quarta-feira, outubro 02, 2013

ruído ruído ruído ruído ruído ruído. ruído.

os últimos quatro meses tem sido estranhos. Há quase sempre algum ruído - ruído? - e eu não acabo me tornando solitário novamente.

quer dizer, estou novamente no mesmo estado lastimável de sempre. Mas, a uns 4 meses não tenho retorno para casa quietos, molhados, caminhadas perdidas desperdiçadas.

Sabe como é. A mesma merdinha de sempre. blábláblá incapaz de encontrar lugar destino sentido, etc.

Nos últimos quatro meses, de alguma estranha forma, há sempre algum ruído que tem me impedido de ficar sozinho. Ou, melhor falando, me sentir sozinho.

Há uns quatro meses eu comecei a conversar, na mais completa magia aleatória, com uma advogada de Joinville, loira alemã cheia de vontades e sem muitas experiências. Uma advogada de 22 anos e muito bonita, acima do meu nível em pelo menos 44 graus.

- não que isso signifique alguma coisa. grande parte das pessoas que sai era no mínimo 20 graus de beleza acima da minha horribilidade -

comecei a conversar e nos encontramos e, por algumas pouquíssissimas vezes, tudo foi lindo. Ela é muito obstinada e com aquela percepção chata de futuro que quase todas tem. Mas também conseguiu ser inconsequente o bastante pra me atrair muito, e passamos por algumas pequenas madrugadas divertidíssimas.

madrugadas que eu vou me lembrar pra sempre.

Mas, advinha só, tudo deu errado. Não tudo TUDO, ela não me odeia (ainda) nem disse que não quer mais me ver (ainda) mas, tanto eu quanto ela sabemos que já era. Há mais diferenças que semelhanças e nenhuma vontade de batalhar por isso. Há a distancia, o meu intrínseco desespero e a vontade dela de ser alguém.

Cahan: Ser Alguém!!

Mas não é sobre isso que vim escrever. Por mais que tudo tenha dado errado e eu tenha ficado triste, foi bem menos que antes. bem menos que qualquer outro momento. Ela, a garota alemã - cujo nome eu falo noutro post, junto com a historinha dela, que prometo é divertida - me fez bem menos estragos. E acho que um dos pontos disso ocorrer é esse constante ruído que sonda ao meu redor desde então. Tenho saído com pessoas, beijado pessoas, feito coisas, pulado muros, montado, esperado. Feito coisas que, se não me levaram a nada, pelo menos me impediram de voltar pra casa deprimido, sonhando com algum momento aonde tudo não vai ser tão horrível.

é. eu não sei se é envelhecimento, amadurecimento ou simplesmente uma vida tresloucada que me impede de sofrer o que eu imaginava que sofreria. Talvez seja porque eu me dispus a não sonhar com um futuro com essa garota alemã desde o inicio. Ou talvez seja qualquer outro motivo que agora, escrevendo e vivendo, eu não consigo perceber.

Mas, mesmo assim, sábado vou tomar ácido com duas garotas (uma lésbica) e depois me divertir muito penetrando as profundezas da minha psique perturbada. E talvez segunda-terça-quarta beba com a única garota que me deixa transtornado ainda, a mesma de dois anos atrás, quatro anos atrás, sete anos atrás. A unica garota que não quero tentar ainda me envolver, porque sei que vai dar errado - por mais que demos certo - e porque sei que que isso de não sentir dor não há com ela.

Enfim, ruído ruído ruído. Não envelheci. é apenas o maldito ruído que não para de ressoar na minha mente....

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