o mar.

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