sábado, maio 26, 2007

Wouldn't Mama Be Proud?

Vamos fingir que eu estava vomitando nos ultimos vinte minutos.


Acabei de vomitar e corri desesperado para o computador, que estava desligado. Não sei porque, ou melhor, por que corri aqui. Não tinha intenção de escrever. Não tinha intenção de assitir Rambo 1 em Alemão. Não tinha intenção de olhar no orkut e esperar mais uma mensagem que mataria mais uma madrugada triste e sombria de minha patética e desesperada vida. Convenhamos, acabei aqui neste final de noite porque, apesar de todos os arrojos de intelectualidade falsa, ainda sim sou um viciado que não possui sequer um esboço de vida social decente; Acabo toda noite sozinho, andando por ruas que, ou conheço muito bem, ou absolutamente não conheço. No mais, as festas que ainda vou são simplorias e despercebidas do resto do mundo, e acabo sempre bebendo muito para o nivel de meu pobre corpinho e vomito nos banheiros alheios. E enquanto eles, os convidados esparsos comum e sobrios ficam assitindo O inspetor Clouseat, eu cuspo restos de esperança num balde azul colocado exatamente para não sujar o tapete novo. É mais que compreensivel. É logico. Mas no final da noite acabo voltando sozinho. Reclamando com os ventos que teimam em soprar contra mim e me passar um bilhão de doenças que, no final de tudo, não vão ser mais que desculpas pra tudo o que faço (ou deveria fazer)

Uma coisa engraçada (que só não é mais engraçada que duas outras coisas) é que percebo sutilmente que muita gente passa por isso. Pelo menos é o que consigo captar nas esparsas leituras que faço (as leituras, assim como as intelectualidades, são facilmente fingidas quando o publico é monotono) gente que contrabandeava armas na africa negra, que morria de peste e lepra e morria de naufragio e morria nos espurgos do Kaiser ou do Paxa, ainda sim juntava meia hora do dia pra chorar as porras de suas magoas que não interessavam a mais ninguem exceto ele mesmo e quem sabe um Deus entediado. Não devo estar no caminho certo (alguma porcentagem desses ai, os desesperados, se suicidou) mas pelo menos devo estar em algum caminho.



*e a coisa mais engraçada citada levemente acima é que estou sentindo um pouco de esperança de duas formas. Uma é com as musicas horrivelmente tristes de um cantor triste que se suicidou com duas facadas no coração. A outra é que Planetas desabitados mas com possibilidade de colonização humana (sim, eles existem) tem me deixado feliz.

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