domingo, outubro 02, 2011

Novamente Obsessão

Preciso novamente escrever sobre obsessão. Ela esta me consumindo.

A um mês, mais ou menos, ando num surto obsessivo patético. Como um rato numa gaiola, recebo um queijo e fico esperando outro pelo mesmo caminho, e então faço as mesmas ações toda hora, esperando o queijo. é angustiante, de uma certa forma, porque o queijo não aparece nem dá sinais que quer aparecer, e então eu me mordisco numa angustia amarela, sabe? uma angustia dum penhasco alto, eu no topo, com vontade de pular mas sem saber se sobrevivo.

Essa é uma péssima imagem. Pensarei em outras melhores enquanto escrevo.

O ponto é, eu estou novamente obsessivo. Não que nunca deixei de ficar, sempre o fui, mesmo sem internet ou pessoas/coisas que morassem longe de mim, mas sempre fui um rato de tenta voltar pro mesmo queijo da mesma forma. Isso sempre foi uma das belezas e uma das feiuras da minha pessoa, e sempre consegui viver com isso.
Mas não é por conviver com isso, que essa convivencia seja sempre tranquila e amigavel. Não grito contra a obsessão, mas ela me força sempre a voltar pro inicio, pro primeiro ponto, me impedindo de, sei lá, pular o penhasco (pessima imagem utilizada de novo. não mais a utilizarei) A obsessão age por cotas, eu sei. este é só o primeiro ponto delas, onde procuro saber sobre tudo, de todas as formas, desesperado.

(Mas eu ainda me assusto com o quão habil eu sou em descobrir fotos aleatórias no meio do mundo, sobre pessoas bebendo num boteco qualquer, fotos bem fracas, daquelas de felicidade, e ainda me assusto quando vou clicando em cada uma delas, analisando as pessoas, vendo suas poses e correndo atrás da referencias que elas deixam - referencias de um mês, pelo menos - pra descobrir se há alguma citação sobre o meu alvo-da-obsessão ((alvo-de-obsessão é outro péssimo nome pra coisa)) e então eu vou clicando em cada uma das pessoas, em cada um dos links que são relevantes para a coisa, e descubro mais coisas que me levam a mais surtos psicóticos sobre o "alvo". E eu acabo agindo por cotas.)

talvez um bom exemplo de angustia seja o de uma linha de montagem. Sabe aquele filme do Chaplin onde tem uma, o Tempos Modernos? então, a angustia é mais ou menos aquela, onde cada pequena engrenagem que ele apafusa é um retorno meu à obsessão. E sempre depois daquela vem outra, e sempre depois da outra vem outra. outra e outra e outra. E nunca acaba, porque obsessão não é um emprego.

(de onde eu tirei a imagem do precipício, bom deus? é horrível e não explica nada)

Oh bem, eu sou uma pessoa doentia. Um daqueles stalkerizadores envelhecido pela própria culpa. Com isso consigo conviver, talvez amanhã.












escrever não ajudou em nada

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