Por quase 5 anos peguei onibus todo dia.
devo ter gastado 1/16 avôs de minha existencia sentado num banco horrivel, olhando pra uma paisagem que a todo instante mudava (mas que não mudava nunca)
Foi no onibus que comecei a escrever. Numa epoca me tornei extremamente bom em escrever em meio a turbulencia do asfalto ruim da mogi-salesópolis. sabia quando parar e quando continuar a escrever, quando colocar a caneta no papel e quando esperar que o mundo voltasse ao normal. Foi no banco que eu sonhei com mundos que hoje me são mais parecidos com pequenos pesadelos diarios. No onibus eu procurei muita gente, procurei ninguem a todo instante, foi no onibus que eu passei de pequeno-garoto-que-é-certinho-ao-extremo para um matador de aulas sem força de vontade. E foi no banco da julio simoes que eu descobri que nem sempre uma menina precisa ouvir o que voce fala pra querer falar com voce. Engraçado como todas as bobeiras agora me parecem tão.. bobas. Na época eu sentia tanto por não ser abslotamente nada daquilo que sonhava (ou mentia) eu ficava bastante preocupado em ser aquilo que ela(s) não esperavam que fosse. Tanta bobeira em tão pouco espaço. Acho melhor hoje em dia não esquecer isso, na verdade essa essencia de passado mítico, em um momento onde não tinha a pratica ou tecnica mas tinha a vontade (ou desespero) de conseguir todos os meus sonhos, me deixa tão feliz de ser recriada nas minhas andanças por sp hoje em dia.
Sim, porque hoje eu tento parar de pegar onibus. Hoje quero é mais andar. E mesmo que não consiga só andar, ainda sim quero só o minimo do onibus.
segunda-feira, setembro 24, 2007
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